seu 500º transplante renal pediátrico

Samaritano Higienópolis realiza seu 500º transplante renal pediátrico

Bons resultados dos procedimentos, inclusive em crianças com menos de 15 quilos, tornam o hospital uma referência internacional nessa área, ao lado dos melhores centros mundiais.

No dia 15 de outubro, o Hospital Samaritano Higienópolis atingiu a impressionante marca de 500 transplantes renais pediátricos realizados, reafirmando a consagração de um programa iniciado há 13 anos e que se tornou referência no Brasil e no mundo. “É um patamar muito considerável tanto pelo volume de procedimentos como pelos padrões de excelência, como atestam os ótimos resultados”, afirma o nefrologista pediátrico Dr. Paulo Cesar Koch Nogueira, especialista em transplante renal pediátrico do hospital e professor da Unifesp.

Segundo a Dra. Maria Fernanda Carvalho de Camargo, chefe dos Sistemas de Excelência Nefrologia Americas e Transplante Americas, no Samaritano Higienópolis são realizados, em média, 38 transplantes renais pediátricos por ano, enquanto a média em outros centros do mundo gira em torno de 10 a 12. “Além disso, é importante ressaltar que um terço dos nossos procedimentos desse tipo são feitos em crianças pequenas, com menos de 15 quilos, algo efetuado em pouquíssimos centros transplantadores do mundo”, destaca a Dra. Maria Fernanda.

O transplante em crianças pequenas exige alto nível de especialização e técnica apurada dos cirurgiões, especialmente na delicada conexão entre os vasos sanguíneos. “Também é fundamental ter uma UTI Pediátrica moderna, com todo suporte para o pós-cirúrgico de um procedimento tão complexo”, observa o Dr. Paulo.

Na faixa de crianças menores, a maioria nasceu com malformação do trato urinário que causa a insuficiência do órgão e já gera dificuldades para ganhar peso. Geralmente, esses pacientes seguem no tratamento de diálise até atingir pelo menos 15 quilos. “Ao criar a oportunidade de transplante nesta condição, elas não precisam da diálise e, sem dúvida, ganham muito em qualidade de vida”, ressalta a Dra. Maria Fernanda.

No mundo, a média de idade para realização de transplante renal infantil é de 12 anos, com peso médio dos pacientes entre 35 e 40 quilos. No Samaritano Higienópolis, a média de idade é de 9 anos e a de peso, 28 quilos. Do total, 33% têm menos de 5 anos e 5% menos de 2 anos. Em relação ao peso, 37% pesam menos de 15 quilos e 11% menos que 9,5 quilos.

Os índices de sucesso com o procedimento na unidade são animadores. Um estudo realizado com 130 crianças com menos de 15 quilos e submetidas ao transplante entre 2009 a 2017 mostrou um índice de sobrevida de 97% após um ano do procedimento e de 95% após cinco anos, sendo que 87% delas apresentaram o órgão em condições funcionais. Foram observadas, ainda, melhores taxas de sobrevida, crescimento, desenvolvimento neurocognitivo e qualidade de vida.

Publicado na prestigiada revista Transplantation, o estudo também foi destaque no editorial da edição, que apontou a ênfase na criação de redes, com participação e treinamento das equipes dos hospitais do país que enviavam os pacientes para o Samaritano Higienópolis, preparando esses profissionais para dar continuidade aos cuidados das crianças depois de seu retorno ao local de origem. Segundo o editorial da Transplantation, esse é um modelo para inspirar a instalação do programa em outros locais do mundo. Você pode ler o editorial em Worldwide Centers for Excellence in Pediatric Kidney Transpl... : Transplantation (lww.com) e o artigo em https://journals.lww.com/transplantjournal/Fulltext/2020/08000/Strategy_to_Enable_and_A
ccelerate_Kidney.24.aspx

Além disso, o procedimento é vantajoso também para o sistema de saúde. O estudo com crianças transplantadas no hospital comprovou que o custo da cirurgia se paga em 14 meses de diálise. Ou seja, a médio e longo prazo, o transplante é menos oneroso.

Equipes qualificadas e programa estruturado

O Samaritano Higienópolis é pioneiro em nefrologia infantil desde a criação da primeira unidade de hemodiálise específica para crianças da rede de saúde privada do país.

Participantes da empreitada desde o início, a Dra. Maria Fernanda e o Dr. Paulo avaliam a marca de 500 transplantes como um símbolo do amadurecimento da equipe, que hoje é composta por 15 profissionais, entre eles nefrologistas pediátricos que fizeram a residência em transplante infantil dentro das unidades UnitedHealth Group, grupo do qual o Americas faz parte.. “Esta conquista é gratificante e muito positiva para nós e para o hospital. Temos hoje uma equipe motivada e preparada para tocar o projeto com eficiência”, avalia a Dra. Maria Fernanda. “Alcançamos esta expertise por uma somatória de fatores que começam na experiência com diálise em crianças pequenas. Também contamos com o apoio da instituição, suporte de profissionais de diferentes áreas e todo o conjunto de serviços do hospital”, completa o Dr. Paulo.

Na retaguarda do programa de transplante renal há uma estratégia de cuidado integrado. Um dos diferenciais é o acompanhamento de crianças e adultos com doença renal a partir do estágio III no Centro Renal de Tratamento Integrado (CRTI), espaço criado no Samaritano Higienópolis para atendimento ambulatorial, diálise e todo o suporte de preparação para o transplante e recuperação pós-procedimento. 

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Samaritano Higienópolis

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