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Como vai o coração dos papais?

As doenças cardíacas não escolhem sexo. Porém, em comemoração ao Dia dos Pais vamos dedicar aos homens algumas dicas para cuidar bem do coração (mas as mulheres também podem aproveitar).

Uma pesquisa realizada pela revista Saúde em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida mostrou que 26% dos homens só vão ao médico quando se sentem mal e 43% não fazem exames cardiológicos. Essa desatenção pode custar caro ao coração, suscetível a uma série de doenças. A boa notícia é que, com os cuidados adequados, a maioria delas pode ser evitada ou controlada.

“O sintoma primário de um infarto pode ser a morte súbita”, afirma o Dr. Hermilo Borba, coordenador de Cardiologia do Hospital Santa Joana Recife, alertando para o fato de que a doença coronariana aterosclerótica ( devido acúmulo de gordura) é a principal causadora do infarto. Esse e outros problemas podem ser detectados precocemente em check-ups cardíacos e adequadamente tratados.

Ainda longe do ideal, tem crescido a presença masculina nos consultórios cardiológicos. “Há um aumento de consultas preventivas pelo público masculino. Muitas vezes é a esposa quem marca consulta, mas é um bom sinal”, afirma o Dr. Hermilo. Cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano Higienópolis, o Dr. Alexandre Galvão também tem observado mudanças positivas nesse sentido. “Vejo homens cada vez mais novos iniciando a rotina preventiva. Trata-se de algo importante, já que a maioria dos fatores de risco para doenças cardíacas pode ser revertida”, diz ele.

Quando começar os check-ups cardiológicos?

A recomendação é iniciar a rotina de avaliações regulares com o cardiologista a partir dos 40 anos e manter a frequência de check-ups indicada por ele. Entre outros, serão realizados exames para avaliar fatores de risco como colesterol, triglicérides, diabetes e hipertensão, além ecocardiograma e teste ergométrico. A partir dos 60 anos, outros exames podem ser necessários.

Atenção: comece os check-ups cardiológicos antes dos 40 anos se você tem doenças congênitas, histórico familiar de doença cardíaca precoce ou dislipidemia familiar (doença associada ao aumento de colesterol, triglicérides ), que pode causar infarto do miocárdio precocemente.

O que faz bem para o coração?

Os principais riscos para as doenças cardíacas são obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e histórico familiar. Com exceção deste último, os demais podem ser tratados e controlados com os cuidados médicos adequados e a adoção de um estilo de vida saudável, o que inclui não fumar, manter uma dieta balanceada, praticar atividade física regularmente e moderar o consumo de bebidas alcoólicas.

Principais doenças do coração

Doença arterial coronariana: é estreitamento de artérias coronárias, secundário ao acúmulo de gordura, reduzindo o aporte oxigênio e nutrientes para o coração. Pode levar ao infarto do miocárdio se não detectada precocemente. Dependendo do tipo e local de comprometimento das artérias pode culminar com morte súbita.

Arritmia: é alteração do ritmo da batida do coração, problema que pode estar associado a causas congênitas, à insuficiência cardíaca ou ser consequência de um infarto e outros males do coração.

Insuficiência cardíaca: é a perda de capacidade do coração de bombear o sangue adequadamente. Associada a outras afecções , como infarto e problemas nas válvulas, apresenta sintomas como cansaço, falta de ar, fraqueza, edema e tosse seca.

Infarto do miocárdio – ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no coração, gerando a necrose de parte desse músculo. Os principais sinais de alerta são: sudorese, forte dor no peito, palidez, enfraquecimento ou perda de controle de braço ou perna e desmaio.

 

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