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Hidratação no verão: quem precisa redobrar os cuidados

08/01/2018 - 5 minutos de leitura

A perda de líquido e sais minerais pelo suor nos dias quentes justifica, por si só, um reforço na hidratação, que vale para todo mundo. Mas, há alguns grupos de risco que exigem mais cautela. Dê uma olhada

Só para dar uma ideia da relevância da água para o nosso organismo, ela corresponde a cerca de 45% a 75% do nosso peso corporal, girando em torno de 60% na fase adulta, de acordo com a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

Suas funções são inúmeras. Ela entra na composição da saliva, do sangue, do líquido sinovial (que auxilia no movimento das articulações), das lágrimas e do líquor (que envolve o sistema nervoso central). Além disso, atua como solvente, participando do transporte e da utilização de nutrientes como o cálcio, o potássio, o sódio e o magnésio.

Ou seja, ela é crucial para inúmeras reações bioquímicas que acontecem no organismo, como a fabricação de energia, a contração muscular, a secreção de hormônios, o equilíbrio da temperatura corporal e a circulação sangúinea, entre outros.

Nem é preciso dizer, portanto, que a carência de água leva os órgãos e sistemas a um verdadeiro colapso. E é preciso ter em conta que nós perdemos, diariamente, entre 2 mil e 3.100 mililítros de água por dia, durante processos como os de respiração, transpiração, evacuação e micção.

Via de regra, a desidratação acontece quando a ingestão de líquido é insuficiente ou quando a perda é excessiva. No calor, com a transpiração acentuada, a reposição hídrica ganha uma importância ainda maior.

Dose ideal

Em condições normais, a recomendação da SBAN para consumo de bebidas em geral varia de acordo com o gênero e a faixa etária, conforme o esquema abaixo:

De 0 a 6 meses de vida — 0, 7 litros de leite materno por dia
De 7 a 12 meses — 3 copos por dia
De 1 a 3 anos — 4 copos por dia
De 4 a 8 anos — 5 copos por dia
Meninos de 9 a 13 anos — 8 copos por dia
Meninas de 9 a 13 anos — 7 copos por dia
Meninos de 14 a 18 anos — 11 copos por dia
Meninas de 14 a 18 anos — 8 copos por dia
Homens de 19 a 70 anos — 13 copos por dia
Mulheresde 19 a 70 anos — 9 copos por dia
Gestantes — 10 copos por dia
Mulheres em amamentação — 13 copos por dia

Esquentou!

A transpiração é uma estratégia do organismo para regular a temperatura corporal. É por essa razão que ela aumenta nos dias de calor. Mas, isso implica na perda de líquido e sais minerais, que, se não for reposta, compromete todas aquelas funções mencionadas anteriormente.

Por isso, a primeira dica é manter a ingestão de líquidos regular, conforme as quantidades recomendadas. Evitar a exposição do sol entre 10 e 16h, praticar exercícios físicos nos horários de temperatura mais amena e usar roupas leves são outras orientações importantes. Tais cuidados valem principalmente para as pessoas mais suscetíveis à desidratação. Veja quem são:

Bebês

Considerando que os pequenos tem uma menor conformação física, as perdas são proporcionalmente mais significativas. Por isso, há situações em que os menores de um ano podem desidratar em uma ou duas horas — se estiverem agasalhados em excesso ou diante de um quadro de diarreia ou vômito sem a devida reidratação, por exemplo. Amamentação por livre demanda é a melhor precaução, além do uso de roupas leves e oferta de líquidos (a partir dos 6 meses) ou soro, em casos de alterações gastrointestinais.

Crianças e adolescentes

Além de terem massa corporal menor que a dos adultos, o que torna as perdas hídricas mais expressivas, os pequenos podem ter dificuldade em comunicar sua sede. Mesmo os maiores e os adolescentes podem se distrair com as atividades escolares, esquecendo-se de beber líquidos. Então, os lembretes nesse grupo também são de suma relevância. Não custa repetir que quadros de diarreia e vômito exigem reidratação com soro.

Gestantes

O volume de sangue aumenta, para levar oxigênio e nutrientes para o bebê. Além disso, tem o líquido amniótico que o envolve. Ou seja, a futura mãe precisa não só dar conta da hidratação dela, mas da hidratação do filho, assegurando um ambiente favorável para o desenvolvimento dele. É por isso que existe uma recomendação de ingestão de líquido bem específica para essa fase especial.

Lactantes

Pense no tanto de água que as mães recentes precisam mobilizar para produzir leite em quantidade adequada. É por isso que elas são as campeãs na quantidade de bebida que precisam consumir diariamente. Um alô para os novos pais: quando ela estiver amamentando, copo de água sempre à mão para oferecer, combinado?

Idosos

Por um lado, eles têm maior probabilidade de perder água e sais minerais. Por outro, apresentam comprometimento do mecanismo que leva à sensação de sede, sinalizando a carência de água — e a necessidade de consumir bebidas. Sem contar que muitos fazem uso de medicamentos da classe dos diuréticos, que favorecem a eliminação de líquido pela urina. Por isso, é preciso cuidar para que a hidratação dos idosos faça parte da rotina, garantindo que a ingestão seja equivalente à preconizada para adultos jovens. Vale uma ressalva para os idosos que apresentam problemas renais ou de coração: o ideal é que eles consultem um especialista, para que ele dê orientações individualizadas sobre a ingestão de líquidos, diante dessas condições específicas.

Cuidado com a bebida alcoólica

Ok, cerveja é líquido. Mas a bebida é traiçoeira, porque tem efeito diurético, o que, combinado com a ação do calor, pode terminar em uma desidratação séria. Por isso, beber, só com moderação e com o copo de água do lado.

Perigo à vista

A desidratação começa com a sensação de sede e evolui, podendo levar a convulsões e parada cardiorrespiratória. Diante dos primeiros indícios, procure um serviço de emergência:

- Secura na boca
- Fadiga
- Tontura
- Falta de atenção
- Queda de pressão
- Confusão mental
- Sonolência
- Aumento da temperatura corporal
- Afundamento da moleira (nos bebês)
- Perda de elasticidade da pele

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