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Começo da amamentação: as medidas que aumentam as chances de sucesso

06/08/2018 - 3 minutos de leitura

Existem providências que você pode tomar, até antes de o bebê nascer, para favorecer o aleitamento materno. Elas ajudam a tornar esse momento mais harmônico e prazeroso para mãe e filho. Que tal se preparar?

Na gravidez

É possível fortalecer a pele dos seus mamilos para evitar fissuras nos primeiros dias de amamentação. Basta deixá-los expostos sob o sol, durante 15 minutinhos diários, antes das 10 horas ou após as 16h. Assim, você torna a região mais resistente e evita essas lesões comuns, capazes de trazer muito desconforto.

Hora de nascer

O parto ideal é aquele mais adequado às condições de saúde da mãe e do bebê — por isso, a gestante e o obstetra devem tomar todas as decisões em conjunto. No entanto, se não houver nenhuma contraindicação, o melhor é aguardar o início espontâneo do trabalho de parto, o melhor sinal de que seu filho está pronto para nascer. Esse processo também estimula a liberação de hormônios associados à produção do leite, como a prolactina. Em outras palavras, o corpo da mulher entende, de forma natural, que é chegado o momento de fabricar o alimento.

Nos braços da mãe

Se tudo correr bem no parto, a recomendação é que o recém-nascido venha direto para os braços da mãe, em contato pele a pele, e então é iniciada a primeira mamada na primeira hora de vida, conhecida como golden hour. Além de promover o vínculo entre os dois, isso permite que a criança treine a sucção do seio, estimulando a descida do leite.

Na maternidade

É natural que o leite desça a partir das 72 horas de vida do recém nascido. Primeiro, vem o colostro, aquela primeira secreção, que é rica em anticorpos e suficiente para saciar o recém-nascido. Por isso, segure a ansiedade e não se antecipe em oferecer complemento, em copinhos ou mamadeiras, pois isso pode comprometer o aleitamento. O colostro também ajuda a hidratar os mamilos. A dica é, portanto, espalhar um pouco na região, especialmente se houver fissura.

Aproveite, também, a experiência do corpo de enfermagem para esclarecer todas as suas dúvidas sobre como amamentar. Esses profissionais podem ensinar como é a pega adequada, ou seja, a forma correta de o bebê abocanhar a aréola, permitindo uma boa sucção. Eles também explicam como retirar a criança sem machucar os seios, posicionando o dedo mínimo no cantinho da boca dela. Por fim, podem apresentar diferentes posições de amamentação, para que você escolha a mais confortável.

Em casa

Imagine a quantidade de líquido que seu corpo mobiliza para produzir leite. Você precisa repor tudo isso, caprichando na ingestão de água. Contar com uma rede de apoio e dormir sempre que possível também é importante por afastar o estresse e o cansaço, inimigos da amamentação. E, claro, manter uma alimentação natural e variada, ricas em verduras, legumes, frutas, grãos, cereais e carnes magras.

O último conselho é ter paciência. Cada dupla de mãe e bebê tem um tempo para se adaptar. Mas, salvo raras exceções, toda mulher tem plenas condições de fornecer o leite de que o filho precisa. Então, não caia na armadilha de se desesperar e oferecer a mamadeira sem necessidade. Chá, água, nada disso é necessário. Nessa fase, as crianças necessitam exclusivamente de leite materno. Basta estar à disposição o tempo todo e oferecer o peito sempre que o bebê pedir.

Nas consultas com o pediatra, ele irá avaliar como está o crescimento e o ganho de peso da criança. Se estiver dentro dos parâmetros ideais, não há com o que se preocupar.

Fonte: Catia Cristina de Oliveira, gerente de enfermagem do Hospital Madre Theodora.

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