Mulher gestante

Mitos e Verdades: Coronavírus, gestação e recém-nascidos

Após a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar pandemia da COVID-19 muitas informação e recomendações estão sendo compartilhadas indiscriminadamente. No entanto, à medida que a disseminação do vírus vem ocorrendo ao redor do mundo, a insegurança e as dúvidas vão surgindo, principalmente entre as mulheres que estão gestantes ou aquelas que estão atravessando o período de pós-parto e amamentando seus bebês.

O Dr. Edilberto Rocha Coordenador da Maternidade e Coordenador do centro de Estudos do Hospital Santa Joana Recife esclarece algumas dúvidas e distingue o que é de fato mito e verdade, confira abaixo:

· É verdade que se infectada a mãe pode passar a doença para o bebê ainda na barriga?

Nenhum estudo comprovou ser possível a chamada transmissão vertical, que é quando uma doença é transmitida da mãe para o bebê ainda na barriga. As infecções de recém-nascidos registradas parecem ter ocorrido após o nascimento, durante o manejo do bebê.

· Em uma possível urgência durante a gravidez é recomendado que a gestante procure imediatamente um pronto-socorro?

Na gravidez podem ocorrem complicações importantes que aumentam o risco para a gestante e para o bebê. Em se tratando de sintomas leves, o ideal é comunicar-se com o obstetra que está assistindo a paciente no pré-natal para uma melhor orientação. Mas, em caso de sintomas importantes que caracterizariam uma urgência, a paciente deve sim procurar o pronto-socorro. Os hospitais estão preparados para manterem os atendimentos de urgência e emergência para gestantes, mesmo nesse período de pandemia.

· Durante o parto a doula e fotógrafos podem acompanhar?

Devido ao isolamento social preconizado, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomenda que a presença de doulas e fotógrafos durante o parto seja evitada, pois o aumento do número de pessoas circulando aumenta os riscos de contaminação dessas pessoas, de pacientes internadas e da equipe de saúde. Porém, algumas maternidades ainda mantêm, com critérios rígidos de segurança, a presença nos partos de doulas que sejam cadastradas na instituição.

· Estão suspensas as visitas em maternidades?

As visitas devem ser desestimuladas. O objetivo é diminuir ao máximo o número de pessoas circulando em ambiente hospitalar. Porém, poderá ser liberada conforme regras de cada instituição, sendo recomendável que seja no máximo um por paciente, com idade entre 18 e 59 anos, sem sintomas gripais e nem contato com indivíduos com sintomas gripais nos últimos 14 dias que antecedem a internação e não possuir doenças crônicas.

· É recomendado o adiamento das idas ao pediatra e também para vacinação do bebê?

A vacinação é talvez a maior arma que temos no combate às doenças.  A sua importância vai muito além da prevenção individual. Ao vacinar, estamos ajudando toda a comunidade a diminuir os casos de determinada doença. Portanto, deve ser mantida, conforme o calendário vacinal da infância.

O período neonatal, que compreende os primeiros 27 dias pós-parto, é uma fase considerada de vulnerabilidade à saúde infantil. Isso requer cuidados adequados, maior vigilância e acompanhamento por parte do profissional de saúde, a fim de garantir um melhor crescimento e desenvolvimento da criança. Logo, o acompanhamento pediátrico nessa fase é essencial. O pediatra então irá determinar a frequência desses encontros.

· Durante a pandemia deve haver a proibição de visitas domiciliares de parentes e amigos dos pais de recém-nascidos?

Mesmo pessoas sem sintomas podem transmitir o Coronavírus. Isso faz com que o recém-nascido e a mãe, que agora encontra-se no puerpério (período pós-parto) fiquem expostos a uma contaminação. Atualmente a gestação e o puerpério são consideradas pelo Ministério da Saúde grupos de risco para o COVID-19.  Assim, as visitas domiciliares também devem ser desestimuladas.

·   Se a mãe apresentar sintomas da COVID-19 durante a amamentação deve se interromper o aleitamento materno?

Considerando os inúmeros benefícios da amamentação e a ausência, até o momento, de transmissão do COVID-19 por essa via, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomenda o início e a manutenção do aleitamento materno em mães com a infecção, desde que a paciente esteja em boas condições clínicas. Precauções deverão ser adotadas, como medidas de higienização correta das mãos, o uso de máscara cirúrgica durante todo o tempo, evitar falar e fazer lavagem das mãos entre as mamadas.

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