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Americas tem novo CEO

Com boa parte da carreira desenvolvida no exterior, Marco Costa assume posição trazendo na bagagem uma sólida experiência como médico, pesquisador, inovador e gestor.

Nomeado em maio como novo CEO, Marco Costa retorna ao seu país natal com a missão de impulsionar o crescimento da Rede Americas, grupo médico-hospitalar que integra o UnitedHealth Group Brasil, e fortalecer seus ativos como sistema de saúde integrado. Sua carreira como médico especialista em cardiologia intervencionista, professor universitário, líder de ciência, inovação médica e gestor de hospitais informa sobre seu foco em qualidade e excelência médica na gestão de serviços de saúde.

Marco despede-se de uma vida em Cleveland, nos Estados Unidos, onde construiu nas duas últimas décadas uma sólida reputação internacional, inspirado pelo propósito de ajudar as pessoas a viver de forma mais saudável e contribuir para que o sistema de saúde funcione melhor para todos.

 “É mais um movimento em minha trajetória profissional que abraço com a mesma paixão e comprometimento de outros momentos, tomando direções não lineares, às vezes surpreendentes até para mim mesmo, mas sempre alinhadas com meu espírito de busca por conhecimento e criação de valores.” Marco conta que “voltar ao Brasil como CEO da Rede Americas é um sonho que não sonhei, mas é a direção que Deus me ofereceu em um momento muito especial, uma nova jornada que abracei de forma muito rigorosa e prazerosa.”

E é com rigor e prazer que ele desenha os novos passos estratégicos para que a Rede Americas seja sinônimo de excelência e qualidade médica, liderando os mercados em que atua e contribuindo para transformar a saúde em parceria com a sociedade. “Não somos uma empresa transacional. Temos uma história centenária de prestar serviços de saúde para as comunidades onde atuamos. Vamos atuar com muita disciplina para avançar em nossa missão e fortalecer a modernização do setor médico-hospitalar brasileiro”, destaca o novo CEO.

Pode-se esperar que a Rede Americas esteja melhor posicionada em áreas premium da assistência, qualificativo que nada tem a ver com segmentação socioeconômica, segundo Marco. “Premium é a atividade que gera o maior valor possível para a sociedade e para a nossa empresa, uma equação que combina alta qualidade dos cuidados médicos a um custo adequado, que resulta em uma experiência positiva para o paciente e uma relação favorável entre valor econômico e valor social para todos”, explica Marco.

Quatro dimensões-chave

Sob sua gestão, deverão ganhar impulso as atividades de ensino e pesquisa, dimensões que se somam a outras duas: prática médica e comprometimento social. “A qualidade do serviço médico é o topo do nosso propósito, que é alicerçada por essas quatro dimensões”, afirma o CEO.

Segundo o gestor, o ensino é fundamental porque a medicina é complexa e exige constante atualização, o que se reflete na boa prática médica. O mesmo vale para a pesquisa, por ser essencial estar inserido no processo de geração de conhecimento, com uma produção acadêmica atrelada aos objetivos de gerar mais valor em medicina.

Marco destaca que a atividade acadêmica atrai profissionais de ponta, que estão compromissados com a excelência e o ensino continuado. “Talvez ainda não seja evidente para muitos, mas a Rede Americas está associada a vários pesquisadores e instituições acadêmicas com projeção internacional. Impulsionaremos e incentivaremos a performance acadêmica como alavanca da excelência assistencial”, destaca. “Minha visita ao Centro de Treinamento Edson Bueno, parte do Complexo Americas, reforçou essa visão de que já somos uma das mais prolíficas organizações acadêmicas do Brasil. Rodei o mundo para descobrir um dos mais bem equipados e avançados espaços para progresso acadêmico no Rio de Janeiro. Convido aqueles que quiserem descobrir o significado da expressão americana state-of-the-art a visitar um dos principais centros de treinamento de terapias robóticas no mundo”, completa.

“Igualmente essencial para o nosso sucesso é o compromisso social. Somos parte de um ecossistema e temos de ser parte ativa nos desafios da sociedade”, observa, citando como exemplo as ações no contexto da pandemia da COVID-19. “Nesse cenário tão desafiador, estamos agindo em comunidade para enfrentar os gargalos e vamos continuar esse processo de forma mais estratégica para avançar ainda mais”, acrescenta.

Um convite aos médicos

Se essas quatro dimensões que se retroalimentam e que impulsionam a qualidade dos serviços balizam a estratégia de crescimento, há dois outros fatores relevantes para sua operacionalização, de acordo com o CEO: a tomada de decisões baseada em dados e o envolvimento dos prestadores de serviços médicos.

“Não existe valor na medicina sem uma qualidade de assistência médica extraordinária. Por isso, quero convidar todos os médicos e enfermeiros que trabalham conosco, funcionários ou não, para serem parceiros nessa jornada. Nosso valor vai vir da qualidade de forma sustentável – a qualidade que gera valor para os pacientes, para a sociedade, para os médicos e para a nossa empresa”, afirma. “Quero ouvir, trocar ideias e interagir com os profissionais do corpo clínico, enfermeiras e todos profissionais da saúde de maneira muito próxima. Nossos canais de comunicação estão abertos para quem quiser se conectar diretamente comigo.”

Na visão do novo CEO, o Brasil tem um enorme potencial e uma imensa capacidade de trabalho e realização. Mas não existem soluções simples para cenários complexos nem liderança sozinha. “Por isso, estou realmente convidando todos que compartilham a nossa visão e compromisso de entregar excelência em cuidados médicos para que, como parceiros, possamos transformar o sistema médico-hospitalar no Brasil. Sou um líder servidor dessa causa”, conclama.

Um breve perfil

Filho de um juiz de direito e mãe que, embora graduada em Letras e Direito, sempre atuou profissionalmente como professora de religião, o Dr. Marco Costa cultiva até hoje os valores extraídos da vivência com os pais: de um lado, a justiça e a integridade; de outo, a vertente cristã de compaixão e respeito.

Mineiro, casado com uma brasileira também natural de Minas Gerais, ele é pai de três filhos. A mais velha, hoje com 19 anos, nasceu no Brasil, mas logo foi para os Estados Unidos, onde a família viveu por cerca de 20 anos. Os outros dois filhos, com 17 e 13 anos, nasceram lá.

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, Marco fez residência em Cardiologia e depois em Cardiologia Intervencionista. A curiosidade e a pesquisa científica sempre o atraíram. Antes mesmo de se formar, foram esses fatores que o levaram para uma temporada de seis meses em Cleveland. O frio intenso e uma experiência pessoal negativa não deixaram uma boa impressão da cidade. Ironicamente, havia prometido nunca voltar para lá.

Por isso, quando planejou ir para o exterior para o doutorado, a busca se concentrou na Europa. Foi para a Erasmus University, na Holanda. Chegou a Roterdã junto com a esposa, com quem se casara na véspera da viagem. Estavam lá há apenas três dias, quando descobriram que o Brasil “quebrara” com a crise econômica de 1998, e que as reservas que tinham no Brasil não valiam mais nada.

“Dificuldades podem te destruir ou te fortalecer”, pondera Marco. No caso dele, prevaleceu a segunda opção. “A missão era mais importante”, recorda. Concluiu a tese no tempo recorde de 15 meses, sendo também recordista em produção científica no Thoraxcenter, Eramus University na época. “Provavelmente, a melhor contribuição que eu dei para a medicina foi ter sido o primeiro a demonstrar o risco da radioterapia intravascular para pacientes. Isso culminou com novas normas do FDA, que estão vigentes até hoje. O trabalho provocou a eliminação dessa forma de tratamento e fez com que muitas vidas fossem salvas.”

Na volta para o Brasil, estava tudo acertado para o retorno à sua terra natal: Uberlândia (MG). No dia anterior à sua chegada e ainda no exterior, onde tinha uma palestra no Congresso da American Heart Association, recebeu convite para ir para o Instituto Dante Pazzanese. Os planos mudaram – em vez de Minas Gerais, Marco aterrissou em São Paulo. Dante seria o lugar que lhe propiciaria continuar envolvido com os estudos que culminaram em uma das tecnologias mais revolucionárias da medicina: os stents farmacológicos.

Nesse meio tempo, vieram ofertas para trabalhar no exterior. Aceitou o convite da Universidade da Flórida. Mais tarde, depois de completar seu MBA no MIT, instituição em que também serviu como colaborador científico, já como professor da Case Western Reserve University, assumiu o cargo de chefe executivo de inovação do sistema de saúde do University Hospitals.  Mais recentemente, desempenhava a função de gestor executivo de um grupo de hospitais associados ao University Hospitals e chairman do conselho de institutos de especialidades médicas.

Dr. Marco assumiu suas funções de CEO da Rede Americas no fim de maio e trabalhou remotamente de sua casa nos Estados Unidos até desembarcar em São Paulo com a família no dia 15 de julho.

 

 

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