reabilitação cardiovascular

Coração em forma com programa de reabilitação cardiovascular

Foco do Setembro Vermelho, as doenças cardiovasculares têm na reabilitação cardiovascular uma importante estratégia para recuperação dos pacientes e reconquista da qualidade de vida.  

No calendário da saúde, o Setembro Vermelho, mês que inclui ainda o Dia Mundial do Coração (29/09), chama a atenção para as doenças cardiovasculares, que são as responsáveis pelo maior número de mortes em todo o mundo. No cuidado dessas enfermidades, a reabilitação cardiovascular é uma aliada importante tanto na recuperação do paciente depois de uma cirurgia cardíaca ou de eventos como um infarto do miocárdio como no controle de problemas como a insuficiência cardíaca. “Entre outros ganhos, a reabilitação melhora a qualidade de vida, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e a sobrevida dos pacientes”, afirma o Dr. Enéas Rocco, cardiologista do programa de Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital Samaritano Paulista, que entrevistamos para saber mais sobre o assunto.  Confira.

O que é reabilitação cardiovascular?

A reabilitação consiste num conjunto de ações de prevenção e mudança de estilo de vida, como a adoção de hábitos alimentares saudáveis e abandono do tabagismo; controle de outros fatores de risco, como hipertensão, alterações do colesterol e controle do peso corporal; e, principalmente, com ênfase no exercício físico regular de modo permanente.

Quando é indicada?

A reabilitação cardiovascular está indicada nas mais diversas condições patológicas envolvendo o coração, como após o infarto do miocárdio, após cirurgias de ponte de safena e cirurgias das válvulas cardíacas, após a angioplastia, nas doenças do miocárdio e nos pacientes transplantados. Atualmente, em razão do aumento da sobrevida da população, é crescente o número de pacientes portadores de insuficiência cardíaca, que consiste na piora progressiva da função cardíaca. Nesses casos, a reabilitação tem papel essencial, pois melhora a troca de oxigênio nos pulmões e demais tecidos, suprindo, dessa forma, o déficit funcional do coração.

Qual a sua importância na recuperação de um evento adverso?

A reabilitação cardiovascular é de suma importância na recuperação de um evento adverso.  Nas últimas três décadas, inúmeros trabalhos científicos publicados no mundo todo atestam o papel dos programas de reabilitação na melhora da qualidade de vida, da capacidade cardiorrespiratória, bem como na sobrevida. Por essa razão, nas diretrizes de doenças cardíacas, a reabilitação cardíaca figura como tendo alto nível de recomendação.

Como os exercícios ajudam na reabilitação cardíaca?

O elemento central dos programas de reabilitação é, sem dúvida, a prática de exercícios físicos. Os programas são organizados em centros de reabilitação com sala de treinamento físico onde os participantes recebem orientação supervisionada. A prescrição desses treinos é determinada por meio de testes funcionais realizados quando do ingresso dos pacientes no programa e é planejada individualmente, conforme a situação clínica e complexidade de cada caso.

Que tipos de exercícios são realizados?

São realizados diversos tipos de exercício. Os exercícios resistidos são aqueles que melhoram a força muscular dos principais grupos musculares e podem ser realizados com pesos livres, tornozeleiras ou em equipamentos para musculação. Já os exercícios aeróbicos, que melhoram a capacidade cardiorrespiratória, são realizados em esteiras, bicicletas estacionárias e ergômetros de braço (aparelho para exercícios de braço). Temos, ainda, os exercícios de alongamento, que melhoram a flexibilidade. Dispomos também de equipamentos específicos para treinar a força muscular inspiratória, em geral diminuída em pacientes com doenças pulmonares, na insuficiência cardíaca, nos idosos frágeis e, mais recentemente, nos casos em recuperação após COVID-19.

Outras modalidades podem ser aplicadas, como: exercícios funcionais com o peso do próprio corpo, que ajudam a melhorar o desempenho nas atividades da vida diária além dos exercícios de yoga e de relaxamento.

No Hospital Samaritano Paulista, dispomos também de duas piscinas, que nos possibilitam uma alternativa de treino, em especial no caso de pacientes com limitações ortopédicas e nos mais frágeis.

Quais os benefícios?

São vários os benefícios do exercício. Melhora da qualidade de vida, realização de esforços com menos desconforto, controle de comorbidades como diabetes, hipertensão, lipídios sanguíneos (como colesterol e triglicérides) e controle do peso corporal, com diminuição do percentual de gordura. Além desses benefícios, é relatada em diversos artigos científicos uma melhora da depressão e da ansiedade e a prevenção de diversos tipos de câncer, como o câncer de mama.

Ajuda na prevenção de outros eventos?

O exercício físico praticado regularmente e a redução do hábito sedentário, que é a permanência na posição sentada por muitas horas seguidas, ajudam no controle dos fatores de risco cardiovascular e, por essa razão, contribuem para a prevenção de eventos futuros.

Há restrições para a prática desses exercícios?

Há poucas restrições para a prática de exercícios e, quando existem, geralmente são temporárias. Exemplos de casos que requerem controle clínico ou um maior tempo decorrido após o evento agudo para iniciar o programa são pacientes que tiveram infartos complicados por parada cardíaca ou edema agudo de pulmão, aqueles com quadro clínico descompensado, como os portadores de insuficiência cardíaca, hipertireoidismo e hipertensão arterial, e nos quadros febris.

Existem modalidades diferentes de reabilitação?

Em geral, os programas de reabilitação são adaptados ao estágio da doença e, por isso mesmo, divididos em fases. A chamada fase 1 é aquela que o paciente realiza ainda internado no hospital, após um evento agudo ou descompensação da doença. Após a alta hospitalar, inicia-se a fase 2, que é a que realizamos no centro de reabilitação e necessita de supervisão médica e de profissional habilitado, com formação em fisioterapia ou educação física e especialização em Reabilitação. No Hospital Samaritano Paulista, também dispomos de profissionais para acompanhamento do paciente por telemedicina à medida que a necessidade de supervisão diminui. Essa modalidade de treino, denominada telerreabilitação, teve grande impulso no período de COVID-19 por possibilitar a manutenção dos programas de reabilitação.

Quanto tempo costuma durar o programa?

Em geral, as sessões de treino têm duração de uma hora. A duração do programa presencial no centro de reabilitação costuma ser de dois a três meses, podendo variar conforme a gravidade dos pacientes. No Samaritano Paulista, dispomos do monitoramento após o período presencial.  Em princípio, esse monitoramento é previsto para uma duração de dois anos, durante os quais o paciente recebe vídeos com sugestões de treinos variados e também é acompanhado por telefone por profissional habilitado que dá orientações, esclarece dúvidas e questiona quanto aos treinos e eventuais intercorrências de saúde.

Samaritano Paulista: estrutura completa e equipe multidisciplinar

O Centro de Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital Samaritano Paulista está instalado em área de 1.600 m2, dividida em dois ginásios, duas piscinas e espaço para terapia ocupacional. É equipado com esteiras e modernos aparelhos, incluindo bicicletas subaquáticas e mecanismos de suspensão para pacientes com limitação de mobilidade. A equipe multiprofissional é integrada por cardiologistas, fisiatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores físicos.  O serviço também oferece atendimento por telemedicina. Para saber mais, acesse https://paulista.hospitalsamaritano.com.br/reabilitacao

O telefone para agendamento de consulta é (11) 3003-2597

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