Cultura justa e alta confiabilidade

Cultura justa e alta confiabilidade foram temas da UHG em evento da ONA

Painel integrou a programação do 4º Seminário Internacional de Segurança do Paciente e Acreditação em Saúde, realizado em março.

Tendo Melinda Sawyer, vice-presidente de Qualidade Clínica e Segurança do Paciente do UnitedHealth Group (UHG), como palestrante e a Dra. Taissa Sotto Mayor, diretora dessa área no UHG Brasil, como mediadora, o painel “Cultura justa e os princípios das organizações de alta confiabilidade” integrou a programação do 4º Seminário Internacional de Segurança do Paciente e Acreditação em Saúde. Realizado entre os dias 17 e 19 de março, o evento foi organizado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade voltada ao desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde.

Nesta edição, o Seminário foi online, reunindo lideranças do mercado de saúde, gestores de Qualidade e Segurança e profissionais da área da saúde em geral, todos interessados em conhecer, discutir e aprender novos conceitos e tendências dessa área estratégica.

Melinda, que fez sua apresentação no dia 19, mobilizou a atenção da audiência explicando de que modo a cultura justa deve ser utilizada como um dos pilares para a transformação das unidades do grupo em organizações de alta confiabilidade.

Com bagagem também adquirida em sua passagem pelo Johns Hopkins Hospital, Melinda trouxe um olhar que ainda não é muito comum no Brasil e até no exterior. “Quando se fala em segurança do paciente, ainda estamos presos a dois cenários polarizados: ou temos organizações com culturas punitivas que personalizam eventos adversos, o que acaba eliminando a oportunidade de olhar para processos e inibindo a construção de ambientes nos quais as pessoas se sintam confiantes para contribuir para a melhoria contínua; ou temos organizações no blame (sem culpa), que não culpabilizam as pessoas quando necessário, incorrendo no risco de não produzir o sentimento de responsabilização nas equipes”, detalha a Dra. Taissa.

Segundo ela, a cultura justa, comprometida com a tolerância zero a danos aos pacientes, é o caminho para sair de uma cultura punitiva sem incorrer na conivência com práticas perigosas. Isso exige formas de avaliar os contextos em que ocorrem falhas, distinguindo determinantes e influências de condutas pessoais, do ambiente, do sistema ou da cultura organizacional. E também requer um compromisso com a correta aplicação de medidas disciplinares de forma igualitária, independentemente do cargo e função do profissional. “Esses casos são particularmente direcionados às poucas situações em que são identificados comportamentos perigosos que as pessoas conhecem, mas assumem o risco de fazê-lo”, explica a Dra. Taissa, destacando outro ponto bem explorado na fala de Melinda: a cultura justa depende de um compromisso que começa pela alta direção.

Ações no Brasil

Para ilustrar como a implantação dessa cultura está ocorrendo nas unidades do UHG Brasil, ela cita iniciativas como os encontros diários entre lideranças (huddles) para discussão de questões relacionadas à assistência; ações de aproximação dos profissionais da área de Qualidade e Segurança com aqueles que atuam à beira leito, posicionando-se como parceiros e não como agentes de vigilância; e ações que visam transformar cada profissional em auditor do seu próprio processo e multiplicador de boas práticas. “São iniciativas que permeiam uma cultura de segurança, além de nos ajudar a ter uma cultura mais justa e com base no aprendizado”, afirma a Dra. Taissa.

Ela destaca que os médicos desempenham um papel fundamental nesse contexto. “Essa nova cultura de segurança e esse pilar da cultura justa só são possíveis se tivermos a compreensão e o engajamento do corpo clínico. Os médicos são os grandes responsáveis pelos pacientes e por liderar as equipes multiprofissionais. Se cada líder médico consegue promover essa cultura dentro da sua equipe ou da sua unidade, avançaremos consistentemente em direção à condição de uma organização de alta confiabilidade, que é o lugar em que todos querem trabalhar”, encerra Taissa.     

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