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Novo protocolo em cirurgia cardíaca prevê alta em até três dias

1ª edição - 01/27/2020

Uma cirurgia cardíaca com alta em até três dias. Este cenário já é possível devido ao protocolo ERAS (Enhanced Recovery AfterSurgery), que acaba de chegar ao Brasil. Realizado nos principais centros médicos dos Estados Unidos e da Europa, desde o início dos anos 2000, o hospital Samaritano Paulista, do Americas Serviços Médicos, é um dos pioneiros no país a adotar a nova técnica.

“Essa aceleração da recuperação pós-cirurgia cardíaca começa, na verdade, antes da internação e para pacientes selecionados – os de baixo risco. É um verdadeiro plano de voo, com tudo muito planejado e uma equipe treinada e sincronizada, em que tudo é ajustado à necessidade clínica do paciente”, conta Valter Furlan, diretor da unidade. 

Após sete meses, a equipe do cirurgião cardiovascular Dr. Omar Mejia já responde por 5% de todas as cirurgias cardíacas realizadas no hospital nesse modelo. “Acredito que em cinco anos o protocolo seja uma rotina nos principais centros do Brasil”, salienta Mejia. Atualmente, o Hospital Samaritano Paulista interna um paciente por semana nesse protocolo. A cirurgia mais frequente é a de ponte de safena, mas já há programação para cirurgia valvar, mixoma. “No futuro o protocolo deverá avançar para quase todas as cirurgias”, afirma Dr. Omar Mejia.

O índice de sucesso associado à velocidade do protocolo impressiona. Nos EUA, já conseguiram reduzir de sete para seis dias as internações em cirurgia cardíaca para todos os pacientes de um hospital. Segundo estudo publicado em maio de 2019, no The Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery, após a implementação do protocolo ERAS na Cirurgia Cardíaca foi notada uma melhora significativa perioperatória, além da redução de custos e aumento da satisfação de paciente e da equipe. O estudo foi feito em mais de 450 pacientes em nove meses, sendo 60% cirurgias de ponte de safena.

“A impressão que nós temos é que não há tempo para o paciente ter complicações. Tudo é feito com segurança e conforme sua tolerabilidade. Do contrário, a equipe sabe que é muito simples passar o paciente do Fluxo ERAS para o fluxo tradicional. Para isso ele é preparado desde o ambulatório multidisciplinar do ERAS, onde tudo começa, inclusive o manuseio da dor, da ansiedade e da fisioterapia”, explica Dr. Omar Mejia.

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