Imagem ilustrativa com o desenho de uma mulher segurando a cabeça com dor.

Bateu a cabeça?

18/09/2017 - 3 minutos de leitura


Esses episódios, na maioria das vezes, não são levados a sério. Mas, em alguns casos, a avaliação médica é determinante para evitar complicações. Descubra quando um acidente desses merece atenção.

A cena é clássica. O sujeito esquece a porta do armário da cozinha aberta e topa com ela ao se levantar. Ou o filho tropeça, cai e bate a cabeça contra um móvel. Qual a reação mais comum? Esfregar o local, exclamar que não foi nada e seguir com a rotina. E realmente, em muitos casos, isso nao é um problema.

O que quase ninguém se lembra é que, às vezes, esses acidentes são graves o suficiente para necessitar de atendimento médico. “Dados Associação Brasileira de Traumatismo Crânio Encefálico (www.abtce.com.br) registram 1.1 milhão de traumas de crânio por ano, sendo que cerca de 40% deles são moderados ou graves” , alerta o Dr. Renato Anghinah, neurologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Mas, calma. Não é preciso correr para o pronto-socorro diante de qualquer batida leve. Existe uma medida razoável para ser precavido sem se tornar paronoico. “O principal parâmetro é a observação de eventuais alterações no nível de consciência de quem sofreu o acidente. Tontura, dor de cabeça, vertigem, apatia e confusão mental são sinais de que é preciso procurar ajuda”, avisa Anghinah.

Ele complementa que, quando uma criança se machuca dessa forma, é esperado que chore, fique nervosa e, consequentemente, cansada, querendo dormir em seguida. E tudo bem. O importante é avaliar se ela está agindo da forma que faria em seu estado normal. No entanto, isso é difícil para os pais. Ideal levar ao hospital. Ou se está prostrada, com uma reação nao habitual aos estimulos. O bom senso também é válido. Se uma criança pequena cai da própria altura, provavelmente o trauma será menor do que se a queda ocorrer de um local mais alto, como um beliche. Na dúvida, o melhor é mesmo levá-la ao hospital.

No pronto-socorro, os médicos, normalmente, solicitam um exame de tomografia, em busca de indícios de lesão, inchaço ou sangramento. Mesmo que o resultado dê negativo, eles podem complementar a avaliação com a ressonância magnética, que fornece informações mais detalhadas das condições do cérebro. Porém, a avaliação médica do paciente é que determina a necessidade de observação por mais tempo no hospital, independentemente do resultado dos exames.

Outra circunstância que exige atenção é acidente de carro. Mesmo que não ocorra um trauma, diretamente, na cabeça, a desaceleração brusca é capaz de afetar as células nervosas. O mesmo vale para traumas repetitivos, como no caso de lutadores e outras atividades que promovem impacto repetitivo na cabeça. Não à toa, os Estados Unidos proibem que as crianças cabeceiem a bola na prática do futebol, até os 14 anos de idade.

Agora que você já sabe o que fazer diante de um episódio desses, que tal conhecer algumas medidas de prevenção de traumas na cabeça? Veja só como é possível minimizar bem os riscos:

  • Evite sacodir crianças pequenas ou jogá-las para cima, mesmo que seja por brincadeira.
  • Carregá-las na sua bicicleta pode ser perigoso. O melhor é que ela vá pedalando em sua própria bike, ao seu lado. E sempre com capacete!
  • Atenção aos parquinhos. Oriente seu filho a não passar na frente ou atrás de uma criança que está em um balanço. Dê preferência a playgrounds com piso emborrachado. Note se o escorregador tem proteção lateral, na parte mais alta, e redobre a atenção no gira-gira.
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