Sala Transplante

Sala de Transplantes aborda a doença renal crônica e a necessidade de acompanhamento multidisciplinar

O conteúdo desta sala não é voltado só para especialistas em transplantes, mas também para nefrologistas que não trabalham diretamente nesta área, endocrinologistas e cardiologistas.

A sala de transplantes tem seu lugar no 2º Summit Internacional Americas no dia 5 de novembro, enfocando a doença renal crônica. A organizadora, Maria Fernanda Carvalho, diretora dos Sistemas de Excelência Nefrologia e Transplante Americas, será a moderadora de todas as sessões, ao lado de Paulo Koch.

A doença renal crônica tem uma evolução lenta e silenciosa, destaca Maria Fernanda. Falando em paciente adulto, as principais causas são hipertensão arterial sistêmica de longa data e diabetes. Muitas vezes, ela só começa a se manifestar entre os estágios 4 e 5, quando será necessário transplante ou hemodiálise para garantir a sobrevida.

Um paciente renal crônico precisa de cuidado ao longo de toda a sua trajetória. Afinal, ele sempre será um renal crônico, mesmo após transplantado. No estágio final, muda apenas a forma de tratamento: terapia dialítica da hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante.

Quando este paciente é acompanhado desde o estágio mais precoce da doença por uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, assistente social, farmacêutico, nutricionista, enfermeiro e outros profissionais, é possível fazê-lo entender todo o processo da doença, quais são os cuidados e o que pode ser antecipado para não chegar a uma urgência dialítica, por exemplo. “Isso tudo se relaciona com o tema do Summit, que é o cuidado centrado no paciente com a participação dele mesmo neste cuidado”, explica Maria Fernanda.

E justamente a primeira sessão do evento, que acontecerá das 15h às 16h, será sobre o tema “A importância do cuidado integrado na doença renal crônica: desafios e propostas”, com palestra de Roberto Pecoits Filho.

Na sequência, das 16h15 às 17h15, será abordado especificamente o transplante renal no Brasil e no mundo, tratando de assuntos como lista de espera, doador vivo e falecido, com Valter Garcia e Roberto C. Manfro.

Já o tema transplante hipersensibilizado, relacionado aos pacientes que desenvolvem anticorpos contra doadores, será apresentado das 17h15 às 18h15, por M. Cristina R. Castro, com debate a ser composto também por José Suassuna e João Marcelo Andrade. “Estes pacientes podem ficar anos na fila esperando um órgão. Trataremos, nesta sessão, o que o Brasil e o mundo estão realizando para enfrentar este desafio”, conta Maria Fernanda.

Uma das formas de lidar com a questão é fazer a dessensibilização desses pacientes, utilizando medicações que ajudam a diminuir o anticorpo que age contra um determinado doador, no caso de falecido, ou através de alguns procedimentos, como a plasmaférese, quando o doador é vivo. Outro assunto relacionado é como dar prioridade aos hipersensibilizados em uma fila de transplante.

De acordo com Maria Fernanda, o conteúdo desta sala não é voltado só para especialistas em transplantes, mas também para nefrologistas que não trabalham diretamente nesta área, endocrinologistas com pacientes diabéticos e cardiologistas com pacientes hipertensos de longa data. “Em determinado momento do estágio da doença renal crônica, esses pacientes poderão ser tratados em centros transplantadores, onde serão acompanhados de forma integral, no estágio conversador, na terapia dialítica e no transplante”.

As inscrições para o evento estão abertas e são gratuitas. Confira a programação completa e inscreva-se no link: www.summitamericas.com.br

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