Mãe e filha conversando por vídeo chamada

Em tempos de pandemia, o amor de mãe pode ser digital

Tecnologias digitais abrem caminho para novas formas de estar junto dos familiares e amigos, mesmo que todos estejam distantes pelo isolamento.

Mensagens, videochamadas, encontros virtuais... As tecnologias de comunicação digital estão ajudando as pessoas a atravessar o isolamento social sem descuidar de algo essencial: cultivar o afeto. Plataformas eletrônicas de transmissão de dados e aplicativos dos mais diversos tipos estão sendo particularmente úteis para mães, que, distantes dos filhos, netos e de outras pessoas das quais gostam, estão descobrindo novas formas de estar junto.

São mensagens para mandar um bom dia ou simplesmente saber se tudo está bem; chamadas de vídeo que ajudam a matar a saudade, tornando ‘presente’ a pessoa querida; encontros de família e amigos em plataformas que unem virtualmente pessoas que estão em lugares distintos, às vezes até em outros estados e países.

“A manutenção dos vínculos afetivos é prioritária na vida do ser humano, mais ainda em um momento tão estressante e cheio de angústia como este pelo qual estamos passando”, afirma Laura de Hollanda Batitucchi Campos, chefe do Serviço de Psicologia do Americas Oncologia.

“O estresse resulta de um esforço adaptativo natural para o enfrentamento de situações ameaçadoras, e precisamos sempre lidar com ele. Mas, agora, estamos vivendo isso em uma escala muito maior. O mundo inteiro vive uma situação de grande adaptação. É um momento em que precisamos cultivar com mais afinco as nossas relações”, explica Laura.

Quem não pode fazer isso do modo tradicional, pode usar as tecnologias digitais para fortalecer relações familiares e vínculos afetivos de um jeito diferente. Para muitos, pode ser até uma descoberta. “Neste momento, até mesmo as pessoas mais idosas, que não são afeitas aos recursos eletrônicos ou contatos virtuais, estão percebendo que é importante se reinventar, se abrir para experimentar o leque de novos recursos que permitem nos comunicar e nos relacionar com as outras pessoas”, observa a psicóloga. Ou seja, em época de pandemia e isolamento social, independentemente de idade, as pessoas estão vencendo resistências e fazendo da tecnologia um meio para satisfazer a necessidade daquilo que nos torna humanos: o contato com outras pessoas.

Confira as dicas da nossa psicóloga:

  • Crie uma rotina para passar o dia dentro da sua casa. Dedique um momento especial para manter contato com os familiares e amigos com o apoio das ferramentas de comunicação que você tem à disposição (chamada telefônica, videochamada, e-mail, aplicativos, etc.). Manter vínculos com a família e os amigos é essencial.
  •  Promova encontros virtuais com pessoas queridas por meio de plataformas virtuais que permitem videochamadas simultâneas, como Google Meet e Zoom. Algumas famílias e grupos de amigos, por exemplo, têm agendado eventos semanais.
  • Não se isole. O vínculo social é importantíssimo para a nossa vida psíquica. Siga uma regra básica da psicologia que diz que, em momentos tensos e delicados, é importante compartilhar com as pessoas de quem gostamos as nossas percepções e sentimentos sobre o mundo para podermos avaliá-los.
  •  Evite o contato excessivo com as notícias. A superexposição ajuda a aumentar a angústia. Procure fontes confiáveis e fidedignas para se informar em um momento específico da sua rotina. Seja seletivo e fuja das fake news, que são abundantes nos meios digitais, como nos grupos de WhatsApp.
  • Peça ajuda. Caso sinta, em algum momento, que você não dá conta da situação, procure apoio e suporte de quem você confia ou de um profissional da área de saúde mental. Nestes tempos de pandemia e isolamento social, até os psicólogos estão atendendo seus pacientes por telefone ou videochamadas.

Fonte: Laura de Hollanda Batitucchi Campos, chefe do Serviço de Psicologia do Americas Oncologia

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