Cirurgia Cardíaca

Cirurgia cardíaca: alta em apenas três dias

Resultados do protocolo adotado no Samaritano Paulista são tema de artigo publicado na Nature.

Após três dias de internação, pacientes de baixo risco submetidos a cirurgia cardíaca no Hospital Samaritano Paulista recebem alta e estão prontos para voltar para casa e retomar a vida normal. O número impressiona. A mediana de tempo de internação após intervenções cardíacas similares no mundo é de nove dias, podendo chegar a onze nos hospitais públicos do Brasil. A surpreendente quebra de paradigma é fruto do protocolo TotalCor. Inspirado no Enhanced Recovery After Surgery (ERAS), um conceito assistencial inovador, ele envolve uma abordagem coordenada, centrada no paciente e baseada em evidências científicas que prepara a pessoa para o retorno às suas atividades normais antes, durante e após o procedimento. O protocolo e seus resultados foram tema do artigo Safe and effective protocol for discharge 3 days after cardiac surgery, publicado em abril no Scientific Reports da Nature.

Tendo como primeiro autor o Dr. Omar Mejía, chefe do Serviço de Excelência em Cirurgia Cardiovascular do Cardiologia Americas, e assinado por outros médicos e profissionais do Samaritano Paulista, o artigo aborda o estudo observacional e prospectivo que avaliou o impacto do protocolo TotalCor no tempo de internação hospitalar analisando a evolução de 46 pacientes operados entre janeiro de 2019 e junho de 2020, selecionados entre todos os 664 pacientes cirúrgicos do hospital no período.

Constatou-se que os pacientes preparados pelo protocolo tiveram redução dos tempos de UTI (P <0,025), de internação pós-operatória (P ≤ 0,001) e de internação (P ≤ 0,001). “Os dados mostram que longos períodos de internação após uma cirurgia cardíaca não são mais necessários e que os pacientes podem voltar para casa com segurança depois de apenas alguns dias no hospital. Essas informações ajudam a preparar o caminho para uma nova abordagem de pacientes programados para cirurgia cardíaca na atualidade, provando que o uso dessa estratégia é viável”, afirma o Dr. Omar.

Foi verificada uma tendência de diminuição das taxas de readmissão hospitalar e de complicações 30 dias após a cirurgia cardíaca. “Também nesses quesitos, o grupo de pacientes do protocolo TotalCor apresentou melhores resultados na comparação com aqueles atendidos no fluxo tradicional”, ressalta o Dr. Omar.  A pesquisa também explicitou que a fibrilação atrial que ocorre após as cirurgias e a insuficiência renal são preditores de permanência pós-operatória de mais de cinco dias.

Todos esses benefícios agregam pontos positivos para a experiência e satisfação dos pacientes. Para o sistema de saúde, é um alavancador da sustentabilidade dos programas de cirurgia cardíaca, reduzindo custos e ampliando o acesso a um número maior de pacientes.  “Esse protocolo poderá ser aplicado também a pacientes com maior gravidade, de alto risco. Eles não deverão ter uma recuperação em apenas três dias, mas com certeza isso ocorrerá em um tempo menor que no fluxo tradicional”, diz o Dr. Omar. É isso que está em foco atualmente no Samaritano Paulista.

Você pode conferir o artigo na íntegra acessando aqui.

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