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Atenção à próstata

09/11/2018 - 3 minutos de leitura

O câncer de próstata é a segunda principal causa de morte masculina, por câncer, no Brasil. Mas a boa notícia é que isso pode ser evitado se o diagnóstico for feito no início.

O problema é que, na maioria das vezes, a doença só provoca sintomas em estágio avançado. Essa é uma das razões pelas quais cerca de 20% dos homens descobrem a enfermidade quando os prejuízos já são grandes.
No começo, as chances de cura se aproximam de 90%, mas elas caem muito quando o tumor já se disseminou para outros órgãos. A saída, portanto, é se antecipar a essa doença silenciosa, investigando a saúde da glândula quando o paciente ainda não sente nada.

Vale deixar claro que nem todos os tumores de próstata exigem tratamento — alguns só precisam ser acompanhados. No entanto, há condições mais agressivas que precisam ser descobertas o quanto antes, a fim de dar início ao tratamento para barrar sua progressão.

Para flagrar o câncer
Afinal, quem precisa checar, periodicamente, a saúde da próstata?

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com mais de 50 anos passem por consulta preventiva com um urologista, que irá determinar os exames a serem realizados, a partir de uma conversa com o paciente.

Homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata precisam antecipar o rastreamento para os 45 anos de idade, devido a uma maior propensão em desenvolver a doença.

Vale lembrar que a genética está envolvida em 15% das ocorrências de câncer de próstata. O alerta vale principalmente para homens cujos parentes de primeiro grau tiveram o problema, sobretudo se foram diagnosticados mais jovens.

A lógica dos exames
Durante a consulta, o urologista vai ponderar fatores de risco, histórico do paciente e o exame físico para determinar os tipos e a periodicidade dos exames necessários. Ele pode prescrever dois testes específicos:

Dosagem de PSA: a sigla corresponde a uma substância responsável por tornar o sêmen mais fluido, facilitando sua função de carregar os espermatozoides. Quando há um tumor na glândula, seus níveis aumentam no organismo. Por isso, dosá-la no sangue é uma rotina para rastrear a doença. No entanto, vale considerar que a alteração também pode ser decorrente de infecções, cirurgias prévias ou outros fatores. Por isso, o exame não é suficiente para confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer. Mesmo assim, ele é importante no rastreamento.

Toque retal: a próstata é bastante acessível pelo reto e, ao examinar a zona periférica da glândula, o médico consegue identificar boa parte dos tumores, que podem passar despercebidos no teste de PSA. Ou seja, essa avaliação é indispensável.

Ressonância magnética: ela é um recurso complementar, que não só ajuda a confirmar suspeitas de exames anteriores como prediz o potencial de agressividade do tumor. Ele também contribui com a decisão sobre realizar ou não uma biópsia, que é um procedimento invasivo, mas é o exame que estabelece, em definitivo, o diagnóstico.

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