Santa Joana

Vesicoloscopia seminal no tratamento da infertilidade masculina

Procedimento realizado por especialista do Hospital Santa Joana Recife é tema de artigo publicado na revista da American Urology Association

O Dr. Filipe Tenório Lira Neto, urologista do Hospital Santa Joana Recife, está entre os autores de artigos da edição de novembro da AUA News, prestigiada publicação da American Urology Association. A convite dos editores, ele e o Dr. Eduardo Miranda, publicaram o artigo Seminal Vesicoloscopy for Refractory and Ejaculatory Duct Obstruction, um relato de caso sobre o uso de vesicoloscopia seminal no tratamento de homens inférteis.

No texto, os dois autores descrevem a vesicoloscopia seminal, um procedimento desenvolvido na China a partir do ano 2000, mas ainda pouco conhecido no Ocidente. Ambos conheceram a técnica em 2015, em um intercâmbio realizado no país durante o período que estavam fazendo especialização em Infertilidade Masculina e Saúde Sexual na Weill Cornell Medical College, de Nova York.

Inicialmente, o procedimento foi desenvolvido para tratar homens que apresentavam sangramento no sêmen (hematospermia), geralmente provocado pela presença de cálculos instalados nos canais seminais. Por meio da técnica, um endoscópio finíssimo localiza as pedras, que são destruídas pelo laser. “Até então, como os exames de imagens convencionais não permitem a visualização dos cálculos, restava a aplicação de tratamentos empíricos, ou seja, sem uma base fisiopatológica definida para orientar as condutas”, explica o Dr. Filipe.

Uma vez que a técnica foi estabelecida no país, os cirurgiões chineses começaram a usá-la para tratar pacientes com outros tipos de obstrução dos ductos ejaculatórios associados à infertilidade. “Alguns homens não conseguem ejacular, mesmo que isso não interfira no seu prazer. Em alguns, o sêmen não sai porque os ductos ejaculatórios estão obstruídos, por conta de traumas, infeções, malformações arteriais ou motivos não esclarecidos”, detalha o Dr. Filipe.

Vantagens da técnica

Com a vesicoloscopia seminal, os urologistas podem dilatar os ductos, livrá-los de obstruções e esvaziar o sêmen que ficou aprisionado, fazendo com que o paciente volte a ejacular normalmente.

As técnicas de raspagem até então existentes para o tratamento desse tipo de infertilidade são mais agressivas, podendo gerar complicações como perfuração da próstata e do reto. E, diferentemente da vesicoloscopia seminal, esses procedimentos são feitos praticamente às escuras. “Na técnica chinesa, vemos o problema que está sendo tratado, o que significa mais segurança para o paciente”, pontua o Dr. Filipe. Para o sistema de saúde, se traduz em aplicação racional de recursos em um tratamento mais preciso e efetivo.

O procedimento relatado na AUA News foi realizado no centro de cirurgia minimamente invasiva do Hospital Santa Joana Recife.  Para o Grupo Americas, o domínio dessa técnica representa a ampliação do portfólio de serviços e com um procedimento que pouquíssimos serviços médicos fora da China são capazes de executar.

Em 2018, os doutores Filipe e Eduardo já tinham apresentado um vídeo sobre a técnica no Congresso da Associação Americana de Medicina Reprodutiva. Em breve, a dupla vai submeter um novo texto sobre o tema ao escrutínio de mais uma publicação científica.

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