Crioblação

Alvorada Brasília realiza sua primeira crioablação para correção de arritmia

Ainda pouco adotada no Brasil, a técnica reduz o tempo do procedimento e o risco de complicações

Em julho, o Hospital Alvorada Brasília realizou com sucesso seu primeiro procedimento de correção de arritmia cardíaca causada por fibrilação atrial por crioablação, técnica que promove a cauterização do tecido afetado por meio do congelamento, com o uso de nitrogênio. É uma intervenção minimamente invasiva, assim como o método mais comumente utilizado no Brasil – a ablação por radiofrequência, que cauteriza por meio de calor. Mas a crioablação é um procedimento mais simples e rápido e ainda menos invasivo. É feita apenas com sedação do paciente, dispensando a anestesia geral. Os estudos mostram que tudo isso contribui para reduzir os riscos de complicações.

“A crioablação diminui o tempo do procedimento de até seis horas na ablação por radiofrequência para uma hora e meia, em média. Também é menos invasiva, por necessitar de apenas duas incisões para a passagem dos cateteres, contra cinco na técnica convencional”, afirma o Dr. Henrique Cesar de Almeida Maia, médico eletrofisiologistaque comandou a cirurgia no Alvorada Brasília.

O Dr. Henrique é pioneiro no uso da crioablação para tratamento da arritmia por fibrilação atrial no Brasil. Já realizou vários procedimentos do tipo e é proctor  no método, capacitado a treinar outros profissionais.

Efetiva e menos onerosa

Com um índice de sucesso superior a 90%, a crioablação trouxe ganhos importantes no tratamento da arritmia cardíaca por fibrilação atrial e é comum nos Estados Unidos e Europa. “Além dos benefícios para o paciente, o custo desse procedimento é cerca de 50% menor que o da ablação por radiofrequência por ser mais simples e demandar menos material”, informa o Dr. Henrique. Outro aspecto importante é a possibilidade de a instituição aumentar o número de atendimentos. “Com a introdução da técnica de crioablação no hospital, poderemos realizar várias intervenções do tipo no mesmo dia, o que não é possível com a ablação por radiofrequência, que nos permite fazer apenas uma por dia, em razão de sua duração”, destaca o médico.

Idosos, os mais afetados

A arritmia por fibrilação atrial é o tipo de arritmia cardíaca mais comum. Embora possa acometer indivíduos de qualquer faixa etária, o problema é mais frequente entre os idosos. Estima-se que afete cerca de 10% das pessoas com mais de 80 anos.

Além de impactar a qualidade de vida, com muitas limitações, pacientes com arritmia cardíaca estão mais propensos a terem um acidente vascular cerebral (AVC) devido à formação de coágulos. Cerca de 10% dos casos de AVC estão associados à arritmia.

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