Bariátrica

Promater é especialista no enfrentamento da obesidade

Hospital cria o primeiro centro multidisciplinar do Rio Grande do Norte voltado ao tratamento de obesidade e síndromes metabólicas.

Referência em cirurgias de alta complexidade, o Hospital Promater, de Natal, ampliou sua gama de cuidados com a implantação do Centro de Tratamento de Obesidade e Síndromes Metabólicas. É a primeira instituição do Rio Grande do Norte a oferecer um serviço especializado na abordagem desses problemas a partir de um modelo de atendimento multidisciplinar e integrado.

Alocado no Centro Médico em um espaço próprio, confortável e acolhedor, o novo serviço reúne uma equipe altamente qualificada, composta por cirurgiões especializados em cirurgia bariátrica, cardiologista, psicólogo, nutricionista, endocrinologista e cirurgião vascular.

“A facilidade de estarem todos no mesmo ambiente permite que os profissionais avaliem as condições clínicas e psicológicas de forma integrada e com constante troca de informações para a tomada da melhor decisão em cada caso”, afirma o Dr. Jean Valber, diretor do hospital.

A estrutura centralizada agiliza todo o processo. Os pacientes saem das consultas com retorno agendado e encaminhamento aos demais médicos já definido. Exames pré-operatórios, inclusive de imagem, também são realizados no centro integrado.

“O atendimento individualizado e a agilidade na avaliação do paciente por uma equipe multidisciplinar são grandes diferenciais do centro”, destaca o Dr. João Carlos da Silva Filho, cirurgião do Promater especializado em cirurgia bariátrica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Processo criterioso

O processo para aprovação da cirurgia bariátrica é criterioso e chega a se estender por até três meses, envolvendo consultas, exames e avaliação psicológica. “Além de condições clínicas adequadas, é importante que o paciente entenda que terá que mudar seu estilo de vida para não causar complicações que anulem o resultado da cirurgia ou mesmo coloquem sua vida em risco, como o rompimento do diafragma pela ingestão de alimentos em excesso”, ressalta o Dr. Jean.

A equipe de cirurgiões é capacitada para as diferentes técnicas de cirurgia bariátrica, aplicadas de acordo com as características e quadro de cada paciente. Os procedimentos são realizados em um centro cirúrgico do hospital que conta com tecnologias de ponta e equipamentos adequados ao peso dos pacientes. Outro destaque é a UTI do Promater, reconhecida pela Epimed como a segunda melhor UTI do Nordeste.

O acompanhamento dos pacientes deve se estender por toda a vida, inicialmente com consultas mais frequentes e, posteriormente, com ao menos uma consulta anual. O seguimento também permite o rastreamento de uma possível consequência comum da cirurgia, a hérnia hiatal, para o tratamento precoce, sempre importante para evitar complicações desgastantes para os pacientes e onerosas para o sistema de saúde.

Pilares essenciais

Para resultados efetivos, o tratamento da síndrome metabólica – que envolve doenças como diabetes, hipercolesterolemia, esteatose, hipertensão relacionada à obesidade, apneia do sono e hipotireoidismo, entre outras –, além de multidisciplinar, deve ser individualizado e progressivo, calcado nos pilares mudança comportamental, medicamentos e cirurgia bariátrica.

“É preciso um diagnóstico correto e controle adequado dessas doenças antes da cirurgia. O tratamento precisa ocorrer antes, durante e depois do ato cirúrgico para alcançarmos o melhor resultado a curto e longo prazo”, diz o Dr. João Carlos. Estudos mostram que a eficácia dessa abordagem é de mais de 80% no controle do diabetes, hipertensão, obesidade e hipercolesterolemia.

Estudos também demonstram que a falta de acompanhamento multidisciplinar por profissionais especializados no controle da obesidade e da síndrome metabólica leva a maiores complicações no pós-operatório, comprometimentos nutricionais e menor perda de peso ao longo do tempo. Estima-se que, entre os pacientes operados, cerca de 20% voltem a engordar. “O tratamento integral, focado nas causas do problema e com adequada mudança comportamental associada à terapia medicamentosa pode reduzir em 7% o índice de pacientes que recuperam o peso após a cirurgia, de acordo com trabalhos científicos”, informa o Dr. João Carlos.

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