PERFIL MÉDICOS

Bate-papo com Dr. Tarso Accorsi

Atividades assistenciais, de ensino e pesquisa fazem parte da rotina do Dr. Tarso, especialista em doenças valvares. Para além da vida profissional, o cardiologista, em cujo peito bate um coração corinthiano, curte viagens e programas culturais.

Com título de especialista em clínica médica e cardiologia, além de doutorado na especialidade, o Dr. Tarso Accorsi é médico do Núcleo de Valvopatias do Hospital Samaritano Paulista e do Instituto do Coração (Incor). Nesta entrevista, ele fala da profissão, dos avanços em sua área e também da vida pessoal, incluindo os estudos para aprender piano e os planos para tornar-se papai no próximo ano. Confira.

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Dr. Tarso Accorsi - Médico do Núcleo de Valvopatias do Hospital Samaritano Paulista

O que o motivou a cursar medicina e escolher a cardiologia?

Considero a medicina a união da arte com a ciência. Seu progresso é exponencial em todos os campos, o que a torna uma ciência muito interessante e atrativa. E a cardiologia é uma das áreas com os maiores avanços. No entanto, não basta ser um cientista. É fundamental utilizar esse conhecimento para benefício do paciente, e isso só é possível quando se exerce a arte médica, que é ter empatia, dedicação, dar apoio ao paciente, dar um caráter humano à assistência.

O que destaca como fatos marcantes na vida profissional?

Destaco a oportunidade de ser formado pela USP, uma universidade espetacular, que me permitiu uma vivência não só com pacientes – que na verdade os grandes professores ao longo da nossa formação –, mas também com muitos colegas e professores absolutamente diferenciados. Essa etapa foi muito marcante. Outra experiência importante foi atuar como preceptor de Cardiologia do Incor. Lá amadureci meu conhecimento cardiológico e me aproximei da vida acadêmica.

Desde quando atua no Americas?

Tive a oportunidade e o privilégio de integrar a rede no início de 2021. É uma organização que busca oferecer os melhores cuidados ao paciente desde o diagnóstico até o tratamento. Também estimula os profissionais a fazer sempre o melhor e de forma humanizada para que os pacientes sintam-se acolhidos, bem tratados e cuidados.

O que considera essencial no relacionamento com os pacientes?

Obviamente, o paciente espera expertise técnica do profissional médico. Mas também espera empatia e transparência. Acho fundamental demonstrar interesse e empenho em fazer o melhor e apoiá-lo quando ele mais precisa.

Desenvolve atividades de ensino e pesquisa?

Tenho a oportunidade de atuar em plataformas de ensino de diferentes instituições e tento colaborar e incentivar alunos e colegas a disseminarem conhecimento. Sempre que posso, também participo de pesquisas, principalmente no Instituto do Coração, mas também no Americas e em outras instituições, resultando em publicações e livros da área.

Quais são os avanços importantes na sua especialidade?

O avanço da cardiologia acontece de forma exponencial. Na área em que atuo, no grupo de cardiopatias estruturais, principalmente valvopatias, houve um avanço espetacular na cirurgia e também em novas técnicas, como a transcateter, que permite tratar problemas de válvulas sem precisar fazer a cirurgia aberta. Esse método vem se mostrando progressivamente mais exequível, eficaz e com resultados duradouros, associado a um custo clínico muito menor. Também temos avanços importantes em termos de medicamentos e métodos diagnósticos. Acho que o futuro nos reserva diagnósticos mais precisos, realizados com exames mais simples, e terapêuticas cada vez mais precoces, interrompendo a história natural dessas doenças no momento certo, com baixo risco e bom resultado no longo prazo.

Como avalia a carreira médica atualmente?

A medicina tem uma grande gama de oportunidades nas mais diversas áreas. É uma carreira que exige dedicação e atualização constantes. Para tratar de forma adequada o paciente e ter uma carreira estável, o profissional tem de se diferenciar e acompanhar a evolução não só do conhecimento, mas também das estratégias aplicadas na prática pelas grandes instituições.

Que conselho daria a um estudante de medicina?

Que não se contente com caminhos curtos na tentativa de terminar sua formação e que entenda que é uma profissão de longo prazo, em que dedicação, estudo e treinamento sempre são fundamentais. E, por mais atrativo que seja o lado técnico e científico, é importante que nunca se afaste do lado humano da profissão. O verdadeiro motivo da escolha profissional é a oportunidade de colaborar com a saúde de um ser humano, uma das coisas mais gratificantes na vida.

Como concilia a carreira com a vida familiar?

Sou casado e ainda não temos filhos, mas estamos planejando para o ano que vem. Conciliar família e carreira é sempre uma questão complexa, mas que deve ser refletida diariamente para que se consiga um equilíbrio ideal. Hoje, acredito que atingi esse equilíbrio. Tenho uma vida pessoal agradável e feliz, exercendo a profissão do modo como sempre imaginei e muito feliz também.

Se não fosse médico, o que gostaria de ter sido?

Gostaria de ter sido professor, talvez de idiomas, filosofia ou alfabetização de pessoas.

Qual característica mais admira em uma pessoa?

A integridade. Ser uma pessoa sincera, confiável, ética, que se busca sempre fazer o melhor e apoia os outros quando necessário.

Qual qualidade própria mais valoriza?

A persistência, o que significa buscar os objetivos de forma determinada e se dedicar a isso.

O que gosta de fazer nas horas de folga?

Nas horas de folga, que são mais escassas do que eu gostaria, tento sempre viajar. Se não posso viajar, faço um passeio ou um programa cultural. Se não dá para sair, procuro ler livros sobre temas não técnicos e assistir a séries. Ultimamente, também estou tentando aprender piano.

Qual foi a viagem mais marcante?

Tive a oportunidade de conhecer vários lugares, mas o destino que mais admirei foi Israel, Jerusalém. Tenho muita vontade de conhecer alguns países da África e principalmente fazer atividades na natureza. Acho que seria bastante enriquecedor.

Faz alguma atividade física?

Tento correr diariamente. Não consigo um alto desempenho, mas o que me propus a fazer, um pouquinho todo dia, estou conseguindo cumprir.

Tem alguma curiosidade da vida pessoal ou profissional que gostaria de compartilhar?

Uma curiosidade pessoal: além da minha religião, que é a católica, também sou adepto do corinthianismo.

Quais suas metas para o futuro?  

Além dessas questões de equilíbrio da vida profissional e pessoal, acho que minha maior meta é sempre colaborar com o maior número de pessoas, isso incluindo não apenas família e colegas de trabalho, mas principalmente os pacientes, seja de forma direta, através da minha atuação, ou indireta, capacitando outros profissionais para que essa oportunidade de ajudar as pessoas seja multiplicada.

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