Imagem do título da notícia

Cirurgia plástica reconstrutora

20/02/2018 - 2 minutos de leitura

Diante de um acidente, como uma batida de automóvel ou uma queimadura grave, a cirurgia plástica tem um papel que supera o caráter estético — o de reconstituir as estruturas danificadas. Confira a entrevista sobre o assunto, com o Dr. Dirceu Roberto Silveira Almeida Junior, Coordenador de Cirurgia Plástica, dos Hospitais Vitoria e Paulistano, em São Paulo.

Quais as situações mais comuns que demandam uma intervenção do cirurgião plástico?

Acidentes automobilísticos, principalmente envolvendo pessoas que não usam cinto de segurança, cortes nos membros inferiores ou superiores, mordidas de animais e traumas de face são alguns dos mais frequentes. Mas, no topo da lista estão as queimaduras, seja por fogo, líquidos, eletricidade ou substâncias químicas.

No que se refere à recuperação funcional, qual o papel do cirurgião plástico?

Os centros de referência nesse tipo de acidente trabalham com equipes multiprofissionais, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos, para atuar em conjunto. Desta forma, cabe ao cirurgião plástico a restauração das estruturas afetadas, visando retomar um padrão estético que se aproxime da normalidade. No caso de queimaduras, por exemplo, a atividade do cirurgião plástico começa em uma etapa precoce, a da remoção periódica dos tecidos danificados, em centro cirúrgico, seguida de curativos especializados. Essa preparação é fudamental para a fase seguinte do tratamento, que consiste no enxerto propriamente dito.

A agilidade no atendimento é importante?

Muito, especialmente nos casos de ferimentos mais graves, que comprometem órgãos internos. Eles precisam ser diagnosticados rapidamente para reduzir o risco de mortalidade. Em situações de queimadura, há também a questão da desidratação, já que a barreira cutânea fica comprometida e o corpo perde mais líquido. A reposição hídrica é fundamental para evitar as complicações decorrentes disso. Por fim, é preciso mencionar as fraturas e lesões articulares ou nos nervos. A agilidade em tratá — las também é determinante para a recuperação da mobilidade.

Quais são os recursos de que os cirurgiões plásticos dispõem para reparar os tecidos lesionados?

Há inúmeros recursos para reparar tecidos lesionados. Em casos mais graves, pode ser utilizado um material chamado de matriz dérmica, derivado do colágeno bovino. Ele atua como uma espécie de curativo biológico, a fim de preparar a área que vai receber o enxerto, depois de duas ou três semanas. Em unidades de queimados, nós utilizamos um aparelho especial , batizado de dermatumo elétrico, para retirar uma fina camada de pele de uma área doadora. Na sequência, essa pele é transferida para a região que necessita de reparação.

Quais costumam ser as perspectivas do paciente no pós-cirúrgico?

Tudo depende da extensão e da severidade da lesão. Algumas vezes, o paciente precisa enfrentar anos de tratamento, com reabilitação funcional, correção de cicatrizes, uso de malhas compressivas e pomadas. Por isso, o acompanhamento médico, com as devidas orientações, é essencial para que a vida do paciente retome a normalidade.

Imagem da marca do Americas Serviços Médicos
Autor Americas Serviços Médicos

O mais moderno Grupo Médico-Hospitalar do país.