Samaritano Higienopolis

Samaritano Higienópolis, 127 anos de parceria com a medicina paulista

Ao comemorar mais um aniversário, hospital homenageia as equipes que fazem essa história acontecer.

No dia 25 de janeiro, data de aniversário da cidade de São Paulo e do Samaritano Higienópolis, que completou 127 anos, os médicos do corpo clínico aberto e colaboradores da tradicional instituição paulistana foram surpreendidos como uma bela homenagem: cerca de 700 imagens do dia a dia dos profissionais projetadas na parede do atrium do prédio central. Em foco, cenas que ilustravam a competência, dedicação e o comprometimento dos profissionais que trabalham nas mais diversas áreas – da internação e medicina diagnóstica à cozinha; da UTI e outros espaços superespecializados até setores administrativos e áreas se suporte.

“Fizemos uma surpresa para a nossa equipe”, conta o Dr. Maurício Rodrigues Jordão, diretor médico da unidade. “Na virada do dia 24 para o 25, instalamos o projetor, iniciando a exibição das fotografias organizadas em um vídeo de 17 minutos que ficou à mostra até o dia 27. As pessoas iam chegando ao hospital e se deparavam com as imagens”, detalha, lembrando que elas foram produzidas duas semanas antes, quando um fotógrafo contratado ficou ao longo de dois dias capturando cenas de trabalho do Samaritano Higienópolis.

“As pessoas ficaram muito satisfeitas”, avalia o Dr. Maurício. Para quem está há quase um ano, direta ou indiretamente, atuando no combate à pandemia da COVID-19, foi mesmo um registro tocante de um novo e importante momento da história do hospital.

Como tudo começou

Inaugurado em 1894, o Hospital Samaritano Higienópolis é um legado do imigrante chinês José Pereira Achao, que, em sua morte, destinou seu patrimônio para a Igreja Presbiteriana fundar um hospital aberto para todas as pessoas, independentemente de origem ou credo religioso. Vitimado pela febra tifoide, Achao precisou se converter ao catolicismo para conseguir ser atendido na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Sensibilizados pelo projeto, um grupo de imigrantes britânicos, norte-americanos e alemães, apoiados por famílias tradicionais da cidade, encamparam a ideia e fundaram o hospital, que hoje pertence ao Americas Serviços Médicos.

“De lá pra cá, o hospital coleciona histórias que o colocam entre as instituições pioneiras e de vanguarda da medicina paulista e brasileira”, destaca Dr. Maurício.

O Samaritano Higienópolis, por exemplo, foi palco do desenvolvimento da enfermagem leiga e profissionalizada no Brasil, atividade até então desempenhada no país por freiras vinculadas a organizações da Igreja Católica. Em 1899, contava com seis enfermeiras e estava empenhado em trazer outras profissionais da Europa. O hospital também sediou o primeiro curso de enfermagem do Brasil.

Mais recentemente, tornou-se uma das primeiras instituições de saúde do Brasil a obter a acreditação da Joint Commission Internacional (JCI), conquistando em 2019 sua quinta recertificação. Tornou-se também referência em múltiplos campos, alguns superespecializados, como na área de transplante renal pediátrico, tendo seu programa sido também acreditado pela JCI.

Além de ser o maior transplantador renal pediátrico em baixo peso do país, sua expertise nessa área foi reconhecida por editorial publicado em julho de 2020 na revista Transplantation, uma das mais influentes publicações científicas internacionais. O texto destacou a estratégia e os resultados da unidade em habilitar e acelerar o transplante renal em crianças de baixo peso, com menos de 15 quilos, assim como a organização de uma rede de transplante e a capacitação dos seus profissionais.

O Samaritano Higienópolis também é reconhecido pela International Bone Research Association (IBRA) como um Centro de Treinamento Internacional para profissionais da especialidade de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Existem apenas outros oito centros certificados em países como Áustria, França, Alemanha, Itália, Suíça e Reino Unido. Seu Centro de Estudos e Pesquisas está em atividade desde 1993. Atualmente, existem cerca de 20 pesquisas em andamento, incluindo estudos relacionados à cirurgia robótica.

Trata-se, certamente, de um hospital com uma respeitável e invejável jornada de 127 anos e com todo o futuro pela frente. “Estamos de portas abertas para os médicos que querem fazer parte dessa história de excelência”, encerra o Dr. Maurício.

Estrutura em números

  • 62.442 m² de área construída
  • 18 salas cirúrgicas (7 salas para cirurgias convencionais, 10 salas para procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, 1 sala de hemodinâmica)
  • 1 sala para cirurgia robótica (DaVinci Xi)
  • 319 leitos de unidade internação
  • 80 leitos de terapia intensiva
  • 1 Centro de Infusão com 18 boxes para receber pacientes em tratamento de doenças oncológicas e não oncológicas (4 com camas e 14 com poltronas)
  • 3 equipamentos de ressonância magnética (2 de 1,5 Tesla e 1 de 3 Tesla)
  • 2 tomógrafos multislice equipados para radiologia cardíaca e intervencionista
  • 1 PET-CT
  • 6 salas de ultrassom de rotina (3 para atendimento exclusivo feminino, 1 de procedimentos guiados por ultrassom e 1 no pronto-socorro)
  • 3 equipamentos de raio-X
  • 1 mamógrafo
  • 1 aparelho de densitometria óssea
  • 1 heliponto
  • Ambulância UTI para atendimento residencial

Equipe em números

  • 3.876 médicos cadastrados
  • 2.299 colaboradores CLT
  • 356 enfermeiros
  • 874 técnicos de enfermagem
  • 109 fisioterapeutas
  • 33 farmacêuticos
  • 9 psicólogos
  • 16 fonoaudiólogos
  • 74 voluntários
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