A imagem mostra um médico ao lado esquerdo, e uma paciente á direita cumprimentando-se.

Exames periódicos em adultos

04/09/2018 - 3 minutos de leitura

Rastrear doenças quando elas ainda não apresentam sintomas é o mundo ideal para detectá-las precocemente, aumentando as chances de cura e vida longa. Veja quais são as avaliações que você deve fazer em cada fase da vida.

Se você tem familiares com alguma doença crônica, se apresenta algum mal-estar ou indício de problema, é bem provável que seu médico peça alguns exames para descartar ou confirmar uma enfermidade.

Mas, mesmo as pessoas sadias, que não sentem nada nem apresentam fatores de risco, devem fazer testes regulares para confirmar se está tudo em ordem. O Caderno de Atenção Primária do Ministério da Saúde preconiza o rastreamento de certos problemas, segundo os critérios a seguir.

Dislipidemia

Altos níveis de colesterol e triglicérides são potencialmente perigosos para as artérias. Ao longo do tempo, a gordura se acumula nas artérias, predispondo a infarto e AVC, entre outros problemas. 
Em condições específicas, como histórico familiar de infarto precoce, o rastreamento pode começar cedo, ainda na infância. Mas, via de regra, a recomendação é que a investigação comece aos 35 anos para os homens e aos 45 para mulheres. No entanto, é importante alertar que a presença de fatores de risco, como tabagismo, hipertensão e diabetes, justifica antecipar a investição. Ela é feita por meio de um exame de sangue simples, que mensura, principalmente, as taxas de colesterol total, LDL (a fração mais nociva), HDL (a fração benéfica) e triglicérides.

Hipertensão

O ideal é que a pressão arterial seja avaliada em qualquer consulta de rotina, considerando que a elevação nem sempre provoca sintomas, mas é uma ameaça gigante à saúde do coração, além de contribuir com a ocorrência de AVC e complicações renais. A partir dos 18 anos, homens e mulheres devem fazer a medição e seguir as orientações médicas para controle, se necessário.

Diabetes

O excesso de açúcar no sangue danifica os vasos do corpo inteiro, predispondo a infarto, AVC, insuficiência renal, perda da visão e até amputação dos membros. Mas descobrir a alteração cedo permite controlá-la, prevenindo tantos prejuízos. Então, todos os adultos assintomáticos com pressão arterial acima de 13 por 9 precisam medir a glicemia, também a partir de uma amostra de sangue. Condições como obesidade e histórico familiar podem pesar na decisão do médico de antecipar o procedimento.

E o câncer?
Quanto mais ele demora para ser descoberto, maior a probabilidade de crescer e se espalhar para outras partes do corpo. Por isso, é preciso estar de olho e flagrá-lo quando ainda é pouco expressivo. Veja as recomendações dos médicos, no que se refere ao rastreamento desse grupo de doenças. Mas é importante reforçar que essas regras valem para a população geral, e que as recomendações para os grupos de risco precisam ser individualizadas.

Câncer de colo de útero

Este é o segundo tumor mais prevalente entre as mulheres brasileiras, ficando atrás, somente, do câncer de pele não-melanoma. Por isso, as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Cólo do Útero preconizam a realização do teste citopatológico, popularmente conhecido como Papanicolao, com a primeira coleta aos 25 anos de idade, no caso das mulheres que já tiveram relações sexuais.
Antes disso, o rastramento deve ser evitado. A recomendação é que os dois primeiros exames sejam feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem negativos, que a frequência passe a ser a cada três anos. A regularidade deve se manter até os 64 anos de idade. Depois disso, mulheres que nunca desenvolveram a doença são dispensadas da rotina de triagem, mas só após obterem dois resultados negativos consecutivos, em um período de cinco anos. Portadoras de HIV ou pacientes imunodeprimidas devem ter uma rotina de rastreamento individualizada.


Câncer de mama

Mulheres com idade entre 50 e 69 anos devem fazer uma mamografia a cada dois anos. Antes disso, o teste fica a critério do médico, especialmente diante de fatores de risco. É claro que alterações observadas em exames clínicos também justificam uma investigação mais completa. Sempre é bom lembrar que lesões menores de dois centímetros de diâmetro têm uma chance de cura superior a 90%.


Câncer de próstata
Embora ainda não haja um consenso sobre o rastreamento desse tipo de câncer, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com mais de 50 anos consultem um urologista para uma avaliação da próstata. Aqueles que têm antecedentes familiares de câncer de próstata, são negros ou obesos mórbidos devem antecipar a visita para os 45 anos.
“Durante a consulta, o médico pode solicitar exames como o de toque retal e a dosagem de uma substância conhecida como PSA, para verificar se há indícios de problema na glândula”, comenta a Dra. Clarissa Baldotto, diretora médica de cuidado integrado, do Americas Centro de Oncologia Integrado (RJ).


Câncer de cólon e reto

Via de regra, quem tem mais de 50 anos precisa se submeter a uma colonoscopia — exame invasivo, com acesso pelo ânus, que permite analisar as condições da mucosa intestinal. Mas, novamente, é importante ressaltar que a ocorrência da doença na família pode justificar uma antecipação do exame.
“A partir da primeira investigação, se estiver tudo normal, a colonoscopia pode ser repetida em 10 anos, desde que se faça uma pesquisa anual de sangue nas fezes, que é outro indicativo de alterações”, complementa Clarissa Baldotto.

Câncer de pele

Manchas que coçam, doem, sangram ou descamam; feridas que não cicatrizam em quatro semanas, que mudam de cor, tamanho, ou contornos; elevações ou nódulos na pele sempre merecem uma análise médica.

É de família

Casos de câncer muito precoces ou episódios recorrentes em uma mesma família acendem o sinal amarelo para síndromes genéticas. Nesse caso, o ideal é que o paciente procure um geneticista. “A partir de uma investigação de seu DNA, será possível orientar familiares que, eventualmente, apresentem risco de desenvolver o câncer em questão, garantindo que sejam adotadas todas as medidas preventivas necessárias”, avisa a Dra Maria Angélica.

Outra fonte: Dr. Maurício Jordão, cardiologista do Hospital Samaritano (SP).

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