A imagem mostra um paciente sentado numa cama em um consultório e ao lado um médico.

Câncer de próstata tem tratamento

22/11/2017 - 2 minutos de leitura

A decisão sobre o esquema terapêutico deve ser tomada em conjunto pelo médico e o paciente. A boa notícia é que ele costuma ser efetivo na maioria dos casos, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Fique por dentro das alternativas:

Quando o urologista detecta um tumor na próstata, a providência seguinte é solicitar uma biópsia, em que uma pequena quantidade de tecido é retirada para análise. É o resultado dessa avaliação que vai determinar os próximos passos. “O exame não só permite confirmar a doença como indica seu grau de severidade. Quanto mais diferentes de uma célula normal forem as de um tumor, mais agressivo será o câncer”, esclarece o Dr. Raphael Rocha, urologista do Americas Medical City (RJ).
Segundo ele, uma vez mapeado o tumor, existem alguns caminhos a seguir e que devem ser apresentados ao paciente:

Monitoramento ativo

Alguns tipos de câncer de próstata são de baixo risco, por isso, podem ser apenas vigiados periodicamente, por meio de biópsias; dosagem de uma substância chamada PSA, cujo aumento pode estar associado à doença; e, se for o caso, ressonância magnética. No entanto, é importante que o paciente esteja confortável com essa opção, já que terá de fazer avaliações periódicas. Elas são fundamentais, porque, se o tumor mudar de comportamento e se tornar agressivo, ainda será possível contê-lo.

Radioterapia

Ela costuma ser efetiva, mas, na minoria dos casos, pode promover alguns efeitos colaterais, como sangramento no reto ou na bexiga, impotência sexual e incontinência urinária.

Hormonioterapia

São injeções de hormônio que visam suprimir a produção de testosterona (hormônio masculino, do qual o tumor depende para se desenvolver). Normalmente, as aplicações são combinadas com a radioterapia,para potencializar seus efeitos contra o câncer. No entanto, podem promover cansaço, além de aumentar os riscos de problemas cardiovasculares, obesidade, diabetes e Alzheimer. Tudo isso deve ser ponderado na decisão de adotar o tratamento.

Cirurgia

As chances de o problema ser solucionado apenas com a intervenção cirúrgica são muito grandes. Os pacientes que mais costumam se beneficiar são os jovens e com tumores mais agressivos. O procedimento consiste em retirar a próstata, as vesículas seminais e, se necessários, os gânglios da pelve. No entanto, ele também não é isento de riscos, embora eles estejam diminuindo cada vez mais com o advento de técnicas modernas. “No caso da cirurgia robótica, que é mais precisa, o risco de incontinência fica em torno de 2% a 3%. Já o de importência varia de 20% a 30%”, estima o Dr. Raphael.

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