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Higiene íntima feminina: você está fazendo tudo certo?

Hábitos inadequados podem favorecer o desenvolvimento de microrganismos que acabam causando mal-estar ginecológico. Saiba o que é certo e o que é errado na hora de cuidar da higiene íntima.       

A higiene íntima faz parte dos cuidados ginecológicos. Mas é importante que ela seja feita corretamente. A ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Madre Theodora (Campinas/SP), a Dra. Renata Sztejnsznajd Navarro explica que a vulva - que é a região externa da vagina - tem sua própria proteção natural, formada por um equilíbrio de bactérias que compõem a flora vaginal e a mantém com um pH mais ácido, impedindo que microrganismos externos sobrevivam.

“A falta ou o excesso de higiene ou o uso de produtos inadequados podem afetar esse equilíbrio, resultando em corrimentos oriundos de doenças provocadas por fungos, como a candidíase, ou por bactérias, como a vaginose bacteriana. As doenças causam alterações na secreção normal da vagina, tornando-as mais espessa e/ou amarelo-esverdeada, e também desencadeiam coceira e odor mais forte, mesmo após a higiene”, afirma a Dra. Renata.  Sintomas como esse recomendam procurar o ginecologista, que orientará sobre o tratamento adequado.

Mas, afinal, o que é certo e o que é errado na hora de cuidar da higiene íntima? Com base nas informações da Dra. Renata, preparamos algumas dicas sobre como realizar a higiene íntima corretamente e o que evitar. Confira:

  • Faça a higiene íntima usando água corrente e sabonete específico para a região vaginal.  Evite o sabonete em barra. Além de ser de uso comum (usado por mais de uma pessoa da casa e nas várias áreas do corpo), o sabonete em barra (inclusive o de glicerina e os vendidos em lojas de produtos naturais) tem componentes que retiram a proteção natural do organismo e podem irritar a pele.
  • Em dias quentes, a higiene íntima deve ser realizada entre três e quatro vezes ao longo do período. Também deve ser feita após atividades intensas, como prática de esportes, caminhadas, etc.
  • Não use constantemente o absorvente diário, que é feito com nylon. Mesmo que trocado várias vezes ao longo do dia, ele acumula umidade e impede a transpiração da região, favorecendo o surgimento de outros microrganismos. Se você ficar fora o dia todo, tente, ao longo do dia, higienizar a região com produto apropriado e trocar de lingerie. O lenço umedecido pode ser utilizado, mas não em excesso.
  • Durante a menstruação, nunca fique com o mesmo absorvente externo por mais de 8 horas. No caso de absorvente interno ou de coletor menstrual (descartável ou não), esse período não deve ultrapassar 4 horas.  No ciclo menstrual, troque o absorvente regularmente, de acordo com o fluxo, se possível, conjuntamente com a realização da higiene.
  • A roupa íntima mais indicada é a confeccionada em algodão.  As de tecidos sintéticos, assim como calça de lycra ou jeans apertado, impedem a transpiração e criam condições para proliferação de fungos e bactérias. Em casa, utilize roupas mais confortáveis, como saias ou calças de algodão e que não apertam. Também é importante passar algum tempo sem a roupa íntima, como na hora de dormir, por exemplo.
  • O preservativo (feminino), além de ser um método anticoncepcional, o preservativo protege contra doenças sexualmente transmissíveis, como HPV (vários tipos de vírus que podem provocar o surgimento de verrugas na região genital e no ânus e também estão associados desenvolvimento de cânceres, como os de colo de útero, vagina e vulva), HIV (o vírus da AIDS), sífilis, gonorreia e herpes genital, entre outras.
  • Após a relação sexual, esvazie a bexiga e faça a higienização normal da área externa da vagina. Não utilize ducha interna após a relação sexual ou em qualquer circunstância. Ela pode ser prejudicial, pois elimina a defesa natural do organismo.
  • Não permaneça muitas horas com biquíni ou maiô molhado porque isso facilita o desenvolvimento de fungos e bactérias.
  • Não sente em vasos sanitários de banheiros públicos.
  • A depilação parcial da vulva é uma opção que reduz o calor e o acúmulo de secreção na área. Mas a depilação total pode causar hipersensibilidade e ressecamento em algumas mulheres.
  • Em algumas mulheres, reações alérgicas podem ser provocadas por componentes do sabão em pó ou do amaciante utilizado na lavagem das roupas íntimas. Nesses casos, opte por produtos específicos para lavar peças desse tipo.
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