Cardiologia e Oncologia

Expertise científica em destaque

Médicos das áreas de Cardiologia e Oncologia do Americas publicam estudos relacionados à COVID-19 em importantes periódicos científicos.

Durante a pandemia de COVID-19, a produção científica do Americas vem ganhando destaque, com estudos veiculados em renomados periódicos científicos de impacto internacional. Duas das publicações mais recentes foram de trabalhos nas áreas de Cardiologia e Oncologia. Confira os principais focos e resultados desses estudos.

Cardiologia

A renomada revista The Lancet publicou um estudo sobre anticoagulaçção terapêutica em casos de COVID-19 conduzido pelo time de Cardiologia Americas. A pesquisa contou com a participação dos seguintes médicos do Samaritano Paulista: Dr. Renato Delascio Lopes, Dr. Pedro Barros, Dra. Lívia Melro e Dra. Mariana Chaud. O trabalho integra a série da Coalização COVID Brasil, formada por vários hospitais e instituições científicas brasileiras para condução de pesquisas relacionadas à pandemia.

O estudo (Therapeutic versus prophylactic anticoagulation for patients admitted to hospital with COVID-19 and elevated D-dimer concentration (ACTION): an open-label, multicentre, randomised, controlled trial), que é o Coalização IV, refutou a eficácia da anticoagulação terapêutica aplicada por 30 dias em pacientes com COVID-19 para a prevenção das complicações trombóticas, comparando-a com o padrão de cuidado dos pacientes internados baseado na administração profilática de anticoagulante em doses menores.

“A anticoagulação terapêutica vinha sendo adotada na prática, mas sem o suporte de dados randomizados para demonstrar sua efetividade. Ela começou a ser usada a partir de um racional lógico e dedutivo: se a doença está associada a muita trombose, valeria a pena dar anticoagulante numa dose maior do que a habitual. Por outro lado, o anticoagulante implica risco de sangramentos, o que torna mais importante ter informações bem definidas sobre essa opção”, afirma o Dr. Pedro, que também é coordenador da Pesquisa Clínica em Cardiologia e da Telecardiologia do Americas.

Um total de 615 pacientes foram randomizados e distribuídos entre os dois tipos de tratamento (anticoagulação terapêutica ou profilática). O estudo demonstrou que a estratégia da anticoagulação terapêutica não traz benefícios, principalmente para os que estão em estado mais graves, e ainda os expõe de forma mais acentuada ao risco de sangramentos. O estudo pioneiro também foi apresentado em maio na sessão principal do Congresso Americano de Cardiologia.

“Essa pesquisa é relevante porque, no início da pandemia, foi muito difundida a ideia de que era importante anticoagular para salvar vidas. Mas, o que as evidências demonstraram, assim como outros posicionamentos tomados logo no começo da pandemia, é que essa intervenção de forma rotineira não agrega benefício para o paciente”, observa o Dr. Pedro.

Junto com o Dr. Renato, ele também participou do estudo Coalização 1 – Hydroxychloroquine with or without Azithromycin in Mild-to-Moderate COVID-19 –, publicado no New England Journal of Medicine, que verificou que o uso de hidroxicloroquina, sozinha ou associada com azitromicina, não tem efeito favorável na evolução clínica de pacientes adultos hospitalizados com formas leves ou moderadas de COVID-19. O Dr. Renato, membro do comitê-executivo da Coalização, participou também dos estudos do Coalização II e III, publicados no The Lancet e Jama - The Journal of the American Medical Association.

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(21)01203-4/fulltext  Therapeutic versus prophylactic anticoagulation for patients admitted to hospital with COVID-19 and elevated D-dimer concentration (ACTION): an open-label, multicentre, randomised, controlled trial)

 https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa2019014 (Hydroxychloroquine with or without Azithromycin in Mild-to-Moderate COVID-19)

Oncologia

Na área de Oncologia, ganhou destaque o artigo Cancer patients diagnosed with COVID-19 infection: a multicenter retrospective cohort of nine Brazilian cancer centers, publicado em junho no volume 17 do Brazilian Journal of Oncology. No mesmo mês, o trabalho também foi apresentado na forma de pôster online no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). Trata-se de um dos poucos estudos disponíveis que abordam a COVID-19 em pacientes oncológicos no Brasil.

“Nesses dois anos de pandemia, o impacto nos pacientes oncológicos foi muito grande, tanto em termos de atraso de tratamento quanto de maior risco de complicações e mortalidade nesse grupo. Levando isso em consideração, o objetivo do nosso estudo foi identificar quais pacientes oncológicos têm maior risco de complicações por COVID e quais características desses pacientes devem nos deixar atentos diante desse diagnóstico”, pontua a Dra. Mariana Monteiro, primeira autora do artigo, oncologista dos hospitais Samaritano Higienópolis e Paulistano e coordenadora de pesquisa em oncologia no Instituto COI em São Paulo.

Para tanto, foram acompanhados, entre março e agosto de 2020, 102 pacientes de nove centros oncológicos do grupo Americas de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e Santos. Os principais subgrupos investigados foram de indivíduos com tumores gastrointestinais, de mama e hematológicos, entre outros. Foi constatado que os pacientes com câncer têm, de fato, maior taxa de complicações e mortalidade por COVID-19 quando comparados à população em geral. Todavia, esse risco comparativo pode variar desde um número muito baixo até muito alto, dependendo de certas características do paciente.

“Os que têm maior risco são os que possuem tumores pulmonares ou metástase no pulmão, os pacientes mais idosos, os mais debilitados (pontuação de 2 ou mais na escala ECOG), os portadores de outras comorbidades, como hipertensão ou outras doenças coronarianas, e os admitidos no hospital com taxa de linfócitos menor que mil”, informa a Dra. Mariana.

Segundo ela, publicações como essa têm um impacto positivo na valorização da pesquisa que é produzida pelos profissionais do Americas. “Elas demonstram que os nossos centros oncológicos estão comprometidos em buscar sempre evidências científicas para melhor tratar os pacientes. Qualquer publicação que esclareça o impacto da pandemia da COVID nos pacientes oncológicos ajuda no cuidado desses pacientes, permitindo-nos tratá-los de uma maneira mais selecionada”, ela conclui. Outros 14 coautores do estudo também são oncologistas do Americas: Kaique Ferreira Costa de Almeida, Ana Beatriz Kinupe Abrahão, Rafael Luis Moura Lima do Carmo, Maria Clara Borges de Andrade, Tuane Borges do Livramento Freitas, Cecilia Lameirinhas Longo, Maria Carolina Lopes Perdigão, Cynthia Lemos Ferreira, Tercia Tarciane Soares de Sousa, Angelo Maiolino, Sueli Monterroso da Cruz, Gustavo Henrique Munhoz Piotto, Fernando Meton de Alencar Camara Vieira e Luiz Henrique Araujo.

https://cdn.publisher.gn1.link/brazilianjournalofoncology.com.br/pdf/aop249.pdf (Cancer patients diagnosed with COVID-19 infection: a multicenter retrospective cohort of nine Brazilian cancer centers)

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