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Esporte amador: como evitar lesões e outros problemas?

Atividade física é saúde, mas praticada sem alguns cuidados indispensáveis pode provocar lesões e até problemas cardíacos, inclusive a morte súbita. Quem teve COVID e homens na faixa dos 40 anos devem redobrar os cuidados. 

Após um longo período de pausa da prática regular de esportes e atividades físicas devido ao isolamento social, muitos estão ávidos para retomar suas corridas, jogar futebol com os amigos, frequentar a academia, etc. Outros iniciam agora, buscando uma vida mais saudável, perda de peso, controle da hipertensão ou apenas como lazer.

A prática de exercícios físicos é benéfica, mas não deve ser iniciada ou retomada sem uma avaliação específica conhecida como APP (Avaliação Pré-Participação – veja quadro no final da matéria), realizada por um médico do esporte ou cardiologista, com exames clínico, cardiopulmonar e do aparelho locomotor.

“Somente com essas informações é possível indicar tipo de atividade mais adequado, frequência e intensidade, de forma que possa ser praticada com segurança, sem risco de comprometer a saúde em geral e, principalmente, gerar um mal súbito”, afirma o Dr. Carlos Vicente Andreoli, ortopedista e médico do esporte do Americas Serviços Médicos e diretor médico da Confederação Brasileira de Basquetebol.   

O alerta vale para as pessoas de forma geral, mas o cuidado deve ser redobrado por quem teve COVID-19, pois pode ter algum comprometimento tanto pulmonar quanto muscular; e homens com idade entre 40/45, que correm mais risco de mal súbito.

A avaliação também permite indicar correções para algum problema ortopédico, como o pé plano (chato), que pode prejudicar a prática e causar lesões.

Dependendo do caso, pode ser recomendado contar com o suporte de um fisioterapeuta ou educador físico. “Se a busca é por performance ou participar de competições, a orientação profissional é importante. Mas se a ideia é lazer ou entrar em forma, não tem necessidade. O fundamental é a avaliação médica inicial”, diz Felipe Tadiello, fisioterapeuta do Americas, da Confederação Brasileira de Basquete e do time principal do São Paulo Futebol Clube.

Tanto a APP como o acompanhamento profissional ajudam na prevenção de lesões, pois orientam sobre a forma adequada de realizar o exercício, sem sobrecarregar o organismo. “É muito comum iniciar uma prática sem orientação e tentar multiplicar o desempenho em poucas semanas, resultando em lesões que podem levar meses para recuperação”, reforça o Dr. Carlos Vicente.  

Recomendações para os atletas que estão começando ou recomeçando

  • Iniciar com moderação, duas a três vezes por semana, em sessões de 40/50 minutos.
  • O aumento da intensidade e do ritmo deve ser aos poucos, após três ou quatro semanas de prática naquele formato. Se o objetivo for performance, somente o profissional especializado pode orientar como intensificar os treinos, assegurando o fortalecimento muscular necessário para alcançar o objetivo sem lesões.
  • Como aquecimento, é importante realizar exercícios de mobilidade durante 5 a 10 minutos. Descobriu-se recentemente que o simples alongamento não traz benefícios nessa etapa preliminar. O exercício pode até ser baseado no alongamento, mas com repetição dos movimentos, como rotação do tornozelo e flexo-extensão da coluna.
  •   O alongamento pode ser realizado após o treino para relaxamento.
  • O ideal é alternar exercício aeróbico com fortalecimento muscular.
  • Hidratação durante e depois do exercício é fundamental.

Tipos de lesões

  • Lesões crônicas: incluem tendinopatias (lesões de tendão), lesões musculares e fratura por estresse. Ocorrem geralmente em esportes sem contato físico com outros, como corrida, natação, tênis, etc. Essas lesões são causadas, na maioria dos casos, por sobrecarga muscular devido a movimentos repetidos em treinos excessivos. A dor começa após fazer a atividade, mas vai se tornando cada vez mais presente e intensa.
  • Lesões traumáticas: são problemas como fraturas, luxações e entorse, comuns em esportes com impacto, como futebol, basquete e rúgbi, entre outros. Causam dor intensa e aguda. O problema também pode ser gerado a partir de uma lesão anterior e resultar em uma ruptura, como a do tendão de Aquiles.

O que fazer?

Ao sentir dores constantes, mesmo moderadas, procure um médico ortopedista. Lesões recorrentes não tratadas são a maior causa de abandono da atividade física. “Qualquer dor não é normal e deve ser investigada. Mesmo dores em outros membros não diretamente exigidos no exercício podem ser resultantes de esforço demasiado causado por uma compensação física, por exemplo”, explica  Felipe Tadiello.

Uma lesão traumática precisa ser avaliada por um ortopedista o mais rapidamente possível. Ao sentir a dor, interrompa a atividade, coloque gelo e procure um médico.

Exames da Avaliação Pré-Participação

  • Exame clínico para levantar perfil e histórico de doenças do atleta e de familiares
  • Exames bioquímicos (sangue)
  • Exames cardiológicos: eletrocardiograma, teste ergométrico e espirometria (avaliação do sistema respiratório)

Centros especializados em Medicina do Esporte

Atletas profissionais e amadores e praticantes de atividades físicas em geral contam com serviços diferenciados nos centros especializados em Medicina do Esporte disponíveis atualmente em dois hospitais da rede Americas Serviços Médicos: o Alvorada Moema e o Samaritano Higienópolis, ambos localizados em São Paulo. Com equipe multidisciplinar e abordagem integrada, esses centros disponibilizam desde consultas, exames diagnósticos e cuidados preventivos até procedimentos complexos realizados por ortopedistas especializados em diferentes tipos de lesões (ombro, cotovelo, mão, joelho, quadril, etc.), além de reabilitação.

Para saber mais, acesse:

https://higienopolis.hospitalsamaritano.com.br/ortopedia (Samaritano Higienópilis)

https://www.hospitalalvorada.com.br/centro-de-excelencia-em-ortopedia (Alvorada Moema)

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