Imagem de uma pintura cubista.

As 150 faces da dor de cabeça

26/03/2018 - 3 minutos de leitura

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, o desconforto se manifesta em mais de uma centena de variações e é classificado de acordo com sua intensidade, duração e frequência, além da localização e dos sintomas associados. Venha entender um pouco mais sobre os tipos mais comuns

Enxaqueca: Considerada uma das doenças mais incapacitantes pela Organização Mundial de Saúde, ela consiste em uma dor pulsátil, geralmente concentrada em um único lado da cabeça, de intensidade moderada à forte, e, não raro, associada à náusea, vômito, intolerência à luz ou ao som e alterações visuais. Cada crise dura entre 4 e 72 horas e tende a piorar com a prática de atividade física. Na fase crítica, os médicos podem prescrever medicamentos para aliviar o incômodo, mas, em geral, o problema requer um tratamento preventivo, que pode envolver antidepressivos e anticonvulsivantes.

Cefaleia tensional: é a forma mais comum de dor de cabeça, chegando a acometer de 38% a 74% dos brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Ela tem como gatilho a contratura muscular, principalmente na região cervical, e costuma ter uma intensidade que varia de leve a moderada. Diferentemente da enxaqueca, ela tende a ser bilateral ou se concentrar na região frontal ou atrás da cabeça, com duração que varia de 30 minutos a 7 dias, sem se agravar com o esforço físico. Além do tratamento medicamentoso, que pode incluir antidepressivos, anticonvulsivantes e relaxantes musculares, as técnicas de relaxamento, fisioterapia, acupuntura e psicoterapia ajudam na prevenção de novas crises.

Cefaleia em salvas: trata-se de uma dor muito intensa, que se concentra em uma região da cabeça, geralmente, na frente ou na área dos olhos, e dura de 15 minutos a 3 horas. Uma de suas características mais marcantes é que ela tende a aparecer em um mesmo horário, em vários dias seguidos. O mal-estar costuma vir acompanhado de lacrimejamento e coriza. A privação de sono, o tabagismo, o abuso de álcool e a exposição a altas temperaturas pode precipitar um novo episódio. Além da terapia medicamentosa, o médico tem a possibilidade de recomendar a inalação de oxigênio, uma técnica que vem se mostrando eficaz para alívio da cefaleia em salvas.

Cefaleia crônica diária: o que define a situação, nesse caso, é a persistência da dor, que surge em pelo menos 15 dias ao mês, normalmente como uma evolução de outros tipos de dor de cabeça, por conta do uso indiscriminado de analgésicos. O solução, nesse, caso, é consultar um neurologista para rever o tratamento, adotando um esquema individualizado e adequado para aquele quadro específico.

Cefaleias secundárias: são as dores de cabeça provocadas por outras doenças, como AVC, tumores cerebrais, trombose venosa e aneurisma, que tendem a ser identificados durante a investigação sobre a causa do desconforto.

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