Imagem de uma mesa cheia de alimentos considerados gordurosos.

Gordura e coração: essa combinação nem sempre é prejudicial

07/07/2017 - 2 minutos de leitura

Nova revisão de estudos revela que banir os alimentos gordurosos do cardápio não é a solução, mas, sim, eleger fontes de um tipo específico de gordura. Entenda.

Levando em conta que as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, representam a principal causa de morte no planeta — são cerca de 17,7 milhões de óbitos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde — , é motivo de sobra para levar o assunto a sério. E não dá para discutir esses problemas sem mencionar o papel nocivo das gorduras, porque, grosso modo, elas realmente contribuem com o entupimento das artérias.

Mas isso não é uma verdade absoluta. O American Heart Association, nos Estados Unidos, acaba de concluir, com base em uma revisão de estudos, que dietas com baixo teor gorduroso não previnem as doenças do coração. Ou seja, simplesmente enxugar a gordura do cardápio não vai resolver a questão.

O que funciona, segundo a instituição, é reduzir o consumo do tipo saturado, aquele contido nas carnes bovinas, na manteiga, nos queijos amarelos, no óleo de coco e no leite integral, por exemplo, e trocá-lo pelas chamadas gorduras insaturadas, presentes no azeite de oliva, nos óleos de soja, de girassol ou de canola, nas castanhas, na linhaça e no abacate, entre outras fontes.

Basicamente, o que distingue os dois tipos de gordura são suas estruturas, no que se refere às ligações de carbono, o que lhes confere propriedades diferentes. Mas o fato é que a substituição das saturadas pelas insaturadas se mostrou eficaz na diminuição do LDL colesterol e do triglicérides, partículas gordurosas que estão entre os principais fatores de risco para a formação de placas nas artérias.

“A constatação tem respaldo na análise de quatro experimentos, em que os efeitos de uma alta ingestão de gorduras saturadas na saúde cardiovascular foram comparados com os de um consumo massivo de gordura insaturada, durante pelo menos 2 anos, sob um rigoroso monitoramento e registro de eventos cardiovasculares”, comenta a Dra. Dhiãnah Chachamovitz, Coordenadora do Centro Médico do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro (RJ).

Vale ressaltar que, isolada, essa adaptação na dieta não reduz a probabilidade de infarto ou AVC. É necessário considerar outros fatores, como estresse, sedentarismo, hábitos alimentares em geral, tabagismo e obesidade.

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