A imagem mostra uma profissional analisando um exame.

Biópsia sem medo

27/04/2018 - 3 minutos de leitura

Biópsia sem medo

Pode parecer assustador imaginar a introdução de uma agulha para retirar um fragmento de tecido do seu corpo. Mas, acredite, o procedimento costuma ser seguro e pouco desconfortável.Acompanhe nossa série sobre o exame, começando pelo de medula óssea.

Apenas para relembrar, a medula óssea é uma substância gelatinosa, que preenche o interior de alguns ossos, e tem a função vital de desenvolver células sanguíneas, como os glóbulos brancos (do sistema de defesa), os vermelhos (cuja principal tarefa é transportar oxigênio para todo o organismo) e as plaquetas (que atuam na coagulação).
A biópsia de medula óssea consiste, portanto, na retirada de um fragmento cilíndrico desse tecido, por meio da introdução de uma agulha calibrosa no osso da bacia. “Posteriormente, avaliamos suas características, verificamos se elas diferem do padrão de normalidade e se há presença de células atípicas”, esclarece o Dr. Ricardo Bigni, hematologista do Americas Centro de Oncologia Integrado e do Instituto Nacional do Câncer.
O exame serve para confirmar suspeita de doenças como leucemias crônicas, linfomas, ou metástase de tumores sólidos, que podem se disseminar para a medula, como os de mama, próstata ou pulmão. E também para mensurar a extensão do problema, direcionando a estratégia terapêutica.
A biópsia de medula óssea pode provocar certo desconforto, em indivíduos mais sensíveis. Mas, em geral, é bem tolerada e tem rápida recuperação. “O paciente sai do hospital com um curativo simples e, poucas horas depois, pode tomar banho e retomar suas atividades rotineiras, incluindo dirigir e trabalhar.
A dor local tende a ser facilmente controlada com um analgésico simples e, quando presente, assemelha-se ao desconforto provocado por uma distensão muscular, mas não costuma durar mais de dois dias.

Sobre biópsias

Diante da suspeita de câncer ou de outras doenças, como um tipo específico de anemia, os médicos podem solicitar uma biópsia para confirmação do diagnóstico, ou mesmo para determinar a extensão do problema, o que ajuda a nortear o tratamento.
Se for seu caso, não é preciso entrar em desespero. O procedimento costuma ser realizado com anestesia local ou, em caso de órgãos mais profundos, com sedação. Biópsias mais simples, como as de pele e de medula, podem até ser realizadas em ambiente ambulatorial, como um consultório médico.
Mas, quando se trata de uma intervenção mais complexa, no fígado ou nos rins, por exemplo, o exame deve ser realizado em um hospital, a fim de garantir a segurança do paciente.
O mesmo vale para indivíduos idosos ou portadores de doença crônica, a exemplo de hipertensão, arritimia ou asma. “Em pessoas com problemas clínicos prévios e sob o estresse da realização da biópsia, existe a possibilidade de ocorrer descompensação, tal como crise hipertensiva ou broncoespasmo, podendo levar a uma complicação cardiovascular ou respiratória, por exemplo. E a estrutura hospitalar permite que esses imprevistos sejam controlados de forma mais efetiva”, justifica o Dr. Ricardo Bigni, hematologista do Americas Centro de Oncologia Integrado e do Instituto Nacional do Câncer.
Pelo mesmo motivo, todos os tipos de biópsia que necessitam de sedação também devem ser realizados em um hospital, segundo o médico. Respeitadas essas precauções e a escolha de um profissional capacitado, fique tranquilo, pois riscos como os de sangramento interno ou infecção são mínimos.

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