Madre Theodora Boas Novas

Boas novas no Madre Theodora

Novo centro cirúrgico, diferenciais da UTI Neonatal, conquista da ONA 3 e sucesso da parceria com o Instituto Radium estão entre importantes realizações da instituição.

O Hospital e Maternidade Madre Theodora, de Campinas, segue com o pé no acelerador na jornada da melhoria contínua, com iniciativas que beneficiam pacientes e médicos. Uma delas é o novo Centro Cirúrgico e Obstétrico, com ampliação do número de salas e estrutura modernizada.

“A instrumentação e todo o aparato tecnológico foram renovados, e o espaço foi remodelado para oferecer mais conforto e segurança para as cirurgias, que representam 80% dos serviços do nosso hospital”, destaca o Dr. Atila Vendite, gerente médico do Madre Theodora.

Agora, o Centro Cirúrgico e Obstétrico conta com dez salas (antes eram oito): duas para cesáreas e cirurgias ginecológicas, duas de PPP (pré-parto, parto e pós-parto) para parto humanizado, e seis para as diversas especialidades, como neurologia, cardiologia, ortopedia etc. Com alteração no layout, foi possível separar com portas automáticas o centro obstétrico do centro geral e as áreas pré-cirúrgica e de recuperação das duas alas.

Equipamentos de videocirurgia mais modernos, torres de gases mais eficientes e sistema de pressão positiva estão entre as melhorias das novas salas. “O novo Centro Cirúrgico e Obstétrico agradou ao corpo clínico e tem atraído muitos cirurgiões que vieram conhecer as instalações e passaram e realizar seus procedimentos aqui”, conta o Dr. Atila.

UTI Neonatal: cuidados diferenciados

O cuidado do recém-nascido prematuro é uma atividade de alta complexidade que se torna ainda mais desafiadora com os avanços que têm permitido a sobrevivência de bebês cada vez mais prematuros. Para além da mera sobrevivência, é fundamental prevenir ou minimizar sequelas e complicações, além de promover a qualidade de vida desses pacientes. É isso que está no foco de uma série de iniciativas adotadas na UTI Neonatal do Madre Theodora, muitas delas inspiradas no Método Canguru. “São práticas que promovem a humanização e propiciam o cuidado técnico mais adequado aos bebês prematuros, particularmente os nascidos de gestações de alto risco”, afirma o Dr. Atila.

Segundo o Dr. Danilo Caparica, coordenador médico da UTI Neonatal, é dada especial atenção aos cuidados para apoiar o desenvolvimento neurológico do prematuro, já que a organização dos neurônios corticais ocorre predominantemente no terceiro trimestre da gestação.

Entre outras iniciativas, vale destacar:

  • A não separação do bebê de sua mãe, ao contrário do que ocorre na maioria dos ambientes de cuidados neonatais. “O afastamento de sua mãe é extremamente anormal para todos os recém-nascidos, independentemente de quanto prematuros são, podendo prejudicar a estabilidade fisiológica, a epigenética e o cérebro em desenvolvimento”, explica o Dr. Danilo. No Madre Theodora, mães e pais têm livre acesso à UTI Neonatal, e a prática do contato pele a pele é encorajada, mesmo em bebês com necessidade de suporte ventilatório invasivo ou não invasivo.

  • A oferta para todos os bebês prematuros de leite humano, que propicia maiores benefícios nutricionais e imunológicos em comparação com fórmulas lácteas, protegendo contra sepse tardia, enterocolite necrosante e morte. De acordo com o Dr. Danilo, um estudo demonstrou que bebês alimentados com leite humano alcançavam dieta enteral plena mais precocemente, exigiam acessos venosos centrais por menor tempo, tinham menos episódios de pneumonia, menor incidência de enterocolite necrosante e alergia à proteína do leite de vaca do que crianças alimentadas exclusivamente por fórmula. Também foi demonstrado que a alimentação com leite humano reduziu a incidência e a gravidade da retinopatia da prematuridade. Prematuros alimentados predominantemente com leite materno têm maior volume de massa cinzenta ao chegar às 40 semanas de IGc, melhores índices de desenvolvimento aos 18 meses de vida e melhor desempenho em testes cognitivos e escolares aos 7 anos de vida. O lactário do Madre Theodora coleta, armazena e distribui o leite materno, permitindo que os recém-nascidos da UTI Neonatal sejam alimentados predominantemente com o leite materno de suas próprias mães. Além disso, a permanência da família junto ao bebê por períodos prolongados aumentou significativamente a quantidade de leite materno ordenhado e ofertado aos pacientes e elevou o percentual daqueles que recebem alta hospitalar mamando ao seio materno.

  • Hora do soninho: momentos do dia em que as luzes da UTI são apagadas e a unidade permanece em silêncio (sem atividades ou conversas que provoquem ruídos). A prática ajuda a acalmar o bebê e controlar a frequência cardíaca e marca pontos no desenvolvimento neurológico.

  • Equipe multiprofissional dedicada. “São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e farmacêutico clínico que atuam exclusivamente na UTI Neonatal, o que é um diferencial importante para a segurança e qualidade do cuidado”, afirma o Dr. Atila. Para implantar as melhores práticas neuroprotetivas dos pacientes, 75% da equipe já foi capacitada no Método Canguru.

 

A conquista da ONA 3

A evolução em processos e protocolos que garantem patamares de excelência em qualidade e segurança do paciente garantiu ao Madre Theodora a acreditação ONA 3, máximo nível do órgão certificador nacional.

“Foi um processo natural de melhorias, associado principalmente às mudanças implantadas para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. A partir de um novo mapeamento de estruturas, processos e fluxos de atendimento e indicadores de performance, implantamos melhorias que nos permitiram atingir um grau de maturidade para buscar o nível máximo da acreditação”, afirma o Dr. Átila.

Segundo ele, uma das ações importantes foi a adoção do cateter nasal de alto fluxo para pacientes com COVID internados na UTI, reduzindo em 50% o índice de intubação, procedimento que eleva risco de morte.

“Estamos muito felizes com essa conquista, pois é um órgão independente que atesta a qualidade e segurança da nossa assistência. O desafio agora é manter a jornada de evolução e, futuramente, buscar uma acreditação das linhas assistenciais”, diz o Dr. Átila.

Parceria de sucesso para atendimento oncológico

Iniciada há cerca de dois anos, a parceria entre o Madre Theodora e o Radium Instituto de Oncologia resultou em uma união de forças para ofertar aos pacientes de Campinas e região uma gama abrangente de serviços especializados para o atendimento oncológico, incluindo diagnóstico, cirurgia e uma completa linha de terapias.

“A atuação integrada entre as duas unidades, que se complementam em termos de estrutura e expertises, permitiu mais do que dobrar os atendimentos. Temos o mesmo corpo clínico atendendo nos dois locais, equipe de enfermagem capacitada para os cuidados oncológicos, práticas integradas e uniformizadas”, detalha o Dr. André Sasse, diretor técnico do Radium, destacando, ainda, a abordagem humanizada.

Atendimento ambulatorial e quimioterapia estão disponíveis nas duas unidades. Radioterapia é feita no Radium. Cirurgias são realizadas no Madre Theodora, que também recebe os pacientes com neoplasias hematológicas quando precisam de internação em ambiente adequado e suporte hospitalar. O Madre Theodora também conta com uma equipe de cuidados paliativos.

No Radium, além de quimioterapia e radioterapia, estão disponíveis tratamentos com biológicos, imunológicos, terapia-alvo, braquiterapia e com semente radiativa para câncer de próstata, oferecido em pouquíssimas instituições do país.

Em ambas as unidades, atuam equipes multiprofissionais que dão suporte aos pacientes em tratamento, incluindo nutricionistas, odontologistas, fisioterapeutas e psicólogos.

“Construímos uma parceria importante, que funciona de modo muito produtivo e eficiente”, resume o Dr. André.

 

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