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Embolização: corte de suprimento para miomas, tumores e afins

26/09/2017 - 2 minutos de leitura

Essa técnica é empregada para tratar de câncer a aneurismas. Entenda como funciona esse procedimento inovador, pouco invasivo e bastante eficaz

O que os miomas - aqueles tumores benignos que crescem no útero - , os aneurismas e o câncer têm em comum? Todos eles consistem em estruturas que necessitam de irrigação sanguínea para crescer e se manter.

Mas, como nenhuma delas é bem-vinda no organismo, tornar o ambiente hostil para o seu desenvolvimento é uma alternativa inteligente. Esse é o princípio da embolização, uma técnica em que o médico injeta, em uma artéria, algum material capaz de obstruí-la, bloqueando o fluxo de sangue para essas formações indesejadas.

Vamos tomar os miomas como exemplo, considerando que eles afetam até 50% das mulheres, provocando sintomas como cólica, sangramento excessivo, aumento do volume uterino e dificuldade de engravidar ou manter a gestação. Em boa parte dos casos, a embolização é uma saída eficiente e segura para por fim a esse incômodo.

O procedimento é minimamente invasivo, realizado com anestesia local e sem a necessidade de cortes. “Por meio de um pequeno furo, de até dois centímetros, na região da virilha, o radiologista intervencionista introduz um catéter. Com o auxílio de um equipamento digital de alta definição, ele guia o catéter até a artéria que leva sangue ao útero”, esclarece o Dr. Henrique Elkis, cirurgião endovascular e radiologista intervencionista do Hospital Paulistano, em São Paulo.

Por meio do catéter, o médico injeta microesferas de uso biológico, bloqueando o fluxo sanguíneo que alimenta os miomas. Assim, eles tendem a regredir, atenuando os sintomas, conforme explica o especialista. As taxas de sucesso do método, para essa finalidade, se aproximam de 100%.

Outra vantagem é que a recuperação, após o tratamento, costuma ser mais rápida, exigindo, no máximo, um dia de internação, além de não deixar cicatrizes.

A embolização também vem sendo empregada para tratar outras doenças, como o aneurisma de aorta — formação de uma espécie de bolha de sangue nessa artéria, sujeita a se romper, provocando uma grave hemorragia — , e câncer de fígado, além de seu potencial de ser explorada como recurso terapêutico para outras doenças, como o aumento benigno da próstata.

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