Tabagismo e colesterol

Tabagismo e colesterol no foco da prevenção

Datas de saúde de agosto chamam a atenção para esses dois importantes fatores de risco para doenças. Médicos das mais diversas especialidades podem ajudar na missão de combatê-los.

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol (8/8) e o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8) são dedicados à conscientização das pessoas sobre os riscos de dois fatores que jogam contra a saúde: o colesterol elevado e o tabagismo. Mas, independentemente de datas especiais, são questões que precisam estar sempre no radar dos médicos. Seja qual for a especialidade, eles podem ajudar a detectar o problema e orientar seus pacientes.

Em meio à pandemia, as doenças cardiovasculares continuam sendo as que mais matam, fazendo mais do que o dobro de vítimas fatais do que o novo coronavírus. “Assim como é importante alertar a população sobre a prevenção à COVID-19, deve-se manter o alerta para as doenças cardiovasculares, reduzindo seus fatores de risco, entre eles o colesterol elevado”, afirma o cardiologista Dr. Pedro Barros, coordenador da telecardiologia e do protocolo de dor torácica do Americas. 

Nessa missão, a atuação dos médicos, cardiologistas ou não, é fundamental para a detecção precoce e o tratamento adequado. ”Muitos colegas de especialidades como ginecologia e urologia acompanham o paciente anualmente. Eles podem e devem solicitar exames para aferição do colesterol, entre outros fatores de risco que podem ser avaliados na rotina assistencial de todas as especialidades”, diz o Dr. Pedro.

A elevação do índice de colesterol, ainda que pequena, é motivo para encaminhar o paciente para um cardiologista, que saberá avaliar o quadro, considerando também outras dislipidemias e outros fatores associados, como tabagismo, hipertensão e histórico familiar, que podem definir o tratamento adequado.

“Dependendo do risco do paciente, o LDL considerado alto pode variar entre maior que 50 até maior que 130 miligramas por decilitro. E quanto maior o tempo de exposição do paciente ao colesterol alterado, mais danos pode causar. Por isso, não se pode adiar o tratamento. A maior parte dos infartos ocorre em pacientes com exposição prolongada a um nível de colesterol com elevação leve a moderada”, explica o Dr. Pedro. “Então, uma vez detectada a alteração do colesterol, o paciente precisa ser encaminhado para o especialista para avaliação do risco cardiovascular e definição da necessidade de tratamento”, completa ele, observando que a orientação vale também para crianças e jovens.

O tratamento de todos os pacientes inclui medidas para a adoção de um estilo de vida mais saudável. Mas, nos de maior risco ou com níveis muito elevados de colesterol, a abordagem deve iniciar de imediato com a combinação de medicamentos e modificações no estilo de vida.

Recentes avanços terapêuticos reduziram o risco de eventos como morte cardiovascular, infarto ou AVC para os pacientes de alto risco (já com doença cardiovascular). Foi comprovado que o uso de estatinas de alta intensidade nesse grupo reduz em mais da metade o nível de colesterol. “Outra novidade é a constatação de que a adição de uma nova droga anti-PCSK9 às estatinas diminui ainda mais o risco residual de um evento adverso”, diz o Dr. Pedro. Também foi comprovado recentemente que é seguro e benéfico manter o colesterol LDL abaixo de 50 miligramas/decilitro em pacientes com doença cardiovascular estabelecida.

Se você tem pacientes com alterações do colesterol, o telefone por meio do qual eles podem agendar a consulta no Cardiologia Americas em São Paulo é (11) 3003-2597. No Rio de Janeiro, a pessoa pode consultar o site (https://www.americasmed.com.br/nossas-unidades) e agendar diretamente na unidade de sua preferência.

Mais de meia centena de doenças associadas ao tabagismo

Vários tipos de câncer, doenças respiratórias, infecções como tuberculose, diabetes tipo 2... Mais de 50 doenças têm, comprovadamente, ligação direta com o tabagismo. Estudos mostram que os fumantes também têm riscos duas a três vezes maiores de complicações e morte em relação à COVID-19. Além de doenças respiratórias, há maior risco de contaminação e de agravamento causados por aumento da carga viral.

Todos os pacientes ganham com a cessão do tabagismo. “É importante que todos os médicos, independentemente da especialidade, conscientizem os pacientes fumantes sobre a importância de pararem de fumar e os encaminhem para um serviço especializado”, afirma o pneumologista Dr. Ricardo Meirelles, criador e coordenador da Clínica de Cessação do Tabagismo do Oncologia Americas.

O programa surgiu para ajudar no tratamento de fumantes em terapia oncológica e atualmente está aberto a qualquer pessoa que queira parar de fumar.

Para ter maior chance de sucesso, o tratamento precisa ser bem estruturado e integrado, combinando medicamentos e mudança comportamental. “Cerca de 90% dos fumantes são dependentes da nicotina, que chega ao cérebro entre 7 a 19 segundos, após uma tragada, libera neurotransmissores, principalmente dopamina, causando sensação de prazer e euforia. Há também o aspecto psicológico, o que o cigarro representa na vida do paciente e as associações que ele relaciona com o cigarro e que o levam a fumar”, diz o Dr. Ricardo.

O programa do Oncologia Americas adota uma abordagem individualizada, focada nas necessidades de cada pessoa. O tratamento é definido a partir de uma consulta para avaliação psicológica, do histórico médico e existência de outras patologias, entre outros fatores. “Além da indicação de medicamento, o paciente recebe orientações, leva material de apoio e seguirá com encontros quinzenais para acompanhamento. Tudo para que consiga abandonar o cigarro sem tanto sofrimento”, explica o Dr. Ricardo.

Com o objetivo de reduzir os sintomas de abstinência, são utilizadas diferentes classes de medicamentos: terapia de reposição de nicotina (adesivo, goma de mascar, pastilha), bupropiona e vareniclina. A avaliação médica inicial irá definir qual o melhor esquema terapêutico para cada paciente.

Após três meses, o tratamento se volta para a prevenção de recaídas, com consultas que vão se espaçando conforme a evolução do paciente. ”É o momento de focar nos ganhos de permanecer sem fumar. A pessoa muda bastante nesta fase, ganha em autoestima e se sente mais capaz”, afirma o Dr. Ricardo.

O programa tem taxa de sucesso entre 40% e 45% após um ano, um índice considerado muito bom.

Se você tem pacientes fumantes e quer indicar o programa para eles, o telefone para agendamento de consulta na Clínica de Cessação do Tabagismo é (21) 3385-2000. O serviço está disponível no Rio de Janeiro em unidades da Barra da Tijuca e de Botafogo.

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