Imagem ilustrativa dos agentes infecciosos da Sepse.

Dia Mundial da Sepse: detecção precoce e tratamento imediato podem salvar vidas

11/09/2018 - 3 minutos de leitura

Identificar e tratar rapidamente uma infecção em seu estágio inicial pode ser crucial para evitar a sepse — uma resposta inflamatória intensa do organismo a um agente infeccioso, como um vírus, uma bactéria ou um fungo. A sepse é uma das principais causas de internação nas Unidades de Tratamento Intensivo, com uma alta taxa de mortalidade, podendo chegar próximo de 50%, segundo alguns estudos. Confira, abaixo, a entrevista com o Dr. Bruno Mazza, gerente nacional das unidades de terapia intensiva do Grupo Americas Serviços Médicos, sobre como minimizar o impacto do problema:

Qualquer pessoa pode ter sepse?
A sepse é uma resposta inflamatória exacerbada a um quadro infeccioso. O risco de desenvolvê-la é maior em alguns grupos de pacientes, mas qualquer pessoa pode ter, desde que apresente um quadro infeccioso.

Como prevenir?
Cuidados com a higiene, ter uma alimentação e hábitos de vida saudáveis previnem quadros infecciosos e, consequentemente, a probabilidade de desenvolver sepse. Mas, uma vez instalado o processo infeccioso, seja uma amigdalite, um abcesso dentário, ou uma pneumonia, não é possível evitar, completamente, que ele evolua para sepse.

Por que a sepse acontece?
São vários fatores que podem desencadear o problema. Existem algumas bactérias, por exemplo, que são mais agressivas e que podem levar a uma resposta inflamatória maior do organismo. Há também a resposta do próprio organismo, que está relacionada às condições imunológicas do paciente. Por fim, é preciso levar em conta o tipo e o local de infecção e o grau de contaminação do organismo. Por exemplo, existe diferença entre uma pneumonia comunitária e uma infecção abdominal por uma perfuração de uma alça intestinal.

Quanto mais saudável o paciente, maior a chance de não desenvolver sepse?
Não é bem isso. Um paciente saudável pode desenvolver sepse, pois a resposta está relacionada a diversos fatores, inclusive, do próprio organismo. No entanto, pessoas com doenças crônicas que afetem o sistema imunológico ou que alterem a resposta fisiológica do organismo a um evento infeccioso, têm maior risco e devem redobrar a atenção.

Exemplos: idosos, diabéticos, pessoas transplantadas ou com uso de medicações que comprometam o sistema imunológico.

Então, como prevenir?
A identificação e o tratamento precoce de um quadro infeccioso podem evitar que ele progrida para sepse. Ao sentir um aumento da frequência cardíaca, febre, queda de pressão, falta de ar, redução da diurese ou rebaixamento do nível de consciência, entre outros sintomas o paciente deve procurar um médico rapidamente, para que a infecção seja tratada o quanto antes. O ideal é que o indivíduo seja medicado nas primeiras horas com antibiótico, receba hidratação com soro, a fim de estabilizar os níveis de pressão, e faça exames para identificação do agente infeccioso.

Quais os sinais de infecção mais séria em crianças?
Febre, pressão arterial baixa, falta de ar e de apetite, queda na oxigenação, prostração, irritabilidade excessiva, vômitos, diarréia, redução da diurese e sonolência.

Afaste as infecções
Alguns hábitos simples reduzem os riscos de infecção e, consequentemente, de sepse:

- Reforce a higiene pessoal: passar fio dental e escovar os dentes após as refeições, lavar as mãos ao chegar da rua, antes das refeições e de preparar alimentos e usar álcool gel eliminam micro-organismos causadores de infecções.
-Tenha uma vida saudável: alimentar-se bem, com carnes magras, frutas, verduras e alimentos naturais, em geral, além de um sono de qualidade e praticar exercícios físicos, ajudam a fortalecer o sistema imunológico, protegendo o organismo de doenças.
- Vacinação: o risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação.

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Autor Americas Serviços Médicos

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