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Dor no peito? É hora de ir ao pronto-socorro

Embora possam estar associadas a problemas de baixa gravidade, essas dores também podem sinalizar ocorrências mais graves, como um infarto. Nesses casos, a agilidade e qualidade do atendimento fazem toda a diferença.

Se você sentir dores no peito (ou dores torácicas, como os médicos as chamam), o melhor a fazer é procurar rapidamente atendimento médico de urgência. Na maioria dos casos, essas dores estão associadas a causas de baixa gravidade, como ansiedade, problemas musculares ou digestivos. Mas não vale arriscar, porque elas são também um dos principais sintomas de enfermidades cardiovasculares, entre elas as síndromes coronárias agudas, como o infarto agudo do miocárdio, doença que mais mata em todo o mundo. Merecem especial atenção as dores que se manifestam na forma de aperto ou peso no tórax por períodos prolongados, muitas vezes irradiando para os braços, pescoço ou região próxima ao estômago.

As síndromes coronárias agudas ocorrem devido à interrupção ou diminuição do fluxo de sangue na coronária, artéria que irriga o coração. Quando essas obstruções provocam a morte de partes do músculo cardíaco, acontece o infarto. Quando há obstrução aguda, mas o músculo permanece preservado, trata-se de uma angina instável, a qual pode mais tarde levar ao infarto.   

“De todos os pacientes que chegam à emergência com dor no peito, cerca de 15% têm diagnóstico de síndrome coronária aguda. Existem outras causas graves, mas que são menos comuns, como a dissecção da aorta, quando há um “rasgo” na parede dessa artéria, podendo haver rompimento em alguns casos, e a embolia pulmonar. Estas não chegam a 5% do total de pacientes. Os outros cerca de 80% estão relacionados a causas benignas. Mas para fazermos a diferenciação, é imprescindível que o paciente seja atendido com urgência”, afirma o Dr. Pedro Barros, coordenador da Rede de Dor Torácica e Telemedicina Cardiológica do Americas Serviços Médicos.

O que faz a diferença

Tempo e serviços médicos qualificados são essenciais no cuidado do paciente com dores no peito.  Entre outros pontos importantes do atendimento, estão:

  • Realização de eletrocardiograma em até 10 minutos após a chegada do paciente ao pronto-socorro.
  • Se for identificada a obstrução total da artéria, o paciente precisa ser submetido em até 90 minutos a um cateterismo (angioplastia primária para desobstrução da artéria e colocação de stents). Aproximadamente um terço das síndromes coronárias agudas demanda esse tipo de intervenção.
  • Se o resultado do eletrocardiograma não é conclusivo e as artérias não se encontram totalmente fechadas, o protocolo de investigação deve ser estendido, incluindo exame de sangue para verificação de marcadores cardíacos. Outros exames serão definidos de acordo com cada caso, incluindo a realização de novos eletrocardiogramas. Quando confirmada a necessidade de cateterismo, o procedimento deve ser realizado em um prazo de até 24 horas, definindo-se o tipo de intervenção mais adequado: angioplastia ou ponte de safena por meio de cirurgia aberta. Quando o paciente não pode ser submetido à angioplastia ou ponte de safena, o tratamento é medicamentoso.

Protocolos rigorosos e reconhecimento internacional

Todos os hospitais da rede Americas Serviços Médicos seguem o protocolo de atendimento da dor torácica definido pelo American College of Cardiology (ACC), entidade que credencia e monitora a qualidade de serviços cardiovasculares nos mais diversos países.

“Além de padronizados, nossos processos assistenciais e métricas de atendimento são rigorosamente monitorados, colocando-nos entre as instituições com os melhores desempenhos em todo o mundo”, destaca o Dr. Pedro. Por mês, são abertos, em média, mil protocolos de pacientes com dor torácica na rede de hospitais do grupo Americas. 

Um dos destaques dessa rede é o Hospital Samaritano Paulista, que acaba de ser reconhecido pelo ACC como Chest Pain Center. É o único hospital da América Latina a ostentar esse título. “Para os pacientes, isso significa ter a segurança de que as abordagens da investigação e do tratamento das dores do peito são feitas da melhor forma, desde a entrada no pronto-socorro até depois da alta hospitalar, quando eles continuarão tendo um seguimento correto, independentemente das causas do problema”, diz o Dr. Pedro.

Em 2015, o Samaritano Paulista (na época TotalCor) já havia conquistado o Chest Pain MI Registry Platinum Performance Achievement Award, premiação máxima concedida pelo American College of Cardiology e American Heart Association. No hospital, todos os pacientes avaliados realizaram eletrocardiograma em menos de 10 minutos. O mesmo resultado se repete no uso das medicações corretas e em relação ao chamado tempo de porta-balão, o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a realização do procedimento para desobstrução da artéria. A recomendação internacional é que esse tempo não ultrapasse os 90 minutos, a média do Samaritano Paulista está abaixo dos 60 minutos.

Saiba mais sobre o infarto

Além de dor no peito, falta de ar, mal-estar intenso, desmaios ou sensação de que eles vão acontecer também podem sinalizar o infarto. Mas atenção: cerca de 30% dos infartos ocorrem sem dores no peito, principalmente nas pessoas com idade mais avançada e nos diabéticos.

Pessoas mais idosas, fumantes, indivíduos sedentários, pacientes com diabetes, pressão alta ou colesterol elevado e indivíduos com histórico familiar relacionado à doença são mais suscetíveis ao infarto. O problema afeta mais homens que mulheres até a época da menopausa, período em que a taxa de ocorrência entre os sexos tende a se igualar. Uma das possíveis explicações seria relacionada à produção dos hormônios femininos, que protegem o sistema cardíaco e que deixam de ser produzidos.

Em tempos de COVID-19

Mesmo em tempos de COVID-19, não deixe de procurar atendimento se sentir dores no peito. “Nesses casos, ficar em casa ou postergar a busca de cuidados médicos pode implicar riscos importantes”, adverte o Dr. Pedro. “No começo da pandemia, em Nova York, triplicou o número de pessoas que tiveram parada cardíaca em casa, justamente porque deixaram de procurar os serviços de emergência, mesmo apresentando quadros de dores do peito”, lembra o médico.

Diante desse sintoma, ele recomenda: “procure um hospital de confiança, com protocolos de atendimento para pacientes com dores torácicas que garantam investigações e intervenções rápidas e efetivas.” Além disso, é importante observar medidas de segurança contra a COVID, como as adotadas nos hospitais da rede Americas, que têm fluxos de atendimento separados, assegurando que pacientes com COVID e sem COVID não tenham contato em nenhuma etapa ou estrutura de atendimento hospitalar (pronto-socorro, internação, serviços diagnósticos, UTI, centro cirúrgico, medicina intervencionista, etc.).

Atendimento na Rede Americas

Todos os hospitais da rede Americas têm pronto-socorro e adotam o protocolo de atendimento da dor torácica recomendado pelo American College of Cardiology. Acesse https://www.americasmed.com.br/ e encontre a unidade de seu interesse em seu estado.

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Americas Serviços Médicos

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