Imagem ilustrativa de flores rosa.

Câncer de mama e autoestima: como lidar com o impacto do tratamento

25/10/2018 - 3 minutos de leitura

A retirada das mamas e a queda de cabelo são consequências possíveis e muito temidas por quem encara a doença. Mas existe uma equipe de suporte psicológico preparada para lidar com a fragilidade emocional nesse contexto. Venha entender melhor:

“O diagnóstico de câncer de mama impacta na feminilidade da paciente, por conta da ameaça de retirada da mama e da queda de cabelo”, ressalta a psico-oncologista Laura Campos, do Americas Centro de Oncologia Integrado (RJ).
Mais do que legítima, a preocupação não resume a uma questão estética, mas de identidade, de autoestima e reconhecimento da própria imagem.

Para administrar essa expectativa tão delicada, é importante que a mulher fique ciente de duas informações: nem toda paciente perde o cabelo ou precisa retirar a mama. E, mesmo que isso aconteça, existe uma equipe de suporte emocional preparada para apontar alternativas e ajudá-la a ficar bem com o próprio corpo. Daí a importância de recorrer a esse apoio logo no momento do diagnóstico e durante todo o tratamento.

“Quando a mulher recebe a notícia, o papel da equipe de saúde mental é desmistificar as crenças mais comuns, explicar que o tratamento é individualizado e que as decisões terapêuticas deverão ser tomadas em conjunto com o oncologista”, esclarece Laura Campos.

Nesse momento, a mulher entende que, dependendo da extensão, do tipo e da localização do tumor, será estabelecido um tipo de abordagem, que pode ser mais radical, com a retirada completa da mama acometida, ou conservador, com preservação de tecido mamário. Ela compreende também que, em determinadas situações, é possível dispensar a quimioterapia, que está por trás da queda de cabelo.

Autoestima em risco

Há casos em que, realmente, é necessária a retirada da mama ou a quimioterapia, que costuma levar à perda do cabelo. Aí, é importante levar alguns fatores em conta: se é possível fazer a reconstrução imediata do seio ou se é preciso aguardar; em que momento é esperado que os fios comecem a cair; e como a mulher lida com essas questões estéticas.

“Primeiro, nós ouvimos o que ela tem a dizer, quais são suas aflições sobre a própria imagem, em relação ao parceiro e a outras pessoas. A partir daí, apresentamos as alternativas para garantir seu bem-estar, de forma individualizada”, explica Laura.

Em relação à estética, há mulheres que preferem usar o lenço, outras, turbante ou peruca. “A queda do cabelo é um momento delicado. A psico-oncologia auxilia a mulher buscar seus recursos de enfrentamento para lidar com esse desafio e reconstruir sua autoestima a partir de suas características gerais, incluindo qualidades físicas, intelectuais e emocionais”.

Saúde mental com ajuda especializada

A autoestima é apenas um aspecto relativo ao tratamento do câncer de mama. O impacto do diagnóstico na família, as mudanças na rotina, o medo e a incerteza são outros sentimentos com que a paciente precisa lidar. Mais do que uma questão de bem-estar, a busca por equilíbrio emocional interfere na adesão ao tratamento, o que, por sua vez, está diretamente associado às chances de recuperação.

Portanto, o auxílio profissional é indispensável. Isso inclui tanto os times de psico-oncologia , que ajudam a pessoa a encontrar suas ferramentas de enfrentamento do câncer, como os de coach oncológico, um serviço pioneiro no Brasil , que ajuda o paciente a traçar novas metas e alcançá-las, redefinindo prioridades e contornando questões existenciais, entre outras. Lembre-se: o susto é grande, a tristeza é natural e o paciente não precisa lidar com tudo isso sozinho.

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