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Cirurgia plástica após o câncer

11/04/2018 - 2 minutos de leitura

Da retirada de um tumor à reparação dos tecidos, em uma fase posterior, a especialidade tem um papel importante na autoestima do paciente

O câncer de pele é a forma mais frequente da doença no Brasil. Felizmente, cerca de 95% dos casos são do tipo menos agressivo, o não-melanoma. Mesmo assim, a retirada cirurúrgica do tumor pode deixar marcas, trazendo um impacto estético considerável.

Para evitar tais sequelas, o cirurgião plástico costuma atuar nessa fase inicial, a do tratamento, em si, extraindo a lesão. “Utilizamos fios mais finos para fazer a sutura e recorremos a uma técnica de pontos internos, bem sutis, para que a cicatriz fique imperceptível”, esclarece o Dr. Dirceu Roberto Silveira Almeida Junior, Coordenador de Cirurgia Plástica, dos Hospitais Vitoria e Paulistano, em São Paulo. Dependendo da gravidade do problema, isso elimina ou, pelo menos, reduz a necessidade de reparação, poupando o paciente de um novo procedimento.

Mesmo quando os danos são mais extensos, o cirurgião plástico pode contribuir com a reconstituição dos tecidos. É o que acontece quando há lesão de estruturas nobres, como vasos, músculos e nervos. Nessas situações, o especialista pode optar pela realização de enxertos, ou seja, a retirada de tecidos similares, de outras áreas do corpo, para preencher e reconstituir a área afetada.

No caso dos tumores de face ou de cabeça e pescoço (capazes de acometer os gânglios, a boca e a faringe, por exemplo), há circunstâncias extremas em que o nervo facial é danificado. “Isso provoca a paralisia da hemiface (um dos lados do rosto), inervada por ele, acarretando incapacidade funcional e comprometimento estético importantes”, exemplifica o médico.

Existem diversas técnicas para a reconstrução microcirúrgica do nervo facial. “Damos preferência às transferências parciais ou completas de nervos, que dão excelentes resultados”, conclui o especialista.Não podemos deixar de mencionar que a reabilitação é fundamental, tanto na fase em que se aguarda uma possível recuperação funcional, como no período pós- operatório.

O câncer de mama é outra condição em que o cirurgião plástico pode atuar, em parceria com o mastologista — seja no momento da remoção do tumor ou em uma fase subsequente, de restauração. “Recorremos a próteses de silicone, tecidos do abdômen ou das costas, como pele e gordura. Se for possível, já aproveitamos o momento da retirada do nódulo para fazer a intervenção”, explica o Dr. Dirceu.

Os resultados, obviamente, vão depender da severidade do tumor e das estruturas comprometidas e podem exigir, em alguns casos, mais de um procedimento reparador. Mas, uma coisa é certa: com um diagnóstico o mais precoce possível e uma equipe médica capacitada, as chances de sucesso são muito maiores.

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