inovação

Salas de Inovação e Gestão dão ênfase a perspectivas em saúde, telemedicina e inteligência artificial

Tópicos como fragmentação do cuidado em partes, insatisfação do cliente, custo elevado e formação profissional serão debatidos durante o Summit para clarear o cenário.

Inovação e Gestão em Saúde não poderiam ficar de fora do 2º Summit Internacional Americas. As salas serão coordenadas por Paulo Cesar de Souza, diretor de Ensino e Pesquisa, e Conrado Cavalcanti, diretor de Medicina Diagnóstica, ambos da UnitedHealth Group, que se revezam na moderação das palestras.

“O sistema de saúde de qualquer parte do mundo se encontra sob intensa pressão em função de uma série de eventos. Com isso, inovação e gestão vêm avançando como áreas do conhecimento fundamentais, pois muitas soluções passam por elas”, explica Souza.

Inovação deve ser entendida como iniciativas que transformam um processo ou uma prática corrente, não necessariamente relacionadas a equipamentos, máquinas ou tecnologias de aplicativos. É mais que isso. “Inovação visa a trazer resultados melhores com benefícios concretos, seja para o paciente, sendo nossa razão de existir, seja para a otimização do trabalho e o aumento da produtividade, podendo até gerar ganhos monetários”, expõe.

No dia 5 de novembro, serão três mesas redondas que tratarão de inovações digitais em saúde. Às 15h, Romeu Domingues abordará o tema “Uso de tecnologias e serviços para provisão da saúde digital: uma visão prática”; e Tiago Frigini falará sobre “Telemedicina e telessaúde: a experiência do UnitedHealth Group Brasil”.

Às 16h15, Linamara Battistella palestrará sobre “Telerreabilitação nos tempos da Covid-19: resultados”; e Marco Antonio Bego sobre “Monitoramento remoto em saúde: experiências exitosas”. Às 17h15, “Uso de inteligência artificial em radiologia” será o tema da palestra de Felipe Veiga; e “Outros usos da inteligência artificial em saúde” ficará por conta de Chao Wen.

Já o enfoque principal da sala de Gestão em Saúde é debater iniciativas que tragam mais eficiência e qualidade assistencial ao sistema de saúde. “A gestão pode ter várias conotações, mas o nosso foco é naquilo que possa trazer benefício para o cliente”, conta Souza. Sobre este ponto, ele cita o conceito Quadruple Aim, que deve ser buscado pelos sistemas de saúde globais. Os objetivos são: melhorar a saúde das populações, melhorar a experiência de atendimento do cliente/paciente, seja em qualidade, seja em satisfação, reduzir o custo per capita dos cuidados da saúde e atingir a satisfação das equipes de cuidado.

O evento busca justamente mostrar que cuidar integralmente do cliente/paciente é o ponto central para o cuidado certo. E cuidado certo significa cuidar de cada indivíduo como único, adequadamente, no momento correto e usando os recursos que ele necessita, nem mais, nem menos. O objetivo de todas as salas do Summit é atingir o cuidado certo usando o Quadruple Aim como guia.

Assim, no dia 6 de novembro, três mesas redondas serão realizadas para tratar do assunto Gestão em Saúde. Às 8h, Guilherme Hummel apresentará “O autocuidado em saúde – a próxima fronteira para os clientes: pode gerar ganho de eficiência e controle dos custos?”; e José Eduardo Castro falará sobre “Compassionomics – a compaixão pode ter uma dimensão econômica?”.

Às 9h, Marco Costa conduzirá uma palestra sobre “Como os hospitais vão se engajar num novo modelo assistencial?”; Charles Al Odeh abordará “Tendências inevitáveis da saúde suplementar”; e Clemente Nobrega tratará do tema “O novo médico: como formar uma nova força de trabalho?”.

Por fim, às 10h15, “O equilíbrio na saúde suplementar no mundo pós-Covid” será debatido em duas palestras, uma de Renato Casarotti, que apresentará a visão das operadoras, e outra de Antônio Britto, com a visão dos hospitais, ambas apontando desafios e perspectivas.

E falando em Covid-19, Souza lembra que grandes transformações foram realizadas em período desafiadores como este, como mostra a história. Não são poucas as iniciativas e terapias que se desenvolveram em períodos de conflitos, guerras e pandemias, por força de circunstâncias inusitadas. “Durante a pandemia da Covid-19, especificamente, houve expansão dos leitos hospitalares em função da necessidade, gerando know how no assunto. Além disso, a construção de equipes efetivas de trabalho entre profissionais que nunca haviam trabalhado juntos criou equipes de alto desempenho”.

Outro ponto que Souza acredita que trará alguma transformação depois da pandemia é a comunicação entre as equipes e os familiares, que se tornou menos formal. Ele cita, ainda, a capacidade de identificar tratamentos que funcionam daqueles que não funcionam (e trazem riscos à saúde), a evolução da pesquisa clínica através da colaboração entre instituições e o desenvolvimento acelerado da vacina.

Vale ressaltar que os temas que serão tratados nas salas de Inovação e Gestão em saúde são muito importantes não somente para o Brasil, mas também para os sistemas de saúde do mundo todo. No mundo globalizado, a possibilidade de troca de experiência ajuda muito a solucionar problemas. Mas também há temas originais e desafiadores relacionados ao modelo híbrido público e privado de saúde do Brasil, que se diferencia de outros países.

Parece claro para todo mundo que o atual sistema de saúde está desgastado, independentemente da pandemia. Talvez os pontos centrais que justifiquem isso sejam a fragmentação do cuidado em partes, a insatisfação do cliente, o custo elevado e a formação profissional. “Todos esses itens serão trabalhados no Summit para clarear o cenário. Sabemos que as soluções não são simples, mas é preciso encaminhar algumas iniciativas para tentar remediar ou solucionar algum desses problemas”, comenta Souza.

Segundo ele, a expectativa é que os participantes saiam do evento melhores do que entraram. “Não esgotaremos completamente os tópicos, mas provocaremos o seu aprofundamento para que iniciativas sejam tomadas em função daquilo que for debatido. A ideia é apresentar uma visão geral de tudo que possa envolver inovação e gestão, tendo educação e conhecimento como as principais alavancas para melhorar a saúde das pessoas, um dos valores do UHG”, finaliza Souza.

As inscrições para o evento estão abertas e são gratuitas. Confira a programação completa e inscreva-se no link: www.summitamericas.com.br.

INS_noticia-intena_profile-writer.jpg
Americas Serviços Médicos

O mais moderno Grupo Médico-hospitalar do país

Acontece Americas

Conteúdos relacionados