Imagem com texto 'Quatro consequências do diabetes que você pode prevenir'.

Diabetes sob controle

14/11/2017 - 4 minutos de leitura

Infarto, AVC, insuficiência renal e cegueira são algumas das piores consequências da doença. Mas ela só é capaz de causar estragos se estiver descontrolada. Veja como tomar as rédeas da situação e manter as taxas de glicose em equilíbrio

Aproximadamente, 13 milhões de pessoas sofrem de diabetes do Brasil. Isso não seria um problema tão sério se todo mundo tivesse consciência da alteração e dos danos que ela pode provocar, aderindo ao tratamento o quanto antes.

Infelizmente, a disfunção pode passar despercebida, já que, muitas vezes, não promove sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por isso, segundo o Ministério da Saúde, metade dos pacientes sequer sabe que têm a doença.

Vale ficar atento aos sinais clássicos, como urinar com muita frequência, apresentar sede exacerbada, fome exagerada e perda de peso involuntária. Fadiga, coceira na pele, infecções de repetição e inflamação no pênis também podem despertar suspeita.

No entanto, o que funciona mesmo é detectar a alteração quando ela ainda não provoca sintomas. Por isso, quem faz parte do grupo de risco deve consultar um endocrinologista para avaliar a necessidade de fazer um teste de glicemia, que nada mais é do que a dosagem dos níveis de açúcar, por meio de uma amostra de sangue.

Esse exame pode ser feito em jejum e/ou após a ingestão de uma carga de glicose, a critério médico, ou mesmo pela dosagem da hemoglobina glicada — outro parâmetro que denota o desequilíbrio. Se o resultado for normal, o ideal é repetir o teste em intervalos que variam de três a sete anos, dependendo do risco. Veja quem são os fatores que justificam a investigação:

- Idade superior a 45 anos

- Sobrepeso ou obesidade

- Histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau

- Hipertensão arterial

- Diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos

- Doença cardiovascular (comprometimento das artérias ou dos vasos do cérebro, que pode culminar em infarto ou AVC).

- Antecedente de diabetes gestacional

- Colesterol HDL inferior a 35 mg/dl ou triglicérides superior a 150 mg/dl

“Tenho diabetes. E agora?”

Felizmente, a confirmação da disfunção não é o que sentencia o futuro do paciente — mas, sim, a adesão ao tratamento e os hábitos de vida. Manter a glicose dentro dos parâmetros adequados é o fator realmente decisivo nas perspectivas de saúde de quem tem a doença.

Primeiro, é necessário identificar de que tipo é o diabetes. O tipo 1 corresponde a cerca de 10% dos casos, segundo o Ministério da Saúde. De caráter autoimune, ocorre quando o próprio sistema imunológico começa a atacar as células do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina — o hormônio que atua no aproveitamento do açúcar como energia. Sem insulina suficiente, fica sobrando açúcar em circulação. O problema tende a se manifestar logo na infância ou na adolescência.

Já o diabetes tipo 2 representa mais de 90% dos casos e acontece quando a insulina produzida não dá conta de cumprir seu papel. Geralmente, isso é resultado de obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada, repleta de açúcar e carboidrato refinado. Na tentativa de compensar a falha na atuação da insulina, o pâncreas trabalha redobrado na fabricação, até que, devido à sobrecarga, acaba entrando em falência.

Uma vez fechado o diagnóstico, é importante que o paciente mantenha uma rotina de monitoramento da glicemia, conforme a orientação do seu médico. Ele é feito por meio de um aparelhinho portátil, que mede os níveis de glicose a partir de uma gota de sangue — para isso, dispõe de uma agulha bem fina, que faz um furinho no dedo, praticamente indolor.

Tendo como base esse acompanhamento, a melhor saída é se apoiar no tripé da saúde: medicamento prescrito pelo médico, alimentação correta e atividade física. Entenda o papel de cada um deles:

Medicamentos: no caso do diabetes tipo 1, o tratamento é feito com insulina, visando repor o hormônio que não é produzido pelo organismo. Já no caso do tipo 2, nem sempre a insulina é necessária. Dependendo do estágio da doença, os médicos podem prescrever medicamentos capazes de melhorar a ação da insulina disponível, otimizando o aproveitamento do açúcar. Atenção: é fundamental seguir o esquema prescrito à risca, respeitando as doses e os horários orientados pelo especialista.

Atividade física: é claro que a intensidade e a frequência devem aumentar gradualmente, mas o objetivo final deve ser praticar de 30 minutos a uma hora de exercícios por dia, pelo menos, cinco vezes por semana. Caminhada, ciclismo, dança e outras atividades aeróbicas são boas opções.

Alimentação: a orientação do médico e de um nutricionista é um recurso de grande valor para individualizar a dieta do paciente. Mas, ter em mente algumas premissas ajuda a garantir uma alimentação equilibrada, que mantenha as taxas de glicose sob controle. Veja as estratégias que fazem a diferença:

- Fracione a alimentação em cinco ou seis refeições diárias, para manter os níveis de glicose estáveis.

- Troque carboidratos refinados, como os de massas, pães e bolos simples, por integrais. Eles são absorvidos mais lentamente pelo organismo, evitando picos de insulina.

- Evite doces e açúcar e maneire na ingestão de álcool, sem ultrapassar uma dose ao dia e sempre junto com as refeições.

- Produtos diet são alternativas válidas, desde que se preste atenção às suas calorias.

- Se precisar perder peso, sua dieta deve ter uma redução de 500 a mil calorias, em relação ao valor energético estabelecido por dia.

- Dê sempre preferência aos produtos naturais, como legumes e verduras, reduzindo ao máximo o consumo de produtos industrializados.

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