Moça de óculos satisfeita com seu trabalho em ambiente descontraído

Estresse crônico aumenta problemas cardiovasculares. Saiba como evitar

O aumento de doenças cardiovasculares em pessoas mais jovens não é mais uma novidade para a ciência e especialistas explicam: o estresse contribui para problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Essas condições, antes consideradas exclusivas da terceira idade, têm afetado cada vez mais jovens adultos por conta de rotinas corridas e situações frequentes de tensão no ambiente de trabalho. 

O corpo responde ao estresse 

No início de um quadro de estresse, o paciente pode apresentar sintomas como fadiga, desânimo, dificuldade de concentração e irritabilidade. Já em casos mais avançados, as manifestações podem incluir falta de ar, batimentos acelerados e transpiração excessiva - características muito semelhantes às do infarto. Questões psicológicas como ansiedade e déficit de atenção também são consequências comuns desse problema. 

Esses efeitos têm a ver com a quantidade de hormônios liberados em situações estressantes. O principal deles se chama cortisol e é conhecido como o “hormônio do estresse”. A partir dessa liberação, o corpo produz glóbulos brancos em excesso que, ao se acumularem nas paredes das artérias, reduzem o fluxo de sangue e favorecem a formação dos coágulos. E todo esse processo eleva o risco de doenças cardiovasculares. 

Conheça os diferentes tipos de estresse 

Apesar de pouco mencionadas, existem três subdivisões que estão ligadas à duração, origem e frequência dos quadros de estresse. Todas elas podem apresentar sintomas parecidos, dependendo da causa e intensidade da situação estressante. É importante 

saber identificá-las e lançar mão de ajuda médica em casos mais graves para prevenir outros problemas de saúde. 

● Agudo:É o tipo mais comum de estresse e costuma surgir a partir de situações isoladas e pós-traumáticas, como um acidente ou uma briga. Esses episódios costumam ter curta duração e são pouco nocivos à saúde, pois não são frequentes. 

● Agudo episódico:A principal diferença nesses casos é a frequência. As situações recorrentes de estresse tornam a pessoa pessimista e mais suscetível a crises nervosas. Esses quadros contribuem para o surgimento de úlceras e gastrites. 

● Crônico: Apesar de menos comum, esse é o tipo que mais causa danos. Além de constante, o estresse crônico pode durar dias. Geralmente, a origem do problema tem relação com situações traumáticas, que afetam também a personalidade do paciente. 

Como reduzir o estresse e prevenir os problemas que ele acarreta 

Especialistas defendem que hábitos saudáveis são grandes aliados no combate ao estresse crônico. Isso porque, ao praticar exercícios físicos, por exemplo, o organismo libera hormônios relacionados ao bem-estar e sentimento de alegria, como serotonina e dopamina. Atividades como meditação, relaxamento e acompanhamento psicológico também contribuem. 

Já no caso da alimentação, quanto mais saudável, menores os riscos de problemas cardiovasculares (que podem ser agravados em situações estressantes). Pessoas com histórico familiar de infarto e acidente vascular cerebral devem ter o dobro de atenção. O ideal é investir também na qualidade do sono, controlar o peso e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. 

Fontes: - http://www.scielo.br/pdf/reben/v69n2/0034-7167-reben-69-02-0351.pdf - http://prevencao.cardiol.br/fatores-de-risco/estresse.asp 

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