Imagem com uma família se abraçando.

De coração novo!

11/12/2017 - 3 minutos de leitura

Imagine que seu coração ameaçasse parar de bater, três ou quatro vezes por dia. O metalúrgico Lorival Aguiar, de 48 anos, viveu essa incerteza por anos a fio, até que foi submetido a um transplante, no último mês setembro, e seu futuro ganhou um novo contorno. Durante os oito meses em que esperava pelo órgão, ele ficou internado no Hospital TotalCor, onde recebeu assistência para aguentar firme. Conheça essa história emocionante, contada pelo próprio Lorival:

“Em 1990, durante exames pré-operatórios para uma cirurgia de hérnia, descobri que tinha doença de Chagas, acompanhada de arritimia cardíaca. O impacto da notícia na minha família foi muito grande, por se tratar de um problema de coração. Minha esposa e minha filha ficaram muito apreensivas.

Procurei ajuda de uma psicóloga, passei a fazer um acompanhamento rigoroso com um cardiologista e a tomar medicamentos de uso contínuo. Mas tinha muita responsabilidade no trabalho, vivia estressado e era fumante, o que foi agravando a situação aos poucos.

Em 2013, não conseguia mais subir escada e cheguei a desmaiar, jogando futebol. Meu médico tinha avisado que eu precisava colocar um marcapasso, porque meu coração estava muito fraco, mas eu ficava adiando. Tenho medo de médico, de cirurgia, que dirá pensar em mexer na ‘peça principal’ do meu corpo.

Em 2014, fui padrinho de casamento e tive um infarto dentro da igreja. Em 6 minutos, eu estava no hospital e conseguiram me reanimar. Graças a Deus, não tive nenhuma sequela. Na ocasião, os médicos colocaram um desfibrilador no meu peito. [Trata-se de um aparelho que detecta alterações graves no batimento cardíaco e emite impulsos elétricos, como se fossem choques, para retomar a regularidade].

Dali em diante, minha vida ficou difícil. Eu sentia muita falta de ar, inchava, comecei a ter crises de pânico. Tinha pavor de passar mal em algum lugar onde não houvesse possibilidade de socorro imediato.

Mesmo assim, tentava trabalhar e seguir a rotina, mas ficava mais no hospital do que em casa. Tinha dia em que o desfibrilador chegava a disparar quatro vezes. Se eu não me segurasse, caia no chão, onde quer que eu estivesse.

Em janeiro deste ano, tive de ser internado em definitivo. O transplante seria minha única saída. Fiquei 8 meses e 20 dias no hospital. Formei uma verdadeira família com a equipe: o pessoal da limpeza, os enfermeiros, os médicos. Eles é que me deram toda a força, fizeram a minha cabeça para que eu conseguisse esperar pelo coração novo.

Eu pensava “Não vou sair da mesa de cirurgia”, mas eles me apresentavam pessoas que tinham enfrentado um transplante bem sucedido, davam muito apoio. O acolhimento foi tão importante quanto o tratamento, em si.

Em setembro, no dia do aniversário da minha esposa, a médica entrou no quarto, perguntando se eu estava em jejum, entre outras questões. Entendi que havia um doador disponível. Tremi, chorei muito, ajoelhei e agradeci a Deus.

O hospital acionou minha esposa, minha filha e meu genro. Todos chegaram ao meu quarto tremendo, chorando muito. Mas eu estava confiante.
Quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que fiz foi perguntar pela minha família.

Na manhã seguinte, acordei na UTI e pedi para telefonar para a minha esposa. Quando ela atendeu, comecei a cantar. Minha voz estava mais potente, já sentia a diferença. Ela ficou muito emocionada. Afinal, são 26 anos de casados.

Desde o início, percebi que meu coração estava batendo bastante, que a nova máquina funcionava muito bem. Agora, vou completar três meses da cirurgia. Ando, subo escada várias vezes ao dia — coisa que não fazia há 2 anos.

Minha filha está noiva, terminando a faculdade. Tenho planos de vê-la formada e assistir ao seu casamento. Fui conhecer o novo apartamento dela. Quero aproveitar que eu e minha esposa estamos aposentados para viajar bastante. Deus sabe o tempo certo.

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Autor Americas Serviços Médicos

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