Colesterol

Colesterol: bandido ou mocinho?

O colesterol é essencial para o funcionamento do nosso organismo. Mas seus níveis têm de ser mantidos sob controle para que não se transforme em vilão, provocando problemas no coração e outras doenças.

O colesterol é um composto de gorduras (lipídios) produzidas em grande parte pelo nosso fígado e o restante pelos alimentos que ingerimos. É vital para diversos processos fisiológicos, como a produção de hormônios e a formação de membranas celulares.

O problema ocorre quando seu índice geral está elevado, provocando uma doença chamada dislipidemia. Nesses casos, o colesterol conduzido pela corrente sanguínea vai se acumulando nas paredes das artérias e forma placas de gorduras. Com o tempo, elas causam o estreitamento da artéria e dificultam ou impedem a circulação sanguínea. “O colesterol é o principal fator modificável de doença arterial coronariana, que pode provocar o infarto”, alerta o Dr. Pedro Paulo Noguères, coordenador da Cardiologia do Hospital Samaritano Botafogo. 

Além do coração, acúmulo das placas de gordura nas artérias pode ocorrer em outras áreas do corpo, como no cérebro, provocando o acidente vascular cerebral (AVC), e nos pés e pernas, causando a doença arterial periférica.

Um fator preocupante é que o colesterol alto não apresenta sintomas. Somente após a doença arterial se desenvolver, a pessoa terá indícios de que algo está errado.

Bom colesterol x Colesterol ruim

O colesterol é formado por diferentes tipos de lipoproteínas. As principais são o LDL (sigla em inglês para lipoproteína de baixa densidade), conhecido como “colesterol ruim”, e o HDL (lipoproteína de alta densidade), o “bom colesterol”. Os adjetivos “ruim” e “bom” têm razão de ser. “Enquanto o LDL causa as placas de gordura nas paredes das artérias, o HDL tem efeito de proteção, pois retira o excesso de colesterol e o leva para o fígado para ser eliminado pelo corpo”, esclarece o Dr. Pedro.  

Como reduzir o LDL e aumentar o HDL?

O principal fator nessa equação é adotar hábitos saudáveis:

  • A prática de atividade física é importantíssima, pois é a única forma de aumentar o HDL, o bom colesterol. O ideal é manter uma rotina regular de exercícios, pelo menos duas ou três vezes na semana. “Se isso não for possível, faça alguma atividade física sempre que puder faça. Qualquer exercício é melhor que nenhum”, afirma o Dr. Pedro.
  • Alimentação saudável é outro aliado importante. Reduza o consumo de frituras, alimentos embutidos (como salame, presunto e salsicha), derivados de leite gordurosos (prefira leite desnatado e queijo cottage, por exemplo) e carnes gordurosas (prefira carnes brancas, como peixes).
  • Controle do estresse, com uma vida mais equilibrada entre trabalho, família e atividades prazerosas.
  • Medicamentos devem ser usados apenas por indicação médica. Em geral, remédios são prescritos quando não se consegue reduzir o LDL por meio da adoção de hábitos saudáveis e nos casos de aumento do LDL por herança genética (dislipidemia familiar).

Quais são os níveis ideais de colesterol?

Conforme diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, os valores ideais são:

  • Colesterol total – abaixo de 190 mg/dL
  • HDL (bom colesterol) – acima de 40 mg/dL
  • LDL (colesterol ruim) – varia de acordo com o perfil de risco cardiológico da pessoa:

            Baixo risco – abaixo de 130 mg/dL

            Risco intermediário – abaixo de 100 mg/DL

            Risco alto – abaixo de 70 mg/DL

            Risco muito alto – abaixo de 50 mg/DL

A checagem dos níveis de colesterol é feita por meio de um exame de sangue chamado lipidograma. De acordo com o Dr. Pedro, a recomendação é realizar esse exame:

  • Entre 20 e 40 anos de idade: a intervalos de dois a quatro anos, conforme orientação médica.
  • A partir dos 40 anos: a cada dois anos para pessoas saudáveis ou anualmente, se o quadro de saúde exigir um controle a intervalos menores.
  • Em caso de histórico familiar de dislipidemia, esse exame deve começar a ser realizado bem antes, a partir dos 10 anos de idade.

Mitos no controle do colesterol

  • Frituras com “óleos saudáveis”

Todo alimento frito, seja com que tipo de óleo for, interfere no colesterol. “A partir de certa temperatura, óleos e azeites sofrem alterações químicas que aumentam o LDL. Prefira consumir grelhados ou assados”, aconselha o Dr. Pedro.

  • Pessoas magras estão livres do problema

Pessoas magras podem ter, sim, níveis anormais de colesterol, problema que pode ser decorrente de herança familiar ou do sedentarismo.

  • Uma taça de vinho por dia ajuda

Não há comprovação de que o consumo de uma taça de vinho diária possa ajudar na redução do colesterol. “O segredo está mesmo nos hábitos de vida saudáveis”, afirma o Dr. Pedro.    

A cardiologia no Samaritano Botafogo

Com uma qualificada equipe médica e o suporte das mais modernas tecnologias disponíveis no mercado, o Hospital Samaritano Botafogo combina excelência, segurança e agilidade no atendimento de alta complexidade em Cardiologia. “Nossos indicadores de tempo de atendimento às urgências cardiológicas são excelentes e temos metas de aprimoramento constantemente superadas”, afirma o Dr. Pedro. O Laboratório de Hemodinâmica está à disposição 24 horas para realização de procedimentos cardíacos via cateter.

O corpo clínico inclui especialistas em diversos segmentos da Cardiologia, como Cardio-Oncologia e Cardiogeriatria, entre outros. Os profissionais passam por constantes treinamentos em técnicas cardiovasculares de vanguarda e em cuidado de pacientes graves. Além disso, todos os casos são analisados e discutidos em reuniões científicas regulares, o que permite combinar conhecimentos para estabelecer a melhor estratégia de cuidado para cada paciente.

 

Hospital Samaritano Botafogo

Rua Bambina, 98 – Botafogo, Rio de Janeiro (RJ)

Fone: (21) 3444-1000

Ambulância: (21) 2535-4000

     

 

 

 


 

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