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Além da mamografia

25/10/2017 - 2 minutos de leitura

Que ela representa o método mais eficaz para rastrear o câncer de mama, ninguém discute. Mas, há situações em que vale a pena associar outros métodos diagnósticos. Fique por dentro

Quando o objetivo é a identificação precoce do câncer de mama, a Sociedade Brasileira de Mastologia é clara: todas as mulheres com mais de 40 anos devem ser submetidas a uma mamografia. O exame permite detectar lesões minúsculas, antes que possam ser notadas durante o autoexame — e quando as chances de cura ultrapassam 90%.

No entanto, há situações especiais em que o mastologista pode recorrer a exames complementares, visando uma análise mais detalhada. É o caso das mamas densas, mais comuns em mulheres jovens. “Algumas vezes, os fatores de risco justificam antecipar a avaliação das mamas. No entanto, antes dos 40 anos, o tecido costuma ser mais fibroso, dificultando a análise por meio da mamografia”, explica a oncologista clínica Aline Gonçalves, do Americas Centro de Oncologia Integrado. “Neste caso, podemos solicitar uma ultrassonografia para auxiliar na interpretação”, acrescenta.

Gestantes, mulheres que estão amamentando ou que possuem prótese mamária também são candidatas ao ultrassom. Além disso, ele é empregado para diferenciar nódulos sólidos e cistos e guiar procedimentos invasivos.

Já a ressonância magnética é um método muito sensível, mas que deve ser restrito aos casos em que a mamogrqafia e/ou o ultrassom deixaram dúvidas. Principalmente pelo fato de apontar muitos resultados falsos-positivos, o que pode gerar angústia e intervenções desnecessárias.

“A técnica é válida, por exemplo, quando há suspeita de uma lesão por trás da prótese de silicone, que não pode ser nitidamente identificada por meio da mamografia e do ultrassom”, confirma Aline. Mas nem pense que, só porque você tem um implante nos seios, o médico terá a obrigação de solicitar o exame. Pelo contrário. A mamografia é segura nesses casos. E os especialistas sabem realizar manobras para posicionar as mamas adequadamente, a fim de obter um bom resultado. Os testes complementares devem, portanto, ser considerados de forma individualizada, sempre a critério do mastologista.

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