Terapia Celular

Programa de Terapia Celular do Americas é ampliado no Rio

O Hospital Vitória Barra passará a realizar também transplantes de medula óssea alogênicos, modalidade antes disponível apenas no Samaritano Botafogo. Com isso, capacidade de atendimento de pacientes aumenta de maneira expressiva.

No Rio de Janeiro, o Programa de Terapia Celular do Americas (antes denominado de Programa de Transplante de Medula Óssea) está sendo ampliado, o que possibilitará praticamente dobrar sua capacidade de atendimento. Com o projeto de expansão, o Hospital Vitória Barra, que só realizava transplantes de medula óssea autólogos, passará a fazer também os procedimentos alogênicos (aparentado e não aparentado).  O Hospital Samaritano Botafogo já disponibilizava as duas modalidades terapêuticas. O início dos transplantes alogênicos no Vitória Barra está aguardando apenas autorização do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Quem ganha com a novidade é a população, com ampliação do acesso a um serviço que se destaca pela reconhecida qualidade técnica e abordagem integrada diferenciada. “Podemos agora oferecer serviços de transplante de medula com a qualidade Americas para um público bem maior”, afirma o Dr. Ricardo Bigni, coordenador do Programa de Terapia Celular no Rio. Antes, dependendo da cobertura dos planos de saúde, pacientes do Hospital Vitória Barra que necessitavam de procedimentos alogênicos precisam fazê-los em outras instituições.

O time do programa

“Nossa equipe médica, com destacada participação em entidades de ensino e pesquisa e importantes órgãos públicos, como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é formada atualmente por seis médicos hematologistas transplantadores que atuam no cuidado direto dos pacientes do Hospital Vitória Barra e quatro médicos transplantadores no Samaritano Botafogo. Somam-se ainda 19 hematologistas atuantes nas diversas áreas temáticas da hematologia”, detalha o Dr. Ricardo. Nos últimos dez anos, essa equipe superou a marca dos 340 transplantes, entre as modalidades autólogo e alogênico (aparentado e não-aparentado).

Esse time está à disposição de médicos do Americas de outras especialidades para discutir casos e receber encaminhamentos para avaliações onco-hematológicas focadas na eventual realização de transplantes.

Vinculados a uma linha de cuidados integral, os profissionais do programa estão sempre incorporando o que é considerado o estado da arte nos campos do diagnóstico e no tratamento hematológico. “Oferecemos um serviço diferenciado, baseado em uma linha de cuidado muito bem organizada e centrada nas necessidades específicas de cada pessoa em tratamento”, destaca a Dra. Paula Oliveira, hematologista do programa.

Esse cuidado começa desde a fase inicial, antes do transplante, envolvendo, no caso dos transplantes alogênicos, até exames preparatórios de doadores aparentados e pesquisa, dentro da família do paciente, buscando doadores haploidênticos (cuja compatibilidade gira em torno de 50%).

Os receptores são bem preparados para os procedimentos a partir de exames laboratoriais e de imagem e avaliações de outros especialistas, como cardiologistas. “Esse cuidado é importante porque são pacientes que já vêm de vários tratamentos anteriores, com sessões de quimioterapia, e problemas de infecções. Eles precisam estar bem habilitados para fazer o transplante”, reforça a Dra. Paula. Ela lembra que nem todos os pacientes que têm a indicação conseguem chegar ao transplante por conta da sua condição clínica.

Uma vez internados para a realização do transplante, os pacientes são acompanhados pelo time do programa, que executa a melhor estratégia de condicionamento (eliminação da medula óssea doente por meio de quimioterapia e/ou radioterapia) em função de cada caso. “O cuidado se estende para além da infusão das células-tronco transplantadas, incluindo todo o tempo até a pega da medula, período extremamente crítico para o paciente, e a assistência após esse período de aplasia, quando o paciente se depara com outros níveis de complicação, como o risco de ativação do citomegalovírus, infecções fúngicas e o desenvolvimento da doença do enxerto contra hospedeiro (DECH)”, informa a Dra. Paula.

Depois, o cuidado também é mantido ambulatorialmente em regime de day clinic de seis meses a um ano, quando a pessoa em tratamento passa a ir ao hospital uma ou duas vezes por semana ou, em alguns casos, até diariamente. Nessas oportunidades, são coletados exames laboratoriais, como os de função hepática, dosagem da imunossupressão e verificação de quadros virais.

O que está por vir

A partir de 2022, o Programa de Terapia Celular do Americas passará a oferecer aos seus pacientes a terapia com CAR-T Cell, uma combinação de terapia gênica com imunoterapia. Essa é considerada uma das novas fronteiras tecnológicas, podendo beneficiar pacientes com diversas doenças hematológicas, como linfomas refratários, leucemia linfoblástica aguda e mieloma múltiplo.

Por meio dessa tecnologia, linfócitos T são extraídos do paciente para, a partir de manipulação de seu código genético, serem treinados para agir de forma mais efetiva contra as células doentes. As células manipuladas geneticamente são multiplicadas e reinjetadas no paciente para combaterem as enfermidades. Só instituições com consolidada experiência em transplantes de medula óssea serão capazes de prestar essa novo serviço.

Além dos transplantes e da futura terapia de CAR-T Cell, o Programa de Terapia Celular atende pacientes com doenças malignas do sangue, como leucemias, e também doenças não oncológicas, entre elas, anemias adquiridas ou congênitas, alterações de coagulação e púrpura, adotando todos os protocolos reconhecidos nos melhores centros de referência nacionais e internacionais.

Além do Rio de Janeiro, o Programa de Terapia Celular está presente em unidades do Americas das cidades de São Paulo, Recife e Fortaleza.

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