Eficiência operacional

Centros cirúrgicos iniciam 2022 com novo parque instrumental

Como parte das ações para eficiência operacional no centro cirúrgico, Americas está implantando uma ferramenta digital de agendamento cirúrgico e realizando o maior investimento no parque de instrumental cirúrgico dos últimos anos. Além disso, programa de eficiência do centro cirúrgico já ajudou, desde o início deste ano, a aumentar em 13% a taxa de ocupação, diminuir em 2,9% o cancelamento de cirurgias e manter em 30  minutos o turn over das salas.

O Americas Serviços Médicos faz gestão dos 16 centros cirúrgicos buscando garantir qualidade e segurança dos pacientes e assegurar a melhor experiência para os médicos cirurgiões. A organização entrará 2022 com o parque de instrumental cirúrgico renovado e uma nova ferramenta para agendamento digital de cirurgia. Além disso, segue em andamento o programa de eficiência de centro cirúrgico para assegurar as melhorias operacionais apontadas pelo corpo clínico.

De acordo com Rodrigo Macedo, diretor de operações do Americas Serviços Médicos, os investimentos visam a assegurar melhores condições para a prática médica. “Os instrumentos cirúrgicos são essenciais para a precisão técnica e eficácia das intervenções cirúrgicas. O médico precisa instrumentais de primeira linha para poder desempenhar sua prática com excelência. Temos uma escuta ativa e buscamos atender às necessidades dos profissionais que cuidam dos nossos pacientes”, ressalta.

Para o diretor, outro ponto de melhoria na eficiência operacional dos centros cirúrgicos é o agendamento digital. A solução está sendo implementada para simplificar a solicitação de agenda e reduzir o prazo para rotinas administrativas. A ferramenta já foi implantada nas unidades: Alvorada Moema, Samaritano Paulista, Metropolitano e Vitoria Anália Franco. “Nossos principais médicos cirurgiões já estão usando a ferramenta e reportaram a melhoria do fluxo, inclusive para assistentes e profissionais de secretariado, que têm visibilidade do status das agendas cirúrgicas e mantêm o paciente constantemente informado”.

O programa de eficiência do centro cirúrgico contempla ainda ações para resolver os desafios relacionados aos atrasos nas cirurgias de primeiro horário, turn over de sala cirúrgica, cancelamentos cirúrgicos e taxa de ocupação. Segundo Roberto Manara Victorio Ferreira, gerente de práticas médicas, o primeiro passo foi olhar para esses indicadores, entender, por exemplo, os motivos pelos quais as cirurgias de primeiro horário atrasavam; quanto tempo era realmente necessário para liberar com segurança a sala para o paciente a seguir e quais processos poderiam ser automatizados para agilizar esse fluxo; entender quais os motivos não clínicos levavam a desistências - autorizações, experiências, padrões, não atendidos; etc. Desta forma, foram mapeados todos os hospitais, analisadas as etapas, desde o momento do agendamento, até a alta, os gargalos, as oportunidades de melhorias, envolvendo sempre as áreas correlacionadas.

“Temos conseguidos bons números. A taxa de ocupação era de 59%, em janeiro deste ano e hoje estamos em cerca de 72%, sendo que a nossa meta era alcançar 65%.  Com relação aos cancelamentos, que eram de 9,8%, no início deste ano, conseguimos cair para 6,9%. Já o turn over, hoje estamos cravados em 30 minutos, que é exatamente a nossa meta. Poucos minutos acima da meta parecem pouco, mas olhando um dia inteiro, em um centro cirúrgico com 10 salas, é muito tempo. Significa a possibilidade de mais cirurgias por dia. Ainda há muitas oportunidades, em especial no atraso   cirúrgico. Temos algumas dificuldades para chegar na conformidade de 70% de não atrasos. Mas estamos batalhando para isso”, ressalta Manara.

Para atuar diretamente no atraso das cirurgias de primeiro horário, em conjunto com a área de controle de infecção hospitalar, foram unificadas as melhores práticas de preparo do paciente no que tange aos quesitos de prevenção e controle de infecção. A ideia é orientar pacientes e cirurgiões dos procedimentos pré-operatórios que podem ser realizados em casa e que ajudam a garantir que os procedimentos ocorram no horário correto. Isso inclui a conscientização da chegada com tempo de antecedência de todos os envolvidos: cirurgiões, pacientes e equipe de instrumentação. A realização de avaliação pré-anestésica via telemedicina, disponível em 100% dos hospitais, também agiliza o processo e permite antever problemas que eram anteriormente identificados apenas no momento da cirurgia. Isso algumas vezes levava a atrasos e até cancelamentos, assim como a disponibilidade de órteses e próteses e equipamentos, que passaram a ter seus fluxos muito mais bem acompanhados junto à farmácia e à engenharia clínica.

Um formato testado e aprovado no Hospital Samaritano Higienopólis de automatização de limpeza na sala cirúrgica também melhorou o tempo e a qualidade do serviço. Outra medida que merece ser citadas foi a mudança dos protocolos de avaliação para a recuperação do paciente pós-anestesia, com a responsabilização do anestesiologista e um fluxo bem definido, melhorando a questão da alocação e garantindo a segurança. Estamos em fase de discussão para a criação, em alguns hospitais, da figura de um enfermeiro navegador, responsável por acompanhar o paciente desde a parte burocrática até a assistência, conduzindo ele literalmente até à mesa de cirurgia.

Também está em pleno funcionamento em quatro hospitais - Samaritano Higienópolis, Metropolitano, Vitoria Anália Franco e Alvorada Moema -, o projeto Lean do Centro Cirúrgico, que consiste em usar esse conceito que busca eliminar os desperdícios para dinamizar e acelerar processo de eficiência do centro cirúrgico. Esse método nasceu na década de 1970, focado no sistema Toyota de produção, escalou e ganhou as empresas ao redor do globo. No Americas, está sendo usado para apontar para as pessoas que atuam no point of care, através de brainstorming, as soluções que podem melhorar e facilitar seu dia a dia, trazendo qualidade e segurança. Em fase de criação das ações e monitoramento, a ideia é evoluir para outros hospitais.

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