Imagem com uma pessoa jogando xadrez com um paciente idoso que sofre de Alzheimer.

Cuidados com o paciente com Alzheimer: síndrome do pôr do sol

21/09/2018 - 3 minutos de leitura

Neste Dia Mundial do Alzheimer, saiba o que é a Síndrome do pôr do sol e como aliviar os seus sintomas

O Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso que, na maioria dos casos, afeta pessoas com mais de 60 anos. Um dos principais desafios no seu enfrentamento é a rotina de cuidados do paciente, que geralmente é feita em casa, pela própria família. Em alguns pacientes, sintomas comportamentais como agitação, ansiedade e confusão, podem ficar mais intensos no fim da tarde e no início da noite, um fenômeno que é conhecido como Síndrome do pôr do sol.

Fatores que potencializam a síndrome
No fim do dia, a fadiga do paciente aumenta, deixando-o mais propenso ao estresse. O cuidador também está cansado e precisando de uma pausa, por isso, diminui a estimulação, o que aumenta o tédio do doente. A diminuição da luz solar também favorece o aumento da inquitação do paciente com Alzheimer.

Aliviando os sintomas
Para minimizar os efeitos da síndrome do pôr do sol, é crucial estabelecer uma rotina para o período de transição do dia para a noite, ou seja, das 16 h às 19 h. A principal estratégia para lidar com o paciente que apresenta esses sintomas é aumentar as atividades antes do período crítico e reduzi-las no fim da tarde/início da noite, assim como os estímulos (barulho, bagunça ou o número de pessoas no cômodo), propondo um cochilo no lugar. 

Também é importante tranqüilizar a pessoa com demência, dizendo com freqüência, onde ela está ou situando-a sobre o que está acontecendo. Isso pode ajudar a evitar situações estressantes ou perturbadoras. 
Se paciente quiser atenção constante enquanto o cuidador estiver engajado em outras atividades, uma saída é ocupá-lo com tarefas simples ou pedir para algum familiar ou amigo passar um tempo com ele.

Números
Quanto mais velha a população, maior a chance de desenvolver distúrbios e doenças que afetam a memória e o processamento do cérebro. Estima-se que Em 2030, 75 milhões de pessoas viverão com algum tipo de demência e, a cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos sejam registrados. Atualmente, elas afetam 47 milhões de pessoas globalmente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 50% a 60% dos casos em todo o mundo. No Brasil, a doença afeta 1,2 milhão de pessoas, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

Fonte: Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano.

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