A imagem mostra uma mulher e ao lado um texto falando que 'Mais de noventa e cinco por cento. Essa é a chance de cura quando o nódulo é descoberto no início'.

Câncer de mama: por que manter a vigilância?

18/10/2017 - 2 minutos de leitura

Pelo simples fato de que, quando o tumor ainda é praticamente impercepível, as chances de cura do paciente são gigantescas. Entenda esse raciocínio

Um tumor parte de uma célula que sofreu alteração e começa a se multiplicar de forma descontrolada. À medida que o tempo passa, a tendência é que ele cresça e ganhe espaço, podendo acometer os tecidos adjacentes, o sistema linfático e a circulação sanguínea. Ou seja, seu tamanho está diretamente relacionado ao seu tempo de existência — e, consequentemente, ao potencial de provocar danos mais sérios.

Por esse motivo, os médicos já sabem que, quanto mais rápido for o diagnóstico do câncer de mama, maiores as chances de cura. “Para se ter uma ideia, tumores com até um centímetro de diâmetro podem ser curados em torno 95% dos casos”, argumenta a Dra. Aline Gonçalves, oncologista do Americas Centro de Oncologia Integrado, no Rio de janeiro (RJ).

Essas perspectivas vão se tornando menos animadoras, conforme a doença avança. Quando há disseminação para um gânglio linfático, por exemplo, esse percentual cai para cerca de 80%. Se houver metástase para os ossos, os pulmões ou fígado, por exemplo, já não podemos falar em cura, mas, sim, em controle do câncer com medicamentos.

Afinal, como detectar a doença antes que ela se torne mais perigosa ? Vale ter em mente que, nos estágios iniciais — justamente quando as perspectivas de tratamento são melhores — , o nódulo não é palpável. Isso quer dizer que confiar só no autoexame não é completamente seguro, embora ele seja válido para que a mulher conheça seu corpo e seja capaz de identificar qualquer anormalidade, procurando um mastologista na sequência.

O que realmente funciona é fazer a mamografia, que detecta lesões mínimas (antes mesmo de ser palpável). “De acordo com Sociedade Brasileira de Mastologia, o exame é recomendado a todas as mulheres a partir dos 40 anos”, orienta a Dra. Aline. No entanto, se você tem histórico de câncer de mama ou ovário na família, sua menstruação foi precoce ou a menopausa tardia, se nunca teve filhos ou se tornou mãe após os 30 anos, faz terapia de reposição hormonal ou está acima do peso, não espere até essa idade. “Neste caso, o melhor é consultar um mastologista para que ele avalie o risco e antecipe o exame se julgar necessário”, complementa a médica.

A boa notícia é que descobrir um tumor de mama no comecinho não só traz uma enorme possibilidade de cura como exige um tratamento menos agressivo. “Há muitas situações em que a área da mama retirada em cirurgia é menor e, dependendo do caso, a mulher nem precisa ser submetida à quimioterapia”, confirma Aline Gonçalves.

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