Imagem com um idoso esfregando o rosto.

37% dos brasileiros convivem com a dor no dia a dia

25/08/2017 - 2 minutos de leitura

A constatação é de uma pesquisa recente, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.

Imagine que mais de um terço da população, no Brasil, relata dor há mais de três meses, na maioria dos dias, observada nos últimos seis meses. As consequências, mais do que compreensíveis, englobam isolamento social, depressão, ansiedade e dificuldade em comparecer ao trabalho, entre outros tantos problemas decorrentes do mal-estar sem fim.

“Entre os incômodos mais frequentes, estão as dores de cabeça e nas costas, além daquelas inerentes a doenças como o câncer e seu tratamento”, explica o Dr. Paulo Renato Barreiros da Fonseca, Coordenador do Serviço de Anestesiologia e Clinica de Dor do Americas Centro de Oncologia Integrado.

Às vezes, segundo ele, a sensação dolorosa até dá uma trégua de poucos dias, mas não vai embora de vez. É o caso de quem sofre de cefaleia crônica diária, aquela que se manifesta em pelo menos 14 dias, no período de um mês. Fadiga, estresse, alimentação inadequada são alguns dos gatilhos mais comuns.

Síndromes como a do intestino ou da bexiga irritável, disfunção têmporo-mandibular, herpes zóster e nevralgia do trigêmeo — um problema nervoso que provoca forte dor na região do rosto — são outros gatilhos para a dor contínua.

Seja qual for o caso, é importante ter consciência de que tomar remédio por conta própria não vai resolver o problema e ainda pode trazer prejuízos. “O abuso de anti-inflamatórios, por exemplo, pode acarretar danos gastrintestinais e insuficiência renal, sobretudo nos idosos”, alerta o Dr. Paulo Renato.

Correr para o PS toda vez que o mal-estar aparecer também não é a melhor solução, já que esse tipo de atendimento não permite um acompanhamento regular, com registro do histórico do paciente e um tratamento de longo prazo, muitas vezes necessário nessas situações.

Portanto, analgésico simples e pronto-socorro, só em caso de dor aguda, para gerenciar um desconforto pontual. No entanto, se o incômodo persistir ou se agravar, ou se vier acompanhado de outros sinais incomuns, como perda de peso, palidez, enfraquecimento muscular, o ideal é consultar um médico de confiança para uma investigação aprofundada.

São muitas as especialidades médicas capacitadas para lidar com dor crônica, a exemplo da anestesiologia, da ortopedia, da fisiatria, da geriatria e da neurologia. Na dúvida sobre a quem recorrer, consulte a Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (https://www.sobramid.org/) ou a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (http://www.sbed.org.br/home.php).

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