A imagem mostra uma mulher grávida se exercitando em uma bola de ginástica.

Gravidez sem complicação

21/12/2017 - 3 minutos de leitura

Um pré-natal adequado, aliado à adoção de hábitos saudáveis, previne boa parte das intercorrências mais comuns. Fique por dentro:

Os cuidados com o bebê devem começar antes mesmo de engravidar. As mulheres que pretendem ter filhos devem tomar ácido fólico diariamente, em uma dose que varia de 2 a 5 miligramas, conforme orientação do médico. Isso previne a malformação do tubo neural, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal. Mas, se você não tomou essa providência, basta iniciá-la tão logo fique ciente da gravidez, e mantê-la até o final do primeiro trimestre.

O uso de medicamentos também requer atenção. “Isso vale, principalmente, para os remédios de uso contínuo, sobretudo para os da classe dos anti-hipertensivos, diuréticos e antidepressivos, que podem impor riscos ao desenvolvimento do feto”, avisa o Dr. Jorge Rezende Filho, coordenador da obstetrícia do Hospital e Maternidade Santa Lúcia, no Rio de Janeiro. Então, o melhor é consultar um obstetra assim que descobrir a gestação, e questionar sobre a substituição de medicamentos por outros considerados mais seguros nessa fase.

Álcool e cigarro são outros inimigos potenciais. O primeiro está proibido durante os nove meses, devido ao risco de provocar malformações no bebê. “Já o tabagismo pode interferir na circulação da placenta, predispondo à trombose, baixo peso do bebê e redução de líquido amniótico”, alerta o médico.

A prevenção da pré-eclâmpsia também deve ser foco no pré-natal. Trata-se de uma condição exclusiva da gravidez, em que há aumento súbito da pressão arterial, ameaçando mãe e filho. Mulheres com histórico do problema, hipertensas crônicas, portadoras de lúpus ou diabetes, obesas ou que esperam gêmeos necessitam de atenção redobrada com a pressão. Se o médico julgar apropriado, poderá prescrever ácido acetil salicílico em baixa dose, pois há evidência de que a substância ajude a prevenir a pré-eclâmpsia antes de 28 semanas, quando ela é mais perigosa.

Caprichar na alimentação é uma decisão inteligente. O abuso de doces, por exemplo, favorece o diabetes gestacional. De acordo com o Dr. Jorge, a condição pode fazer com que o feto cresça demais, dificultando o parto normal e podendo impactar na respiração, entre outras complicações. Por isso, o melhor é investir em alimentos naturais e integrais, especialmente, carnes, frutas e legumes, sem passar longos períodos em jejum.

A atividade física é outra aliada importante na prevenção de problemas. Mas é claro que, se a mulher era sedentária antes de engravidar, não deve pegar pesado no treino. O melhor é fazer exercícios moderados, com baixo impacto e que não representem risco de queda. É o caso da caminhada e da hidroginástica, por exemplo.

Acompanhamento em dia

O ideal, segundo o Dr. Jorge, é que a gestante passe por consultas mensais com o obstetra e que, no último trimestre, essas visitas se tornem mais frequentes. Ele não só fará uma avaliação física como solicitará exames complementares. As ultrassonografias, por exemplo, devem ser realizadas nos três trimestres, para analisar o desenvolvimento e a formação do bebê. Um recurso chamado dopper é essencial para checar o fluxo de sangue para a placenta. Testes de sangue e urina também são imprescindíveis para descartar infecções potencialmente perigosas para o bebê, como a toxoplasmose e a sífilis, além de monitorar alguns parâmetros, como as taxas de açúcar e coleterol. “A partir da 24ª semana, deve ser realizado um teste de tolerância à glicose, para verificar se está tudo dentro da normalidade”, conclui o especialista.

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