A imagem mostra uma mesa com leite, queijo, manteigas e requeijão.

Intolerância à lactose: é muito simples resolver

25/02/2019 - 3 minutos de leitura

A lactose é um tipo de açúcar presente no leite de vaca e em alguns derivados. Esse tipo de açúcar precisa de uma enzima digestiva chamada “lactase” para fazer a digestão no intestino delgado, mas algumas pessoas não conseguem produzir a lactase de forma adequada e por isso não fazem a digestão completa da lactose. Como consequência, elas podem apresentar alguns sintomas indesejáveis como: diarreia, gases intestinais, abdômen distendido e mal-estar. Às vezes, náuseas, cólicas e até sangramento.

Hoje em dia, é muito comum a restrição total de produtos lácteos por causa da intolerância à lactose, mas nem sempre isso é necessário, já que o tipo de restrição (se parcial ou total) dependerá do tipo de intolerância (veja o quadro).

Os sintomas citados podem também ser observados em outras alterações intestinais, como a síndrome do intestino irritável, por exemplo. O modo mais simples e rápido de ajudar no diagnóstico é suspender o leite e os derivados da alimentação por duas semanas e observar se existe melhora ou não dos sintomas. Todavia somente o médico poderá fazer o diagnóstico de modo preciso e seguro.

No caso de intolerância à lactose, o que fazer?

  • Prefira consumir leite e derivados com baixa lactose ou isentos de lactose.
  • Não confunda intolerância à lactose com alergia ao leite. Na maioria dos casos, a intolerância à lactose é leve, e não há necessidade de mudar radicalmente a alimentação.
  • Mantenha uma alimentação balanceada e nutritiva.

Caso você decida eliminar o leite e os derivados da sua alimentação, lembre-se de fazer uma reposição adequada de alimentos ricos em proteína e cálcio, dois nutrientes importantes no leite e nos derivados.

 

Tipo de intolerância à lactose

Primária: Redução natural da produção da enzima lactose após a diminuição do consumo de alimentos ricos em lactose (leite e derivados). Essa condição é mais comum em adultos. 
Secundária: Produção reduzida de enzima lactose após alguma doença como Celíaca e Crohn ou após tratamentos de radioterapia na região abdominal e de quimioterapia. 
Congênita: Incapacidade de produzir a enzima lactose, percebida em crianças recém-nascidas. É genético e um problema raro.

Imagem da Mônica Benarroz - Nutricionista do Americas Oncologia.
Nutricionista Mônica Benarroz

Americas Oncologia