Imagem de uma mulher olhando para a câmera, com a frase "9 em cada 10 casos de câncer de mama não dependem da genética".

Câncer de mama: cabe a você prevenir

10/10/2017 - 3 minutos de leitura

Somente entre 5% e 10% dos casos têm origem genética e hereditária, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Os 90% restantes estão associados a fatores diversos, muitos deles, modificáveis. Ou seja, a prevenção também está nas suas mãos.

Não é possível apontar um único culpado pelo câncer de mama. Os pesquisadores já identificaram uma série de condições relacionadas à doença. E, embora as mulheres sejam reféns de algumas delas, têm a oportunidade de controlar outra boa parte, diminuindo o tamanho da ameaça.

Para início de conversa, não adianta colocar toda a responsabilidade na genética. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, apenas de 5% a 10% dos episódios são desencadeados por alterações em determinados genes — sobretudo os conhecidos como BRCA 1 e BRCA 2.

O que realmente pesa é a idade, além de fatores hormonais, história reprodutiva e hábitos de vida. Cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem a partir dos 50 anos. Isso porque o próprio processo de envelhecimento favorece alterações celulares que estão por trás da enfermidade.

Mulheres que tiveram a primeira menstruação muito cedo, antes dos 12 anos, ou menopausa tardia, após os 55, também entram no grupo que deve redobrar a atenção. O mesmo vale para aquelas que não tiveram filhos, deixaram para engravidar depois dos 30 anos ou fazem terapia de reposição hormonal sem orientação médica.

A explicação é uma só: todas essas circunstâncias levam a uma exposição prolongada ao hormônio feminino estrogênio, no decorrer da vida. E o estímulo hormonal excessivo pode levar as células das mamas a se multiplicarem de forma desenfreada, levando à formação de um tumor.

Portanto, se você se identificou com alguma dessas situações, converse com seu médico sobre a necessidade de antecipar o rastreamento do câncer de mama.

Depende de você
No entanto, a verdadeira oportunidade de prevenir o problema está nos fatores de risco que você é capaz de modificar.

A obesidade é um dos mais importantes. Isso porque o tecido gorduroso secreta substâncias semelhantes ao estrogênio — e você já sabe que níveis muito elevados do hormônio em circulação não são nada positivos. Em outras palavras, perder peso é uma das prioridades de quem quer afastar o câncer de mama. Então, o primeiro passo é acertar o prumo da alimentação e começar a praticar atividade física.

E por falar em exercício, um argumento a mais para trocar o sofá pela academia é que o sedentarismo, por si só, também é fator de risco para a doença. Exagerar na bebida alcoólica é outro perigo iminente, assim como o tabagismo.

Por fim, vem a radiação, principalmente aquela emitida durante sessões de radioterapia do tórax (especialmente pacientes que fizeram tratamento de Doença de Hodgkin no passado).

Em família
Por menor que seja o percentual de tumores hereditários, quem tem histórico familiar precisa levar o assunto muito a sério. Isso inclui principalmente registros de câncer de ovário, câncer de intestino, câncer de próstata na família e episódios variados de câncer de mama — principalmente antes dos 50 anos ou em homens — , além de alteração genética previamente identificada. Essas pessoas devem buscar orientação de um mastologista ou geneticista o quanto antes.

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