TAVI

Promater realiza seu primeiro TAVI

Sucesso do procedimento reafirma os diferenciais do Serviço de Cardiologia Intervencionista da instituição.

O Serviço de Cardiologia Intervencionista do Hospital Promater, de Natal (RN), realizou em maio seu primeiro procedimento de TAVI, sigla em inglês para Implante Percutâneo de Valva Aórtica Transcatéter, procedimento minimamente invasivo que revolucionou o tratamento da estenose aórtica. Levando em consideração o alto grau de complexidade técnica dessa intervenção, trata-se de um importante marco, mais ainda para um centro intervencionista recente, inaugurado no final do ano passado.

Até o início dos anos 2000, quando a técnica percutânea foi desenvolvida na Europa, a única forma de tratar a doença era a cirurgia cardíaca tradicional, com o peito aberto. Com a TAVI, as válvulas são introduzidas pelos vasos femorais e guiadas por equipamentos de imagem até o coração, onde são implantadas a fim de corrigir as estruturas defeituosas ou deterioradas.

“O paciente, um homem na casa dos 60 anos, não tinha condições clínicas para se submeter a uma cirurgia cardíaca convencional”, conta a Dra. Maria Sanali Moura de Oliveira Paiva, que liderou a equipe de cardiologistas intervencionistas que realizou o procedimento, integrada pelos Drs. André Antonangelo, Tarcísio Maia,Wangles Jotão e Thiago Freire (ecocardiografista).

 

Desempenho diferenciado

A primeira TAVI foi um sucesso, confirmando que o Serviço de Cardiologia Intervencionista do Hospital Promater galgou um patamar de excelência equivalente ao de outros centros do gênero do Brasil e do mundo.Após o procedimento, que durou cerca de 60 minutos, o paciente pôde voltar para casa em 48 horas. 

Fatores como esses se traduzem em mais segurança e melhor experiência no cuidado de pacientes que precisam de tratamento da estenose aórtica. “Além de ser mais rápido e acelerar a recuperação, a TAVI prescinde de abertura do tórax, diminuindo o risco de infecções, sangramentos e acidentes vasculares cerebrais, que são os grandes calcanhares de Aquiles da cirurgia cardíaca tradicional”, explica a Dra. Maria Sanali.

Segundo ela, à época de sua criação, a técnica percutânea era restrita a pacientes em estado grave, com alto risco para a cirurgia tradicional. “Com a evolução da técnica e dos materiais, a indicação para TAVI foi ampliada, podendo ser adotada para pacientes em estado não tão grave e com risco apenas moderado de complicações cirúrgicas”, afirma ela.

Outras TAVIs estavam agendadas para ocorrer no Hospital Promater na sequência do procedimento inaugural, mas a pandemia do novo coronavírus alterou a agenda do Serviço de Cardiologia Intervencionista, que já vinha se destacando pela realização de outros procedimentos de ponta, como a ablação para arritmias ventriculares e procedimentos estruturais cardíacos, como oclusão de forame oval e fechamento de comunicação interatrial, denervação renal e angioplastias coronárias.

Para atingir esse nível de complexidade e excelência, foi essencial a união de várias competências médicas orientadas por um propósito comum: o cuidado centrado no paciente, a partir do qual várias equipes trabalham em sinergia para minimizar riscos de complicações. Junto ao grupo de cardiologistas intervencionistas, atuam cirurgiões cardíacos, cardiologistas clínicos, anestesistas ecocardiografistas e especialistas da Unidade de Tratamento Intensivo, compondo o Heart Team do Hospital.  “Contamos com o respaldo dessas equipes que nos dão a máxima tranquilidade para realizar procedimentos tão complexos como TAVI”, destaca a Dra. Maria Sanali.  “Dessa forma, podemos prestar o melhor cuidado, da forma mais eficaz e eficiente, a um custo compatível com a realidade do nosso país.”

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